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I Encontro Farmale: Uma conversa sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais com a Dra Giovana Zibetti
Keep fighting!
III Encontro Farmale: Ostomia e Doenças Inflamatórias Intestinais
I will beat IBD
Ali Jawad, paratleta do halterofilismo com doença de Crohn: Você é uma inspiração para todos nós!
II Encontro Farmale - Diagnóstico das Doenças Inflamatórias Intestinais: Investigação Endoscópica Palestrante: Dr Flavio Abby
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Não queria ninguém com pena de mim


Por dentro eu estava cheia de cacos... e por fora me mostarva forte, inteira! Não queria ninguém com pena de mim, nem eu mesma. Por isso fingia que estava tudo bem. Não sei se estava certa, mas foi o que me segurou."

Registros de Uma Crohnista - Alessandra Vitoriano de Castro

Leia mais sobre o livro: 
Aceitação: assumir verdadeiramente a doença para conviver melhor com ela
Ostomia: desenvolvendo o autocuidado eficiente

Mitos relacionados a sexo e ostomia

O psicólogo Gustavo Messineti desmistifica alguns dos grandes mitos relacionados a sexo e ostomia

Toda doença ou procedimento médico carrega consigo alguns mitos. Um deles é que a vida sexual de um casal pode ser completamente abalada, se algum deles efetivar a ostomia. No entanto, há uma série de ações e comportamentos que podem ser adotados nessa situação para reverter esse quadro e proporcional uma vida sexual ativa e completamente normal a um casal. Para esclarecer essas questões, realizamos uma entrevista com o psicólogo Gustavo Messineti: um especialista em sexualidade e com experiência no atendimento a pacientes que acabaram de passar por um procedimento médico.

01 – Quanto a ostomia pode influenciar na relação sexual?Um paciente ostomizado já enfrentou as fases de identificação de sintomas, investigação, diagnóstico e tratamento cirúrgico, o que por si só já causa grande impacto na libido e vivência da própria sexualidade. A presença de acessórios que vão compor temporária ou definitivamente o corpo de alguém, traz a necessidade de ressignificar sua imagem corporal e adaptações às possíveis limitações. Nesse processo, o indivíduo pode precisar de ajuda, já que surgem questionamentos que o deixa inseguro e eleva sua ansiedade. Em alguns casos, o paciente terá de se abster da relação sexual, por exemplo, em decorrência de seu período de recuperação. Assim, tão logo já se perceba pronto, deve abordar essa questão com a equipe médica.

02 – Quais são os cuidados que um paciente ostomizado deve ter com seu parceiro?O diálogo com seu(sua) parceiro(a) deve ser a principal ferramenta para determinar as principais necessidades do paciente. Dependendo do caso, haverá limitações quanto à posições e movimentos abruptos durante o sexo. Nessa situação, é o paciente quem indica o que mais lhe é confortável para buscar prazer. 03 – Quais estratégias podem ser adotadas entre o casal para facilitar as relações sexuais após a cirurgia?Antes da relação deve-se evitar alimentos que provoquem flatulência e providenciar a higienização da bolsa, o que traz mais conforto para ambos. Além dos cuidados com os corpos que irão interagir, é importante lembrar que o prazer também pode ser alcançado sem penetração, com carícias e brincadeiras sexuais que são alternativas diante de algumas limitações. GUSTAVO MESSINETI é psicólogo e especialista em terapia sexual pela FAMERP. Atuou como psicólogo no Hospital de Câncer de Barretos, Santa Casa de Misericórdia de Barretos e hoje atua como docente no SENAC. CRP 06/102950

Fonte: CHOLMED

Pessoa ostomizada tem direito aos estacionamentos para deficientes físicos

VOCÊ SABIA QUE A PESSOA OSTOMIZADA TEM DIREITO AOS ESTACIONAMENTOS PARA DEFICIENTES FÍSICOS?

Dentre muitas conquistas das pessoas ostomizadas está o direito aos estacionamentos para deficientes físicos.
Para utilização dessas vagas o ostomizado terá que cumprir as exigências legais onde deverão ser periciados pelas juntas médicas dos DETRAN's de seus Estados. Ao final do processo, constará em suas suas carteiras de habilitação o código da limitação.



Em algumas cidades, o procedimento no Detran é o seguinte - A Pessoa Ostomizada deverá dirigir-se ao DETRAN e pegar senha para ser atendido no Núcleo Médico onde entregará os seguintes documentos:
- Requerimento solicitando credencial dirigida ao Chefe do Núcleo de Medicina de Trânsito - NUMED;
- Cópia da Carteira de Identidade;
- Cópia da CNH (Carteira Nacional de Habilitação);
- Cópia do CPF;
- Relatório médico explicando o processo que levou a pessoa a se tornar ostomizada (situação atual).

