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Repelentes

Vamos conversar sobre mosquitos novamente? E vai ter textão novamente, claro! O assunto anda super em alta (infelizmente) e então resolvi tentar reunir em um único texto, todas as informações importantes para nos protegermos dsse mosquito e claro, combatê-lo também!

Nossa primeira conversa sobre mosquitos aqui no blog, foi sobre a possibilidade do vilão Aedes aegypti ser útil para a produção de um medicamento para tratar a doença inflamatória intestinal (DII), você pode ler aqui: http://farmale.blogspot.com.br/2016/03/aedes-aegypti-doenca-de-crohn-e.html. Hoje o assunto é bem diferente, mas sobre o mesmo vilão, o Aedes aegypti e como se proteger com os repelentes e inseticidas. Estamos sempre em busca de maneiras para prevenir as picadas de insetos, seja por meio de práticas naturais ou artificiais, na tentativa de evitar algumas doenças e também suas incômodas picadas. Considerando que uma única picada de um mosquito contaminado pode provocar alguma doença e que vacinas e quimioprofilaxia não estão ainda disponíveis para todos os casos, a importância do uso de repelentes é fundamental. 

Infelizmente além da dengue, agora temos que nos preocupar com o vírus Zika associado a microcefalia, tornando a gravidez um grande risco nesse momento. Portanto, enquanto não existe vacina ou tratamento específico, é muito importante usar repelentes. E qual o repelente permitido para grávidas? E para bebês e crianças? Existe um tipo para cada situação? São muitas dúvidas, muito medo, mas precisamos nos informar para nos protegermos da melhor forma com segurança.

No site da ANVISA você pode encontrar respostas para algumas dúvidas importantes, o link é esse aqui: http://goo.gl/OCiHDB. Abaixo algumas das perguntas que você encontra no link.

- Quais as substâncias existentes em repelentes são eficazes para afastar o Aedes aegypti?
Para os repelentes de pele, classificados pela Anvisa como cosméticos, as substâncias ativas sintéticas registradas são o N,N-DIETIL-META-TOLUAMIDA ou N,N-DIETIL-3-METILBENZAMIDA (DEET), o Hydroxyethylisobutylpiperidinecarboxylate (Icaridin ou Picaridin) e o Ethylbutylacetylaminopropionate (EBAAP ou IR3535).Existem ainda produtos registrados contendo como substância ativa o extrato vegetal ou o óleo de plantas do gênero Cymbopogon (citronela).Já para os repelentes de ambientes, classificados pela Agência como saneantes, há dezenas de substâncias ativas. A maioria delas são piretroides. É importante ressaltar que todos os produtos registrados na Anvisa tiveram sua eficácia comprovada para ação em mosquitos da espécie Aedes aegypti.

- Gestantes e crianças menores de dois anos de idade podem utilizar todos os repelentes registrados na Anvisa?
Não há restrições de uso de repelentes para gestantes, desde que sejam seguidas as instruções presentes no rótulo do produto. No entanto, tais produtos não devem ser usados em crianças menores de dois anos. Em crianças entre dois e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos. 

- A ingestão de vitamina B é eficaz contra o mosquito Aedes aegypti?
Não. Não há medicamentos que tenham comprovação de eficácia como repelentes para mosquitos.

- Plantas e produtos caseiros são eficazes no combate ao Aedes aegypti?
Os “inseticidas naturais”, ou seja, produtos caseiros formulados à base de citronela, andiroba, óleo de cravo, etc. não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa até o momento.

Sobre os repelentes tópicos:

Repelentes são produtos naturais ou sintéticos com a função de evitar o contato de insetos e assim, as suas picadas na pele. Uma dúvida muito comum é sobre o tempo de ação dos repelentes e por esse motivo a ANVISA publicou em seu site (link http://goo.gl/TUcaCM), um alerta para que as pessoas denunciem quando observarem que o repelente não cumpriu o prometido no rótulo ou causar alguma reação alérgica:

Caso você perceba sinais claros de picada de mosquito tais como inchaço, coceira ou mancha avermelhada na pele antes do fim da proteção descrita no rótulo, o repelente pode ter falhado. Nesse caso, denuncie à Anvisa. Faça o mesmo se o repelente lhe causar algum problema de saúde inesperado, como irritação na pele, por exemplo. 

