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I Encontro Farmale: Uma conversa sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais com a Dra Giovana Zibetti
Keep fighting!
III Encontro Farmale: Ostomia e Doenças Inflamatórias Intestinais
I will beat IBD
Ali Jawad, paratleta do halterofilismo com doença de Crohn: Você é uma inspiração para todos nós!
II Encontro Farmale - Diagnóstico das Doenças Inflamatórias Intestinais: Investigação Endoscópica Palestrante: Dr Flavio Abby
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Fatores ambientais das Doenças Inflamatórias Intestinais

Insights sobre os fatores ambientais das Doenças Inflamatórias Intestinais

A Doença Inflamatória do Intestino (DII) engloba diversas condições patológicas, sendo as mais comuns, a Colite Ulcerativa e a Doença de Crohn, que afetam o trato gastrointestinal e são comumente associadas à desnutrição proteico-energética.

Os fatores ambientais desencadeiam o surgimento, bem como a intensidade das crises da DII. No entanto, embora tenhamos aprendido muito, nos últimos anos, sobre os fatores genéticos de suscetibilidade da DII, o nosso conhecimento sobre os fatores ambientais ainda é limitado. A soma de todos os fatores ambientais que o ser humano está exposto durante a vida foi denominado "exposoma". A exposição ambiental, ou exposoma, provoca alterações na microbiota intestinal e, posteriormente, altera o imprinting metabólico (por aspectos epigenéticos) da mucosa intestinal e do sistema imunológico associado. Alguns fatores ambientais, relevantes para a DII, merecem destaque: poluição do ar, dieta, medicamentos, estresse, infecções, poluição da água, aditivos alimentares e estilo de vida.

A “hipótese da higiene” tenta explicar o aumento da incidência da DII e o aparecimento progressivo dessas enfermidades em períodos diferentes ao redor do mundo. Logo após a Segunda Guerra Mundial, houve aumento na incidência na América do Norte e Norte da Europa, seguido pelo aparecimento na Europa Ocidental, Europa Central, Japão e Austrália. Mais tarde, a América do Sul e a Europa Oriental apresentaram elevação da incidência, e na última década, observamos aumento na incidência no eixo Ásia-Pacífico. À medida que houve melhora nas condições de saúde, com menos infecções e doenças parasitárias, melhores condições sanitárias, acesso a vacinas e adoção de hábitos alimentares nas sociedades ocidentais, os pacientes foram menos expostos a infecções na infância, tornando o sistema imunológico menos preparado para lidar com as exposições antigênicas no decorrer da vida.

Muito se discute atualmente sobre os fatores ambientais e qual poderia apresentar maior impacto nas DII. Enquanto não há uma resposta para essas perguntas, os pacientes são orientados a evitar qualquer tipo de agente que possa desenvolver uma crise, de acordo com seu histórico clínico. Sabe-se que as alterações nutricionais da DII dependem da extensão e da gravidade com que se manifestam as patologias, e é bem estabelecido que a terapia nutricional é um recurso terapêutico extremamente útil, atuando diretamente sobre o estado nutricional, com consequente benefício na evolução e tratamento da DII. O suporte nutricional oral, enteral e parenteral também se mostram eficazes na remissão da DII, pelo fornecimento de nutrientes com funções fisiológicas específicas. Estes nutrientes atuam modulando a resposta imunológica e inflamatória, mantendo a integridade da mucosa intestinal, melhorando a situação clínica e, consequentemente, o estado nutricional destes pacientes.

Transplante de Microbiota Intestinal

Tem se ouvido muito falar sobre esse novo tipo de terapia para tratamento de algumas doenças gastrointestinais e ultimamente também para obesidade.

Nos Estados Unidos, já foi comprovado em alguns testes com seres humanos, que a aplicação de bactérias presentes nas fezes de um indivíduo saudável em um indivíduo doente faz total diferença em tratamentos de infecções causadas por Clostridium difficile, por exemplo. Outros mostram resultados efetivos em casos de diarreia crônica.

Desde então questiona-se a influência da microbiota na questão da obesidade. Alguns estudos experimentais em ratos mostraram que o transplante de microbiota de ratos estéreis magros através das fezes, ou seja, sem nenhuma contaminação de germes, em ratos obesos, também, estéreis, fez total diferença no emagrecimento dos ratos obesos que, além do transplante, tiveram acompanhamento de dieta rica em fibras e pobre em gorduras, que foi fundamental para a perda de peso. O mesmo estudo avaliou a implantação de microbiota dos ratos obesos nos ratos magros e estes não sofreram alteração de peso significativa.