O Núcleo Médico entregará um boleto para pagamento de taxa referente à avaliação médica a ser realizada e agendada por ele. No dia da avaliação, deverá pegar nova senha para atendimento no Núcleo e não esquecer de levar o boleto pago.

Procure o órgão de trânsito de sua cidade para saber mais detalhes de como obter esse benefício na sua região. Eles passarão as informações necessárias.

Fonte: ACO - Associação Catarinense da Pessoas Ostomizada 

Evolução da Estomaterapia

Entrevista com a enfermeira e professora Néria Invernizzi, aborda a evolução da estomaterapia
Como você enxerga a evolução no tratamento da pessoa com estomia nas últimas décadas?
Em 1958, o médico Dr. Rupert Turnbul, em Cleveland, solicitou para a Sra. Norma Gill (uma pessoa ileostomizada) para acompanhar tecnicamente as pessoas seriam submetidas a uma cirurgia geradora de estomia. Estas pessoas com estomia passaram a se reunir e debater assuntos referentes à mudança da sua rotina devido a alteração na forma de eliminação e com isso fundaram uma associação que defendiam seus diretos.
A defesa destes diretos e a solicitação de um profissional especializado para o “cuidar” de uma pessoa com estomia – sendo que em 1961 houve o primeiro curso de Estomaterapia – deu origem então a categoria de associação de enfermeiras estomaterapeutas e profissionais com interesse na área de estomias, o World Council of Enterostomal Therapist (WCET). Em 1980, foi determinada a necessidade de uma especialização específica do profissional enfermeiro, criando assim o profissional denominado Enfermeiro Estomaterapeuta (ET). O WCET tem diretrizes para a criação de cursos de estomaterapia no mundo.
Nesta linha de pensamento, dos avanços de tratamento das pessoas com estomia, é necessário salientar a atuação constante da Profa Dra Vera Lúcia Conceição de Correia Santos considerada a “mãe” da estomaterapia no Brasil, pois foi coordenadora do primeiro curso de Especialização em Enfermagem em Estomaterapia na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP), em 1990. Além deste primeiro curso, em 1992, dezenove enfermeiras estomaterapeutas, entre elas a Profa Dra Vera Lúcia Conceição de Correia Santos e um cirurgião fundaram a Associação Brasileira de Estomaterapia: Estomias, Feridas e Incontinências (SOBEST), que segue as diretrizes do WCET para a formação dos cursos de especialização em estomaterapia, e também proporciona o concurso para a titulação de enfermeiros estomaterapeutas de 6 em 6 anos, denominado TiSOBEST.
O Enfermeiro Estomaterapeuta (EE) é o profissional habilitado, que dispõem de conhecimentos que possibilitam a assistência à pessoa com estomias, fístulas, tubos, drenos, feridas agudas e crônicas e incontinência anal e urinária, nos aspectos preventivos, terapêuticos e reabilitação, visando o processo de reabilitação para a melhoria da qualidade de vida, na prescrição de equipamentos exclusivos para cada necessidade individual. O EE participa de congressos, no qual traz para a sua região os avanços tecnológicos dos equipamentos específicos para a armazenar as fezes, gases e urina, ou seja uma bolsa coletora, e conjuntamente com a aplicação industrial de bases adesivas para a proteção e adesividade a pele ao redor da estomia.
Quais são as dificuldades encontradas para um paciente com estomia no Brasil para ter acesso a novas e mais modernas tecnologias de equipamentos?
Nosso país é grande e muito diversificado pelas condições geográficas, populacionais, culturais, financeiras e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Para a pessoa com estomia esta vertente também é real: mesmos os grandes centros urbanos não correspondem com as necessidades de recursos humanos, físicos e financeiros para a assistência integral, sistematizada e individualizada para a prescrição de equipamentos de estomia.
Acredito que para o avanço nesta área é a formação de Enfermeiros Estomaterapeutas que atuem diretamente com a pessoa com estomia. Atuar neste serviços públicos ou privados com dados estatísticos reais para um planejamento e administração dos recursos acima citado. O Brasil possui Política Nacional para Ostomizados através da Portaria nº 400, de 16/11/ 2009 que é a norteadora para Serviços de Atenção da pessoa com estomia do Sistema Único de Saúde (SUS) e para as operadoras de planos de saúde, após a Resolução Normativa nº 325, de 18/04/2013 da Agência Nacional de Saúde (ANS).
Você acredita que o tema já está devidamente incorporado na sociedade? Quais medidas devem ser realizadas para conscientizar a população sobre a estomia? 
O tema da estomia está sendo incorporado à sociedade paulatinamente, principalmente quando uma pessoa de vida pública necessita da intervenção cirúrgica de uma estomia – o que ocorreu, por exemplo, com o Governador Mario Covas e o Vice-presidente da República José de Alencar na divulgação na mídia em geral e assim cria-se interesse da população pelo assunto.
As campanhas ou programas ou ações educativas e sociais municipais, estaduais e nacional são necessárias para o entendimento das estomias, principalmente sobre o câncer de intestino, que está em 3º lugar na incidência do câncer do Brasil, pelos dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA (www.inca.gov.br). Portanto as informações para prevenção, sobre os fatores de risco e as diretrizes para detecção precoce do câncer de intestino são fundamentais para a população.
Néria Invernizzi da Silveira é professora e enfª Estomaterapeuta (Ti SOBEST), coordenadora do Curso de Especialização de Enfermagem em Estomaterapia UNICAMP, coordenadora científica do Centro de Aprimoramento Profissional Stay Care, membra titular da  Associação Brasileira de Estomaterapia: Estomias, Feridas e Incontinência  – SOBEST, membra titular do World Council of Esterostomal Therapists – WCET e mestranda em Educação nas Profissões da Saúde pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
 Fonte: CHOLMED