Canais para dúvidas ou reclamações da ANVISA:
Central de Atendimento: 0800 642 9782
Formulário Eletrônico: http://migre.me/ttv7R
Ouvidoria http://migre.me/ttv7f
Disque – intoxicação: 0800 722 6001
Notivisa -  http://migre.me/ttv9s: o cidadão deve acessar o link: Problemas associados ao uso Cosmético, Produto de Higiene Pessoal ou Perfume, preencher o formulário em word, digitalizar e enviar para o endereço eletrônico: cosmetovigilancia@anvisa.gov.br

Todos os repelentes à venda tem de estar registrados na ANVISA. Para isso, a eficácia (efeitos de proteção previstos) e a segurança (evitar males à saúde do usuário) tiveram de ser comprovadas na agência. Assim, o que está descrito no rótulo tem de ser comprovado também pelo consumidor durante o uso. O rótulo deve conter algumas informações obrigatórias e você pode verificar aqui quais são essas observações: http://goo.gl/ImAurY e aqui o link para conferir se o produto que você comprou tem registro na ANVISA: http://migre.me/ttqR5

Frente às dúvidas surgidas recentemente sobre o uso de repelentes de insetos de uso tópico em gestantes, considerando a relação que possivelmente há entre o Zika vírus e os casos de microcefalia diagnosticados no país, a ANVISA esclarece: não há, dentro das normas da Agência, qualquer impedimento para a utilização destes produtos por mulheres grávidas, desde que estejam devidamente registrados na ANVISA e que sejam seguidas as instruções de uso descritas no rótulo. Mais informações aqui: http://migre.me/ttvM4

Muitos fatores diminuem a eficácia dos repelentes, como a presença de inflamação e alergia na pele, ingestão de álcool, vestimentas coloridas e escuras, umidade, calor, perfumes florais, entre outros. Sendo assim, é importante realçar que o repelente não protege igualmente todos os seus usuários. As características ideais de um repelente seriam: repelir muitas espécies simultaneamente, ser eficaz por pelo menos 8 horas, ser atóxico, ter pouco cheiro, ser resistente à abrasão e à água, cosmeticamente favorável e economicamente viável. Alguns fatores podem interferir na eficácia dos repelentes como a predisposição individual de acordo com substâncias exaladas pela pele (ácido lático, suor, CO2). Outra informação importante são os fatores de risco para picadas. Você sabe quais são? 
  • Presença de eczema
  • Sexo masculino, entretanto, o sexo feminino é fator de risco para ineficácia do repelente, independentemente dos níveis de estradiol
  • Idade adulta
  • Ingestão de álcool
  • Vestimentas escuras
  • Umidade, odor, clima quente e úmido 
  • Fragrâncias florais
Para você ter uma noção da complexidade que envolve a eficácia de um repelente, a cada 10ºC a mais na temperatura pode reduzir em até 50% o tempo de proteção do repelente!

Você sabe como atuam os repelentes tópicos? Eles formam uma camada de vapor acima da pele, que tem odor repulsivo para os insetos. Eles podem ter várias apresentações como aerossol, gel, loção e spray. Os repelentes tópicos não são indicados para uso em bebês menores de seis meses e devem ser aplicados com restrição entre seis meses e dois anos de idade. 

O tempo e ação dos repelentes tópicos dependem de vários fatores, como a concentração, o tipo de veículo (spray, loção, gel), o inseto a ser repelido e as condições ambientais e da pele. Em geral, os repelentes com DEET e Icaridina a 20% conferem uma proteção de 6 até 10 horas.

Agora vamos conversar sobre os repelentes físicos e ambientais:

O objetivo dos repelentes físicos é evitar o contato com insetos e são sempre indicados como adjuvantes aos repelentes no cuidado das crianças, lactentes, especialmente menores de seis meses. Os bebês são particularmente beneficiados por esse tipo de proteção, pois têm pouca mobilidade e ficam em locais restritos e de fácil proteção (berços, cercados, carrinhos de bebê). Em áreas de alta densidade demográfica de mosquitos, deve-se garantir que portas e janelas estejam bem vedadas e o uso de telas. Manter ambientes refrigerados com ar condicionado é uma forma altamente eficaz de manter mosquitos afastados do recinto. Mosquiteiros simples ou com aplicação de inseticidas (permetrina) são indicados na proteção noturna de adultos e crianças e na proteção diurna de lactentes. Tendas tratadas com inseticidas são altamente eficazes, seguras, duradouras e de acesso relativamente fácil. Os poros das telas de mosquiteiros/tendas não devem ser maiores que 1,5 mm. O uso combinado de repelente tópico e tela tratada com inseticida parece ter o melhor custo-benefício na prevenção de picadas. O uso de vestimenta adequada (meias, blusas de mangas compridas e calças) é desejável, porém de baixa praticidade em um país de clima quente como o Brasil. Dá-se preferência a tecidos claros, devendo-se evitar cores muito chamativas. Muitos repelentes podem ser aplicados sobre roupas (DEET, icaridina), conferindo proteção prolongada e diminuindo o uso tópico das substâncias ativas presentes nos repelentes. 

Você sabia que existem tecidos especiais que já vêm embebidos com repelentes? São mais indicados para a prática de esportes em florestas, parques. Também existem repelentes que são formulados para a aplicação em roupas. 


O uso de repelentes ambientais deve seguir as orientações preconizadas para obtenção da ação esperada. Incensos e velas naturais só têm ação quando aplicados por horas contínuas e iniciados bem antes da exposição da pessoa ao ambiente. Velas e incensos de citronela não têm efeito repelente suficiente para que haja recomendação de seu uso isolado. O uso da vela de andiroba por tempo prolongado (48 horas contínuas) em área com cerca de 27m² previne até 100% das picadas de Aedes aegypti. Inseticidas são substâncias que, além de repelir, matam os insetos. Há diversos derivados piretroides (permetrina e deltametrina os mais comuns) em várias formas de apresentação como spray, serpentinas, impregnados em roupas, mosquiteiros e telas, entre outros. O uso de mosquiteiros e telas com permetrina é altamente recomendado para crianças, sendo seguro também para gestantes. A absorção percutânea é mínima. As telas com permetrina podem ser usadas em ambientes externos para proteção de carrinhos de bebê, berços, redes, bebê-conforto, com produtos comerciais já desenvolvidos e adequados em tamanho para cada um desses objetos. Aerossóis de inseticida têm o objetivo de matar os insetos presentes no local e prevenir a invasão domiciliar. Possuem efeito curto e devem ser aplicados em recintos fechados (de 10 a 20m² ) pelo menos duas horas antes de dormir. Recomenda-se o uso de aerossóis juntamente com serpentinas ou telas. As serpentinas (elétricas ou não) são os inseticidas vaporizados mais conhecidos e, usualmente, contêm um piretroide como princípio ativo. Um aparelho é suficiente para proteção durante a noite em um quarto de tamanho habitual se o ambiente não for muito ventilado. Importante: gestantes e crianças pequenas não devem utilizar inseticidas ambientais, incluindo os de tomada, pela imprevisibilidade de seu efeito quando inalados. 

Para você não ficar gastando rios de dinheiro tentando se proteger das picadas, leia aqui as dicas:

Diversos dispositivos habitualmente utilizados são considerados ineficazes para proteção contra picadas de insetos. Os repelentes ultrassônicos não se mostraram eficazes em diversos estudos, assim como dispositivos elétricos luminosos com luz azul. A luz atrai qualquer inseto, mas não previne definitivamente as picadas, visto que substâncias produzidas pelos indivíduos podem ser mais atraentes aos mosquitos do que a luz. Pulseiras com DEET também não são indicadas, uma vez que a repelência se dá por evaporação do princípio ativo sobre a pele e, comprovadamente, só protege até 4cm da área aplicada. O uso sistêmico de substâncias na tentativa de repelência pelo odor exalado no suor não demonstraram eficácia suficiente para justificar o uso. Nesse item, incluem-se extratos de alho e vitamina B1.