Ninguém vai bater mais forte do que a vida

Hoje encontrei esse post super motivador no grupo Ostomia Sem Tabu que sem dúvida prova o quanto somos fortes. Somos vencedores!
Obrigada Sandro pela sua conscientização sobre a importância de compartilharmos mensagens como essa, que motivam e contribuem para levar esperança para muitas pessoas. Muito obrigada!
"Ninguém vai bater mais forte do que a vida. Não importa como você bate e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha." Rocky Balboa 💪
Um pouco sobre a luta do Sandro:
"Após a Lua de Mel, voltei para minha cidade São José dos Campos/SP comecei a ter fortes dores abdominais fui ao pronto atendimento me injetavam Buscopan e Profenide melhorava mas depois de aproximadamente 2 hrs está dor voltava e foi assim que mais voltei 3x no Hospital na última fizeram uma tomografia com contraste que detectou um absesso de 10cm, (o médico chegou a desconfiar de ser o mais grave,) tive que fazer a cirurgia as pressas pois meu intestino estava tomado por pus e uma diverticulite, depois de 4 horas acordei com a ostomia no início foi difícil mas com o apoio da família e de grupos e sites (como Ostomia sem Tabu , Farmale...) vi o quanto tenho que agradecer a Deus pela minha "bolsinha"."

Baixo risco de câncer na bolsa ileal após anastomose ileorretal na retocolite ulcerativa