Orientações de uso:

Para iniciar as orientações, não esqueçam que é fundamental a leitura dos rótulos dos produtos. Deve-se, também, guardar a embalagem para acesso fácil (para o adulto, nunca para a criança e animais) no caso de possíveis intoxicações. É importante verificar a concentração do princípio ativo para se certificar de que é adequada para a idade da criança. De modo geral, os principais cuidados para uso de repelentes tópicos são: 
  • Generosidade: a tendência natural é passar menos que o necessário 
  • Homogeneidade: a ação de um repelente limita-se a 4cm; a simples aplicação na bochecha não protege áreas adjacentes como o nariz ou o queixo
  • Seletividade: todos os repelentes irritam as mucosas e, portanto, deve-se evitar passá-los nos olhos, boca e narinas e em áreas não expostas 
  • Repetição: deve-se aplicar o repelente conforme o tempo de exposição aos insetos e as orientações do fabricante
Repelentes devem ser aplicados apenas em áreas expostas, nunca sob roupas, e a pele em que foi aplicado o produto deve ser lavada com água e sabão quando findo o tempo de exposição. Evitar o uso em ambientes fechados (preferir outras medidas já mencionadas). Crianças não devem dormir com repelentes (use roupas compridas e mosquiteiros). A aplicação no rosto deve ser evitada e, se realizada, nunca aplicar o produto diretamente na face (aerossóis). O produto deve ser aplicado nas mãos do adulto e, então, no rosto da criança, evitando-se o contato com mucosas. Sempre lavar as mãos após as aplicações. Nunca permitir que crianças apliquem o repelente sozinhas. Reaplicações são necessárias conforme o tempo, o risco de exposição e a concentração do produto utilizado, leia as instruções no rótulo do produto.

Em locais de alta temperatura e umidade, a duração do efeito do repelente é menor e, portanto, reaplicações mais frequentes são necessárias. Se ocorrerem picadas antes do término do tempo de ação previsto pelo fabricante, já sabe, denuncie à ANVISA. 

O uso de repelentes em crianças entre seis meses e dois anos deve ser de uma aplicação diária; entre dois a 12 anos, até três aplicações diárias. Em caso de alto risco de transmissão de doenças e exposição prolongada, mais aplicações são permitidas, considerando-se o perfil de segurança da substância. Em caso de atividades na água, supõe-se que o produto será removido da pele e uma nova aplicação deverá ser realizada. Bloqueadores solares que contenham repelentes são desaconselhados, pois perdem efeito (a associação com DEET reduz eficácia em 34%). Importante: filtros solares geralmente precisam ser reaplicados em intervalos mais curtos do que repelentes e o uso concomitante desses produtos pode aumentar a absorção sistêmica e a toxicidade deste último. Se necessário, aplicar primeiramente o protetor solar, aguardar a absorção completa do produto pela pele (cerca de 20 minutos) e, então, aplicar o repelente.

Qual é o repelente ideal, seguro e como deve ser usado? A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta como se proteger do Aedes Aegypti.


Gestantes, bebês e crianças devem consultar o Obstetra ou Pediatra para evitar intoxicações ou alergias. 

Medidas socioambientais são as melhores ferramentas para eliminar focos e criadouros de mosquitos. Não deixe água parada! Não seja um criador de mosquitos! 



Fontes:
Sociedade Brasileira de Dermatologia: http://migre.me/ttu3z
Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro: http://migre.me/ttu5E
Revista Paulista de Pediatria: http://www.scielo.br/pdf/rpp/v27n1/13.pdf

Vírus Zika e Síndrome de Guillain-Barré

Hoje encontrei um pequeno texto no Facebook que achei importante compartilhar e me fez buscar mais informação sobre o vírus zika que está deixando todo mundo com uma sensação desagradável de insegurança, medo mesmo.
O mosquito não é novo por aqui, o aedes aegypti é antigo e sempre volta a ser o assunto de primeira quando o tempo esquenta e com as chuvas de verão. Chove, as poças de água se multiplicam, vem o sol e o ambiente perfeito para a proliferação do mosquito fica ideal.
A novidade esse ano são as viroses que não são passageiras, com sintomas que um bom repouso e acompanhamento médico resolvam. Casos de gestantes que foram contaminadas pelo vírus zika gerando crianças com microcefalia e hoje encontrei um perfil no Facebook onde uma a pessoa relata que sua mãe foi diagnosticada com a síndrome de Guillain-Barré.

O texto em questão vocês podem encontrar nesse link https://goo.gl/3lJ0pz, mas caso não tenha Facebook compartilho ele também aqui:
"Boa noite amigos! Quero compartilhar com vocês o dilema que eu e minha família temos vivido, com a finalidade de espalhar informações sobre o que alguns tentam abafar. Esperamos compartilhar com o máximo de pessoas possíveis para quem sabe, diminuir ou evitar o sofrimento em outras famílias.
Bom, no dia 27 de novembro minha mãe foi diagnosticada com o zika vírus. Os sintomas eram claros, as marcas começaram a surgir e se espalhar rapidamente pelo corpo dela, como mostra a primeira imagem. Ela sentiu coceira e incômodo nos primeiros dias, mas com a medicação as manchas foram sumindo aos poucos, porém os tornozelos incharam e doiam a cada dia mais. O problema verdadeiro veio a semana seguinte. No dia 5/12 minha mãe começou a sentir dormência nos pés e um pouco depois nos braços. A princípio ela achou que pudesse ser estresse... Mas então os sintomas foram progredindo. Ela começou a sentir fortes dores nas pernas e aumento da dormência... As mãos também ficaram dormentes e ela não segurava mais nada com firmeza. No dia 6/12 ela foi para uma Emergência onde disseram a ela que aquilo era apenas uma desidratação e a liberaram logo em seguida. Mas os sintomas só aumentaram e ela começou a perder a firmeza nas pernas, se estivesse de pé, de repente as pernas "falhavam" e ela caia... Começou então a só andar com ajuda. No dia 8/12 ela voltou ao médico onde tomou uma vitamina, mas as dormências não passaram. Eu estava muito preocupada com tudo o que ela estava sentindo e fui pesquisar. Achei um artigo científico que falava sobre a Guillian- Barré, mas como seu diagnóstico não é fácil, foi descartado inicialmente. Mas no dia 9/12 quando acordei vi no facebook e na tv especulações sobre a associação do zika vírus com a Guillian- Barré, corri com a minha mãe às pressas para um hospital em Copacabana pois eu buscava um lugar grande, com recursos onde pudessem investigar aqueles sintomas. Ao chegar lá minha mãe já estava com a boca, olhos e língua dormentes e "fisgando". Então minha mãe foi atendida por uma doutora maravilhosa e com certeza guiada por Deus que, observou cuidadosamente cada movimento que minha mãe tentava fazer e não conseguia, prestou atenção em cada detalhe das informações que demos a ela, sempre acalmando minha mãe. Pediu a ela uma tomografia e um exame de sangue que foram feitos e entregues poucas horas depois, como nenhum dos exames apontou irregularidades, a doutora pediu uma Punção Lombar (exame caro que consiste na retirada e análise do líquor, na medula espinhal). Com o resultado do exame, que chegou durante a madrugada do dia 10/12 minha mãe foi enfim diagnosticada com a síndrome e então transferida logo em seguida para um outro hospital, onde ofereciam o tratamento com imunoglobulina no CTI.
Hoje, dia 11/12 foi seu segundo dia de tratamento e as melhoras aparecem aos poucos. Ela começa a sentir as pernas e movimentar os braços.
Mas, apesar de não te-la em casa ainda, completamente saudável e comemorando sua recuperação, decidimos divulgar seu caso pelos simples fatos:

1- Hoje ela só está bem e em tratamento pq foi socorrida a tempo. Afinal, a síndrome já havia atingido a face;

2- Porque há muita falta de informação e não sabemos se existe mais casos como esse e se há diagnóstico ou tratamento disponível a todos e estamos tentando divulgar os sintomas e também sua rápida evolução;

3- Porque somos informadas no Hospital onde minha mãe foi diagnosticada que ela era um dos primeiros casos registrados e que talvez entrasse nas estatísticas, mas por não ser moradora da zona sul, infelizmente não teria tanta repercussão.

4- Porque achamos inadmissível que em pleno séc 21 ainda existam pessoas sofrendo e afirmo a vocês que, MORRENDO por conta da falta (proposital) de informação.