Risco de câncer na bolsa ileal não é elevado após anastomose ileorretal na retocolite ulcerativa
Pacientes submetidos a anastomose ileorretal com bolsa ileal após a ressecção colorretal para o tratamento da retocolite ulcerativa não apresentam aumento do risco de câncer extra-intestinal, informam pesquisadores dinamarqueses.
"Foi interessante e reconfortante descobrir que o risco global (total) de câncer após a anastomose ileorretal com bolsa ileal na retocolite ulcerativa foi comparável ao da população geral", disse o Dr. Anders Mark-Christensen do Aarhus Universistethospital, na Dinamarca, à Reuters Health por e-mail.
"A descoberta mais interessante – embora não cause surpresa – foi o baixíssimo risco de câncer da bolsa ileal".
A mucosa residual deixada na zona de transição anal e o coto retal pode apresentar persistência do risco de câncer após a anastomose ileorretal com bolsa ileal, e o risco de câncer extra-intestinal entre os pacientes com retocolite ulcerativa parece ser ligeiramente superior ao da população geral. O risco de câncer após a colectomia e a anastomose ileorretal com bolsa ileal permanece incerto.
O Dr. Mark-Christensen e colaboradores investigaram o risco de câncer, concentrando-se no câncer da bolsa ileal, em 1.723 pacientes com anastomose ileorretal com bolsa ileal pareados a 8.615 pessoas da população geral. O estudo foi publicado on-line em 3 de agosto no periódico Journal of Crohn's and Colitis.
Durante um acompanhamento médio de 12,9 anos, apenas dois pacientes (0,12%) com anastomose ileorretal com bolsa ileal tiveram diagnóstico de câncer de bolsa ileal, uma incidência de 8,4 casos por 100.000 pessoas-ano. Comparativamente, três tipos de câncer de intestino delgado ocorreram na população geral, uma incidência de 2,6 casos por 100.000 pessoas-ano. A incidência geral de qualquer tipo de câncer não diferiu significativamente entre o grupo da anastomose ileorretal com bolsa ileal e a população geral.
Os pacientes com anastomose ileorretal com bolsa ileal tiveram maior risco de câncer hepatobiliar, mas este achado perdeu relevância após a exclusão dos pacientes com colangite esclerosante primária no momento do diagnóstico de câncer. Os pacientes com anastomose ileorretal com bolsa ileal também tiveram maior risco de câncer de pele (exceto melanoma) sem significado estatístico.
Os tipos de câncer relacionados com o tabagismo foram 30% menos comuns entre os pacientes com anastomose ileorretal com bolsa ileal do que na população de fundo, mas essa estimativa foi baseada em poucos casos.
"Um número crescente de evidências sugere que o risco de apresentar câncer da bolsa ileal seja extremamente baixo", disse o Dr. Mark-Christensen. "Em termos gerais, existem vários argumentos contra o rastreamento desses tipos de câncer na população submetida à anastomose ileorretal com bolsa ileal: primeiro, a história natural do câncer de bolsa ileal é praticamente desconhecida, por isso não está claro se existe uma janela de oportunidade terapêutica antes do câncer se tornar sintomático, durante a qual o tratamento melhoraria o prognóstico. Esta suposição deve ser verificada até mesmo antes de se considerar o rastreamento. Em segundo lugar, uma quantidade notável (do número geral extremamente baixo) dos casos de câncer da bolsa ileal não são visíveis pela endoscopia, então esta não é, de modo algum, uma boa ferramenta de triagem!"
"Como mencionamos em nosso trabalho, o rastreamento seletivo – em vez de geral – do câncer da bolsa ileal no subgrupo dos pacientes submetidos à anastomose ileorretal com bolsa ileal (por exemplo, aqueles com colangite esclerosante primária, história de câncer colorretal, história familiar de câncer colorretal, etc.) pode ser razoável, mas também não sabemos se essa abordagem beneficia os pacientes", concluiu.
Fonte: Medscape
O artigo: Anders Mark-Christensen, Rune Erichsen, Søren Brandsborg, Jacob Rosenberg, Niels Qvist, Ole Thorlacius-Ussing, Jens Hillingsø, Jørn Helmut Pachler, Erica Gould Christiansen, Søren Laurberg; Long-term Risk of Cancer Following Ileal Pouch-anal Anastomosis for Ulcerative Colitis, Journal of Crohn's and Colitis, Volume 12, Issue 1, 5 January 2018, Pages 57–62, https://doi.org/10.1093/ecco-jcc/jjx112

Aceitação: assumir verdadeiramente a doença para conviver melhor com ela

Aceitação: assumir verdadeiramente a doença para conviver melhor com ela.
"Contei às pessoas que conviviam comigo sobre a doença, mas, observando melhor, não havia ainda assumido a doença de Crohn como uma doença que faria parte da minha vida para sempre. Mesmo que ela estivesse em remissão, heveria sempre a necessidade de controle para que não entrasse em atividade. E sabia também que, quanto mais rapidamente eu a assumisse verdadeiramente, mais rapidamente conviveria melhor com ela." Registros de uma Crohnista

Amor próprio e aceitação

"Meninas, no tutorial de hoje ensinarei que amor próprio é tudo. Vou ensinar também que podemos amar o nosso corpo do jeito que ele é. A vida é louca demais pra amar baseado em aparência. #MeAmo #SeAmeTambém " @patriciamgiron (perfil no Instagram)
Hoje é o último dia do movimento de boas ações que estou propondo à você! Sei que já estamos caminhando para o final do domingo, mas por aqui tem criança de férias e fica mais complicado manter a rotina. Ainda assim, não deixaria de passar aqui para finalizar esse movimento. Escolhi essa imagem mais a mensagem da Patricia, que lembra da importância do amor próprio e da aceitação.
A Patricia tem doença de Crohn há 17 anos e a cirurgia de ileostomia foi em abril de 2016. Obrigada por permitir compartilhar Pat! Sinta-se abraçada! ❤

Simpósio de Estomaterapia

Mensagem da Presidente  da SOBEST:

É com enorme satisfação que a Associação Brasileira de Estomaterapia: estomias, feridas e incontinências (SOBEST) realiza o IV Simpósio Nordeste de Estomaterapia no Estado do Piauí, em Teresina, principalmente porque neste ano também se inicia o primeiro curso de especialização em Estomaterapia deste estado. 
Este Simpósio é o primeiro dos quatros simpósios que acontecerão este ano no Brasil. O Objetivo da SOBEST é levar cada vez mais o conhecimento especializado para perto dos profissionais, facilitando o acesso as informações científicas e troca de experiências para que todos aqueles que necessitem deste cuidado possam recebe-lo com qualidade e excelência. Estar perto dos profissionais e pacientes, família e comunidade  é o que se almeja com a realização destes Simpósios que acontecerão na região Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do nosso imenso Brasil.
Assim esperamos que cada um de nós possa estar aberto para difundir informações, buscar soluções e inovações, aprimorar relacionamentos, estabelecer conexões, tornar familiar saberes e práticas especializadas, difundir a especialidade  e assim contribuir para dar mais luz à enfermagem, nossa profissão.
Desejo que tenhamos excelentes oportunidades durante este SIMPÓSIO!!!!!!! 
Profa Dra Maria Angela Boccara de Paula