5- Explicar um pouco mais sobre a Guillian- Barré: Ela é uma síndrome de caráter autoimune e inflamatória. Afeta o sistema nervoso e pode provocar fraqueza muscular e paralisia (geralmente temporária) dos membros. Ela pode afetas pessoas de qualquer idade, começa a se manifestar por formigamentos nos pés e nas mãos e então vai subindo para os membros superiores. O formigamento e a alteração da sensibilidade dos membros vêm acompanhado de fraqueza nos músculos da face e da respiração (pode levar a óbito) o que faz com que o paciente precise ser tratado em UTI.
Na maioria das vezes a síndrome surge algumas semanas após uma infecção por vírus ou bactérias. O diagnóstico da SGB é clínico, porém reforçado por análise de liquor e achados de estudos neurofisiológicos.

6- Compartilhar com o maior número de pessoas que pudermos para alertar a população, para que tomem cuidado com a proliferação do mosquito e também com o sintomas que surgem. Para não desistirem de buscar um diagnóstico ou solução para o que estiver sentindo. Todos temos o direito de saber o que temos e principalmente de sermos tratados dignamente.

Obrigada amigos, compartilhem com quem puder!"

Junto com esse texto segue essa imagem:

https://goo.gl/3lJ0pz

Confesso que ainda não havia buscado informações sobre esse assunto, mas resolvi fazer umas pesquisas e compartilho aqui com você.

Um pouquinho da história do vírus Zika:

Foi isolado pela primeira vez em primatas não humanos em Uganda, na floresta Zika em 1947, por esse motivo esta denominação. Entre 1951 a 2013, evidências sorológicas em humanos foram notificadas em países da África (Uganda, Tanzânia, Egito, República da África Central, Serra Leoa e Gabão), Ásia (Índia, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Indonésia) e Oceania (Micronésia e Polinésia Francesa).
Nas Américas, o Zika Vírus somente foi identificado na Ilha de Páscoa, território do Chile no oceano Pacífico, 3.500 km do continente no início de 2014.
O Zika Vírus é considerado endêmico no Leste e Oeste do continente Africano. Evidências sorológicas em humanos sugerem que a partir do ano de 1966 o vírus tenha se disseminado para o continente asiático.
Atualmente há registro de circulação esporádica na África (Nigéria, Tanzânia, Egito, África Central, Serra Leoa, Gabão, Senegal, Costa do Marfim, Camarões, Etiópia, Quénia, Somália e Burkina Faso) e Ásia (Malásia, Índia, Paquistão, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Camboja, Índia, Indonésia) e Oceania (Micronésia, Polinésia Francesa, Nova Caledônia/França e Ilhas Cook).

Casos importados de Zika virus foram descritos no Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Austrália (12) Adicionar Ilha de Páscoa.

http://portalsaude.saude.gov.br/images/jpg/2015/maio/22/mapa-zika.jpg

Vocês sabem quais os sintomas, forma de transmissão, o que fazer se estiver com os sintomas? Vocês sabiam que podem e devem denunciar a Secretaria Municipal de Saúde quando encontrarem focos de criadouros do mosquito? Essas informações vocês podem encontrar no Portal da Saúde nesse link: portalsaude.saude.gov.br 

Abaixo compartilho perguntas e respostas importantes para entender um pouco mais sobre esse vírus e como se proteger.

O que é a febre por Vírus Zika?
 É uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos, tais como Aedes aegypti, caracterizada por exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3-7 dias.

Como é transmitida?
O principal modo de transmissão descrito do vírus é por vetores. No entanto, está descrito na literatura científica, a ocorrência de transmissão ocupacional em laboratório de pesquisa, perinatal e sexual, além da possibilidade de transmissão transfusional.

Quais são os principais sinais e sintomas?
Segundo a literatura, mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas, porém quando presentes são caracterizadas por exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça e menos frequentemente, edema, dor de garganta, tosse, vômitos e haematospermia. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a artralgia pode persistir por aproximadamente um mês.
Recentemente, foi observada uma possível correlação entre a infecção ZIKAV e a ocorrência de síndrome de Guillain-Barré (SGB) em locais com circulação simultânea do vírus da dengue, porém não confirmada a correlação.

Qual o prognóstico?
Em suma, vem sendo considerada uma doença benigna, na qual nenhuma morte foi relatada e autolimitada, com os sinais e sintomas durando, em geral, de 3 a 7 dias. Não vê sendo descritas formas crônicas da doença.

Há tratamento ou vacina contra o Zika vírus?
Não existe O tratamento específico. O tratamento dos casos sintomáticos recomendado é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. No entanto, é desaconselhável o uso ou indicação de ácido acetilsalicílico e outros drogas anti-inflamatórias em função do devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por síndrome hemorrágica como ocorre com outros flavivírus.
Não há vacina contra o Zika vírus.
A SVS/MS informa que mesmo após a identificação do Zika Vírus no país, há regiões com ocorrência de casos de dengue e chikungunya, que, por apresentarem quadro clínico semelhante, não permitem afirmar que os casos de síndrome exantemática identificados sejam relacionados exclusivamente a um único agente etiológico.
Assim, independentemente da confirmação das amostras para ZIKAV, é importante que os profissionais de saúde se mantenham atentos frente aos casos suspeitos de dengue nas unidades de saúde e adotem as recomendações para manejo clínico conforme o preconizado no protocolo vigente, na medida em que esse agravo apresenta elevado potencial de complicações e demanda medidas clínicas específicas, incluindo-se a classificação de risco, hidratação e monitoramento.

Como evitar e quais as medidas de prevenção e controle?
As medidas de prevenção e controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Não existem medidas de controle específicas direcionadas ao homem, uma vez que não se dispõe de nenhuma vacina ou drogas antivirais.

Prevenção domiciliar
Deve-se reduzir a densidade vetorial, por meio da eliminação da possibilidade de contato entre mosquitos e água armazenada em qualquer tipo de depósito, impedindo o acesso das fêmeas grávidas por intermédio do uso de telas/capas ou mantendo-se os reservatórios ou qualquer local que possa acumular água, totalmente cobertos. Em caso de alerta ou de elevado risco de transmissão, a proteção individual por meio do uso de repelentes deve ser implementada pelos habitantes.
Individualmente, pode-se utilizar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia quando os mosquitos são mais ativos podem proporcionar alguma proteção contra as picadas dos mosquitos e podem ser adotadas principalmente durante surtos, além do uso repelentes na pele exposta ou nas roupas.

Prevenção na comunidade
Na comunidade deve-se basear nos métodos realizados para o controle da dengue, utilizando-se estratégias eficazes para reduzir a densidade de mosquitos vetores. Um programa de controle da dengue em pleno funcionamento irá reduzir a probabilidade de um ser humano virêmico servir como fonte de alimentação sanguínea, e de infecção para Ae. aegypti e Ae. albopictus, levando à transmissão secundária e a um possível estabelecimento do vírus nas Américas.
Os programas de controle da dengue para o Ae. aegypti, tradicionalmente, têm sido voltados para o controle de mosquitos imaturos, muitas vezes por meio de participação da comunidade em manejo ambiental e redução de criadouros.

Procedimentos de controle de vetores
As orientações da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil para a dengue fornecem informações sobre os principais métodos de controle de vetores e devem ser consultadas para estabelecer ou melhorar programas existentes. O programa deve ser gerenciado por profissionais experientes, como biólogos com conhecimento em controle vetorial, para garantir que ele use recomendações de pesticidas atuais e eficazes, incorpore novos e adequados métodos de controle de vetores segundo a situação epidemiológica e inclua testes de resistência dos mosquitos aos inseticidas.

Como denunciar os focos do mosquito?
As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

O que fazer se estiver com os sintomas de febre por Vírus Zika?
Procurar o serviço de saúde mais próximo para receber orientações. 