Aceitar a Ostomia

Essa linda 😍 definiu bem, lá no Instagram, a mistura de sentimentos que acontece quando a decisão é pela ostomia. "Então, bora aceitar."

"Não é fácil. 
Mas foi necessário. 
Nao desejei, nem quis... e de inicio houve aquela repulsa. 
Me imaginar com uma bolsa coletora de fezes era algo surreal. 
E então nao tive escolha. E hoje só tenho q agradecer pela qualidade de vida que tenho, e por estar viva.
Se me incomoda? As vezes um pouco, tem dias que muito.
Tenho escolha? NAO!
Então, bora aceitar." Colostomizei

ALEMDII Promove Evento em Alusão ao Dia Nacional dos Ostomizados

16/11/2017 – 19:00 às 21:30 Hs – Evento em Alusão ao Dia Nacional dos Ostomizados

Palestra: “Vivendo bem com a Ostomia” - Palestrante: Alessandra Vitoriano De Castro, Enfermeira, autora do livro "Registros de Uma Crohnista" e ostomizada.

Local: Casarão das Artes - Rua João Pinheiro 154, Caratinga/MG

2 Anos da ALEMDII - Associação do Leste Mineiro de Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais

No dia 16 de novembro a ALEMDII - Associação do Leste Mineiro de Portadores de Doenças Inflamat´roias Intestinais - completa 2 anos de muito trabalho e para comemorar, serão realizados eventos em Caratinga/Mg (cede da associação) e em Manhuaçu.

Foram programadas uma série de ações que visam a divulgação das Doenças Inflamatórias Intestinais (doença de Crohn e retocolite ulcerativa), ajudar o paciente a conviver com uma doença crônica de forma mais tranquila e com otimismo, estimular a interação entre as pessoas com DII e levar conhecimentos básicos das DIIs aos pacientes e/ou familiares, profissionais e estudantes dos cursos da área da Saúde.


Olhem só a programação bacana para os 2 anos da ALEMDII:

11/11/17 - 14h: Reunião com Portadores de DII e Familiares 
Palestra: A importânca do Apoio Psicossocial dos Familiares e Portadores de DII - Psicólogo Ridley Vasconcelos.
Local: Câmara Municipal de Manhuaçu - Av Elói Werner, 141, Centro.

16/11/2017 – 19:00 às 21:30 Hs – Evento em Alusão ao Dia Nacional dos Ostomizados
Palestra: “Vivendo bem com a Ostomia” - Palestrante: Alessandra Vitoriano De Castro, Enfermeira, autora do livro "Registros de Uma Crohnista" e ostomizada.
Local: Casarão das Artes - Rua João Pinheiro 154, Caratinga/MG

17/11/2017 – 09:00 às 12:00 Hs: “Tenda conhecendo as DIIs” - Projeto ALEMDII Itinerante em Caratinga
Haverá um estande em área central do município de Caratinga com orientações e panfletagem de material informativo sobre os principais sintomas das DIIs, como forma de ampliação do conhecimento de toda a população e alerta sobre as doenças e a necessidade de procurar o médico para o diagnóstico precoce.

18/11/2017 – 08:00 às 12:00 Hs e 13:30 às 17:00HS

Segundo Congresso do Leste Mineiro de Doenças Inflamatórias Intestinais

Tema: “DIIs - DO DIAGNÓSTICO À REMISSÃO.”

Pacientes e familiares poderão entender melhor as DIIs em seus vários aspectos com uma abordagem acessível e atual realizado por renomados profissionais especialistas em DII.

O congresso tem caráter multiprofissional, voltado aos profissionais e estudantes da saúde, pacientes de Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa e seus familiares.

É um evento promovido pela ALEMDII como parte das comemorações do seu segundo aniversário, gratuito e com a entrega de certificado de participação. Participem! Estarei lá prestigiando e como palestrante falando sobre os medicamentos biológicos e biossimilares.

🔊 PROGRAMAÇÃO DO CONGRESSO:

  • 08:00 hs – Credenciamento
  • 09:00hs -Abertura
  • 09:30hs Doença de Crohn X RCU, Aspectos relevantes, métodos de acompanhamento e diagnóstico. Palestrante: Drª Maria das Graças Pimenta Sanna - Médica Gastroenterologista - Belo Horizonte/MG.
  • 11:00 hs: Dúvidas
  • 11:30 hs Foto oficial do evento
  • 🍽11:45 hs ALMOÇO
  • 13:00hs Aceitação ou resiliência? Palestrante: Ridley Antônio de Vasconcelos – Psicólogo – Caratinga/MG
  • 13:30hs Direitos dos portadores - Palestrante: Robson Alves da Silveira Advogado Caratinga/MG
  • 14:00hs Medicamentos Biotecnológicos - Palestrante: Alessandra de Souza – Farmacêutica – Rio de Janeiro/RJ
  • 14:30hs Acolhimento e Humanização na Adesão ao Tratamento - Palestrante: Alessandra Vitoriano de Castro – Enfermeira Belo Horizonte
  • ☕15:00hs Cofeebreak
  • 15:300hs Depoimento de Superação - Palestrante: Kamilla Rúbia Fernandes – Paciente com Retocolite Ulcerativa - Coronel Fabriciano/MG
  • 16:00hs homenagem ao Marco Antônio Barreto (Portador da Doença de Crohn que motivou a formação da ALEMDII no Leste Mineiro)- Governador Valadares/MG
  • 16:30hs Perguntas e debate - 17:00hs Encerramento e entrega dos certificados

INSCRIÇÕES PARA O CONGRESSO SÃO GRATUITAS NO LINK: https://goo.gl/eaZMCf

1º FÓRUM DE OSTOMIA ACO & ABRASO REGIÃO SUL

Nessa quinta-feira acontecerá esse grandioso evento repleto de atrações voltadas para as pessoas ostomizadas do de Itajaí/SC.

Serão palestras, desfiles de moda inclusiva, apresentações de profissionais da área da saúde e muito mais!


Lembrando que a entrada é gratuita!


DATA: 09/11/2017 (QUINTA-FEIRA)Horário: 8:30 às 16h20min.Endereço: Câmara de Vereadores, Av. Ver. Abrahão João Francisco, 3825 - Ressacada, Itajaí - SC, 88307-303



Ser resiliente é também ter bom humor

Leve a vida com #bomhumor para ela ficar mais leve.

Ter bom humor é ter uma postura positiva e aberta para enfrentar as dificuldades com disposição e otimismo.


Não precisamos fingir que estamos bem o tempo todo, mas podemos encarar as dificuldades como oportunidades para o crescimento pessoal. A pessoa que consegue encarar os problemas com bom humor registra os aspectos negativos, mas também os positivos, então ela mantém, no mínimo, a balança entre o negativo e positivo em equilíbrio e conforme vai cultivando seu bom humor, terá muito mais positividade para viver melhor.


Mudar de atitude e enfrentar a dor não é fácil, mas podemos tentar modificar muitas coisas na nossa vida. Não permita que a tristeza, amargura e o negativismo se instalem na sua vida, pois não vai ajudar em nada, só vai piorar ainda mais. Pode reparar que quem encara com bom humor a vida tem mais esperança e forca para vencer, são pessoas que a gente se sente bem de estar junto, são pessoas inspiradoras.


Ser resiliente é também ter bom humor. As adversidades não destruíram você e sim transformaram em um novo ser fortalecido.


Essa foto cheia de bom humor é de um perfil que eu adoro! Conheçam! 
@Regranned from @ileostomy_crohn_princess - Of course I had to make an ostomy pumpkin 

Você é mais forte do que pensa

A doença pode nos tirar muitas coisas, mudar os planos, deixar cicatrizes... mas também permite que você descubra que é muito maior que tudo isso, que tem força para lutar e não desistir. Sonhar novos sonhos, descobrir novas habilidades, realizar sonhos interrompidos, encarar um novo desafio... você lutou, cicatrizes ficaram no corpo e na alma mas se você está aqui, então venceu e tem vencido bravamente.

@Regranned from @jovenesconeii - Aunque el miedo muerda, aún hay vida en tus sueños (Benedetti). Gaby, una más de nosotros con muchas dificultades y a la vez muchos sueños cumplidos

Paciente com Ostomia

Mini Curso no 3º CONPEEX da UFG Regional Catalão: para profissionais da saúde e interessados, por favor compartilhem🌷

"Paciente com Ostomia: Quem é e o que Espera de você"

Será nos dias 24 e 26 de outubro das 8h às 9:30.