No dia 10 de dezembro/15 foi publicada uma reportagem no site G1 sobre a relação do vírus zika com a síndrome de Guillain-Barré:

O número de casos de uma síndrome rara cresceu em pelo menos cinco estados brasileiros.
O Ministério da Saúde afirma que pode ter relação com o zika vírus, mas a situação continua sendo investigada.
A relação do zika vírus, transmitido pelo Aedes aegypti, com a microcefalia já foi confirmada pelo Ministério da Saúde. Agora, o ministério esclarece que a infecção pelo zika também pode provocar a síndrome de Guillain-Barré.
Essa síndrome afeta o sistema nervoso e pode provocar fraqueza muscular e paralisia - geralmente temporária - dos membros.
Os músculos da face também podem ser afetados e, em casos mais graves, a respiração, o que faz com que o paciente precise ser tratado em unidades de terapia intensiva. Em alguns casos, pode até levar à morte.
Mas isso não significa que a pessoa contaminada pelo zika vai ter esta síndrome. A Guillain-Barré também pode resultar de outras infecções.
“Pode acontecer uma complicação neurológica em várias doenças causadas por vírus ou bactérias, mas isso é muito raro e em geral os sintomas são reversíveis”, explica Cláudio Maierovitch, do ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde ainda esclareceu que continua investigando como o zika vírus estaria relacionado com a Guillain-Barré. O tratamento está disponível no SUS, mas não há dados nacionais de registros da síndrome, porque os hospitais não são obrigados a notificar os casos para as autoridades de saúde.
Mas pelo menos cinco estados observaram um aumento de ocorrências da síndrome, onde também se constatou a presença do zika vírus.
Em Pernambuco, foram 43 casos de Guillain-Barré em 2015. Em 2014, tinham sido só nove. Na Bahia, há 65 registros confirmados e 87 sendo investigados. Não há dados de anos anteriores, mas o número mais do que dobrou em apenas cinco meses.
O Rio Grande do Norte teve um aumento de 23 para 33 casos de 2014 para 2015. No Piauí, foram 42 casos em 2015 contra 23 em 2014. Minas Gerais teve 189 casos suspeitos até o fim de novembro. Em 2014, foram 155.
O vírus zika é identificado em testes de laboratório, mas a síndrome de Guillain-Barré precisa ser diagnosticada a partir de exames clínicos.
Na maioria das vezes, a síndrome ocorre algumas semanas depois de uma infecção.
“Tem muita condição clínica que parece Guillain-Barré, mas que não é. O critério do diagnóstico é fundamental em bases clínicas. Então atentem para um diagnóstico de um modo coerente para que se evite esse alarde de achar que tudo é zika, tudo é Guillain-Barré”, explica Osvaldo Nascimento, da Academia Brasileira de Neurologia."

Então, fica mais um alerta sobre as consequências de quem contrai esse vírus. Importante sempre buscar orientação Médica, cuidar dos ambientes evitando criadouros de mosquitos, usar repelente no corpo e no ambiente. Aqui estamos usando o Exposis no corpo e no ambiente as tomadas com pastilhas ou líquidos e também espirais. Para não ficar um texto longo, compartilharei mais informações sobre os repelentes e caso encontre mais alguma notícia importante trago aqui para o blog.

Orientação e informação de fontes confiáveis devem ser compartilhadas e divulgadas. Cuidado com as buscas pela internet, cuidado com boatos, não compartilhe informação sem antes checar a fonte. Já vivemos em um tempo de grande estresse, esse ano de 2015 não foi dos melhores mesmo, muita guerra, doenças, escândalos políticos, então saiba que quem propaga boatos via aplicativos e redes sociais provavelmente está cometendo um crime e quem divulgou a informação mentirosa pode ser punido caso seja identificado. 
O delegado Alessandro Vieira da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) explica sobre esse assunto no site do Jornal da Cidade:  
“Essas pessoas que divulgam fatos que geram uma comoção e uma mudança na rotina das pessoas são sim crimes, estão previstas no código penal e temos inclusive investigações em andamento com relação a crimes dessa natureza. São crimes de menor potencial ofensivo, no caso de uma disseminação de boato que vai gerar pânico, como esse do Cenam, vai responder processo junto ao Juizado Especial Criminal.”

Sejam responsáveis cuidando da sua casa, de ambientes onde podem proliferar os mosquitos, denuncie focos de mosquitos, facilite a entrada do agente de saúde na sua residência e/ou trabalho, procure informação com pessoas qualificadas e não compartilhe boatos.

Denúncias de focos de mosquito:




Mais sites para denunciar aqui: https://goo.gl/slWwOx