Estoma e as complicações

Fonte: www.mountnittany.org/articles/healthsheets/2614
A cada ano, milhares de pessoas necessitam construir um estoma. 
Qualquer que seja a razão, câncer, traumas, doenças inflamatórias, etc, a pessoa com estomia passa por transformações que interferem no seu dia a dia e por isso, apresentam muitas dúvidas, preocupações e dificuldades.
O estoma mudará nas primeiras semanas após a cirurgia em relação ao tamanho e características da eliminação das fezes e/ou urina. Além disso, pode haver também ganho ou perda de peso. A localização do estoma depende da parte do corpo que foi afetada. As Ileostomias e Colostomias estão relacionadas com o sistema digestório e saída de fezes, as Urostomias ao sistema urinário e saída de urina, portanto a localização no abdômen varia para cada indivíduo.
O paciente que se submete a cirurgia e torna-se um portador de estomia tem a possibilidade de desenvolver complicações a qualquer momento no pós-operatório, em decorrência de vários motivos, idade, alimentação, técnica cirúrgica inadequada, dificuldade no autocuidado, esforço físico excessivo, cicatrizes anteriores, dobras abdominais, obesidade e etc., que podem estar relacionadas com o estoma ou com a pele periestoma, sendo algumas mais frequentes no pós-operatório precoce e outras no pós-operatório tardio.
No pós-operatório precoce, cerca de até 7 dias após a cirurgia, destacam-se o edema (inchaço), a hemorragia (sangramento), a necrose (estoma preto, acinzentado) e o descolamento mucocutâneo (pontos se soltam da pele e estoma). Já no pós-operatório tardio ressalta-se o prolapso (saída da alça intestinal), a retração (afundamento da alça), a hérnia paracolostomal (abaulamento do abdômen ao redor do estoma) e as dermatites (irritações na pele periestoma) que podem ocorrer a qualquer momento da vida da pessoa com estomia.
O maior desafio está relacionado aos vazamentos. O contato de fezes e urina com a pele ao redor do estoma é a maior causa de irritações de pele. Uma vez que a pele torna-se irritada, o adesivo não se fixará adequadamente. Inicia-se então um ciclo vicioso de mais episódios de vazamento e irritações de pele.
É importante detectar a presença dessas complicações precocemente, conferindo sempre as condições do estoma, pele periestoma e o adesivo durante as trocas de equipamentos e procurar ajuda profissional quando necessário para que o melhor cuidado seja indicado.
Os adjuvantes são produtos desenvolvidos para solucionar essa variedade de complicações, sendo utilizados nessas ocasiões para prevenção ou para reforçar a aderência dos equipamentos coletores (bolsas) e proporcionar melhor adaptação e segurança. Eles consistem em pastas, tiras, pó, placas protetoras, cintos, fitas adesivas flexíveis de resina sintética, sendo a pasta um dos produtos mais utilizados. Todos são produzidos com produtos hidrocoloides, resinas amigáveis à pele e que absorvem o excesso de umidade.
A correção das irregularidades, vincos e depressões deve ser realizada com uso de tiras moldáveis ou pasta hidrocoloide, o que aumenta a adesividade entre a base e a pele, prevenindo assim os vazamentos e consequentes lesões.
O pó possui excelente capacidade de absorção de umidade, secreção e exsudatos, mantendo a pele seca e reduzindo a sua irritação, ideal para o tratamento das dermatites úmidas. As Placas Protetoras (quadradas) e Fitas Elásticas (em arco) são adesivos flexíveis, elásticos e macios que proporcionam proteção à pele ao redor do estoma, absorção de umidade, propriedades cicatrizantes e aumentam a área de adesividade e sensação de segurança.
Os cintos devem ser utilizados para auxiliar e melhorar a sustentação no abdome, garantindo segurança quando necessário e em associação ao uso de barreiras convexas no caso de estomas retraídos.
O uso dos adjuvantes é de suma importância para a boa adaptação da pessoa a sua condição atual, proporcionando o melhor cuidado, protegendo a pele, corrigindo as complicações e possibilitando o retorno às atividades do dia a dia, convívio social e trabalho com qualidade de vida.
Thais Salimbeni
Enfermeira Estomaterapeuta
Fonte: GAMEDII

Ileostomia

Tendências atuais sobre ileostomia protetora após proctocolectomia restauradora

A decisão de realizar ileostomia de proteção após anastomose da bolsa ileal ao canal anal é controversa, sendo a discussão baseada em suas vantagens e desvantagens. Embora a derivação intestinal temporária tenha sido indicada rotineiramente na maioria dos pacientes, essa escolha também está associada a complicações. O presente trabalho teve como objetivo rever os resultados após proctocolectomia restauradora com ou sem ileostomia de proteção no tratamento da colite ulcerativa e síndromes polipoides. Muitos trabalhos enfatizam que a derivação protege contra fístulas anastomóticas; consequentemente, ela pode prevenir sepse pélvica e perda da bolsa. Por outro lado, a derivação por ileostomia pode ser causa de morbidade como desidratação, distúrbios eletrolíticos, problemas psicológicos, lesões dérmicas, estenose de anastomose e obstrução intestinal, entre outras. Há aqueles que acreditam que a omissão de ileostomia após a confecção de bolsa ileal deve ser reservada a pacientes selecionados, obtendo-se resultados aceitáveis. Os critérios de seleção devem incluir características do cirurgião, do paciente e do procedimento na tentativa de se obter bons resultados.

J. Coloproctol. (Rio J.) [online]. 2013, vol.33, n.1, pp. 42-45. Tendências atuais sobre ileostomia protetora após proctocolectomia restauradora. CAMPOS, Fabio Guilherme C. M. de.

Ileostomia

Tendências atuais sobre ileostomia protetora após proctocolectomia restauradora

A decisão de realizar ileostomia de proteção após anastomose da bolsa ileal ao canal anal é controversa, sendo a discussão baseada em suas vantagens e desvantagens. Embora a derivação intestinal temporária tenha sido indicada rotineiramente na maioria dos pacientes, essa escolha também está associada a complicações. O presente trabalho teve como objetivo rever os resultados após proctocolectomia restauradora com ou sem ileostomia de proteção no tratamento da colite ulcerativa e síndromes polipoides. Muitos trabalhos enfatizam que a derivação protege contra fístulas anastomóticas; consequentemente, ela pode prevenir sepse pélvica e perda da bolsa. Por outro lado, a derivação por ileostomia pode ser causa de morbidade como desidratação, distúrbios eletrolíticos, problemas psicológicos, lesões dérmicas, estenose de anastomose e obstrução intestinal, entre outras. Há aqueles que acreditam que a omissão de ileostomia após a confecção de bolsa ileal deve ser reservada a pacientes selecionados, obtendo-se resultados aceitáveis. Os critérios de seleção devem incluir características do cirurgião, do paciente e do procedimento na tentativa de se obter bons resultados.

J. Coloproctol. (Rio J.) [online]. 2013, vol.33, n.1, pp. 42-45. Tendências atuais sobre ileostomia protetora após proctocolectomia restauradora. CAMPOS, Fabio Guilherme C. M. de.



Estomia ou Ostomia?

Ostoma, ostomia, estoma ou estomia são palavras que possuem o mesmo significado, derivado do grego em que “osto” é boca e “tomia” abertura. Estomas do tubo digestivo são comunicações diretas de qualquer víscera oca com a superfície do corpo; por exemplo: esôfago (esofagostomia); estômago (gastrostomia); jejuno (jejunostomia); íleo (ileostomia) e o cólon (colostomia).

O estoma intestinal é um procedimento cirúrgico onde é realizada uma abertura no abdome e exteriorizado um segmento da alça intestinal, por onde o conteúdo dos intestinos será expelido e coletado por uma bolsa externa.

A diferença entre ileostomia e colostomia é anatômica, quando realizamos a exteriorização do íleo terminal (intestino delgado), denominamos ileostomia, quando exteriorizamos qualquer segmento do cólon, denominamos colostomia.

As estomias podem ser temporárias ou definitivas. As temporárias como o próprio nome já sugere, tem possibilidades de reversão. Podemos indicar a reconstrução do trânsito intestinal ou fechamento de estomia dependendo da cirurgia anteriormente realizada. Os estomas permanentes, são as estomias confeccionadas de maneira definitiva, sem possibilidades de reversão. Existem várias indicações de estomia definitiva, mas a principal delas é o tumor de reto próximo ao ânus (amputação do reto).

O intervalo de tempo para reversão da estomia temporária, varia de 1 a 4 meses e depende da região da cirurgia, do diagnóstico primário, da recuperação e condições clínicas do paciente e a certeza do sucesso no tratamento da área anteriormente comprometida.

Em geral, as estomias intestinais são indicadas no intuito de se desviar o trânsito fecal do local patologicamente comprometido. As principais indicações operatórias são: má formação congênita do intestino, tumores intestinais, doença inflamatória intestinal, traumas abdominais, entre outras.

As complicações na confecção das estomias são divididas em precoces e tardias. Ambas são possíveis de tratamento, seja com tratamento e cuidados no local da estomia ou com correção cirúrgica. As complicações precoces mais comuns são: necrose parcial ou total da estomia, retração, infecção e/ou abscesso local, fístulas, sangramento ou edema da alça intestinal exteriorizada. As complicações tardias são: a estenose (estreitamento da boca da estomia), retração tardia, as fístulas, as dermatites, prolapsos e a hérnia paraestomal.

Fonte: GAMEDII