Uma das principais funções das bactérias presentes no intestino humano é a transformação de fibras alimentares em ácidos graxos de cadeia curta, que fornecem grande parte da energia que se utiliza para as atividades diárias. Esses ácidos graxos, além de fornecerem energia, desempenham funções importantes na sintetização de hormônios que conferem saciedade e inibem o acúmulo de tecido gorduroso.

Mais estudos estão por vir e tentarão desvendar quais bactérias afetam diretamente na perda de peso, mas sabe-se que não será nada fácil, uma vez que o intestino possui cerca de dez vezes mais o número de células do nosso corpo.


Referências:
Grehan, M.J.; Borody, T.J.; Leis, S.M.; Campbell, J.; Mitchell, H.; Wettstein, A. Durable alteration of the colonic microbiota by the administration of donor fecal flora. Journal of Clinical Gastroenterology. 2010; 44(8):551-561.
Ridaura, V. K., Faith, J. J., Rey, F. E., Cheng, J., Duncan, A. E., Kau, A. L. & Gordon, J. I. (2013). Gut microbiota from twins discordant for obesity modulate metabolism in mice. Science, 341(6150), 1241214.


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Transplante de fezes para tratar doença de Crohn e obesidade

Pacientes de Doenças Raras terão atendimento gratuito em Belfrod Roxo

A Uniabeu Centro Universitário irá lançar no dia 29 de janeiro/18, às 16h30, um espaço multidisciplinar que realizará atendimentos gratuitos à comunidade que busca orientações e direcionamentos em doenças raras. 
O Núcleo de Ensino Multiprofissional para Doenças Raras será coordenado pelo professor da Instituição João Gabriel Lima Daher, que é médico geneticista e especialista em doenças raras e autoimunes. Todos os atendimentos serão realizados pelo doutor João com a participação dos alunos da área da saúde da Instituição que, através deste serviço, terão a oportunidade de ter um treinamento prático.

“Este espaço nos dará uma excelente oportunidade de capacitação para o futuro profissional da saúde, dando a ele embasamento para atuar no atendimento clínico dos pacientes e da família com uma Doença Rara. O Brasil apresenta uma estimativa de 15 milhões de pacientes com Doenças Raras e poucos profissionais habilitados para atuar nesta área. Daí se justifica a nossa capacitação ao aluno e o atendimento gratuito à comunidade”, afirmou o professor e médico geneticista João Daher.
Autoridades do Rio e da Baixada Fluminense, alunos, professores e a comunidade do entorno estão convidados para a inauguração. Na solenidade, o médico João Daher, o vice-reitor da Uniabeu Paulo Roberto de Menezes Chaves farão as honras da casa, explicando a importância do Núcleo para a comunidade acadêmica e para a Baixada Fluminense.
Depois de Queimados, Belford Roxo será o segundo município da Baixada a realizar atendimentos focados em doenças raras
Hoje, com consultas de geneticistas variando de R$ 800 a R$ 1200 reais, o Núcleo de Ensino Multiprofissional seria uma alternativa sem custo de atendimentos a pessoas com doenças raras e suas famílias.
Os atendimentos estão previstos para começar após o carnaval. O contato para agendamento será divulgado pelos canais de comunicação Uniabeu. Os interessados deverão acompanhar o site e as mídias sociais para maiores informações.
A inauguração e os atendimentos acontecerão no campus Belford Roxo que fica na Rua Itaiara, 301 – Centro – Belford Roxo/RJ.

COVISA informa que não há transmissão de febre amarela urbana no município de São Paulo

A Coordenação de Vigilância em Saúde – COVISA informa que não há transmissão de febre amarela no município de São Paulo.
Desde 1942, não há registro de transmissão de Febre Amarela urbana no Brasil.
Áreas de risco para Febre Amarela:
A febre amarela é uma doença causada por um vírus e é transmitida por mosquitos. No Brasil, todos os casos registrados são de febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que são encontrados apenas em regiões de mata fechada. 
A Febre Amarela apresenta dois ciclos de transmissão distintos: a febre amarela urbana e a febre amarela silvestre. Veja aqui as diferenças.
Quem reside em áreas urbanas ou próximas a parques ou áreas de mata isolada não apresentam risco de transmissão para febre amarela silvestre.
A ocorrência de macacos doentes ou mortos pela Febre Amarela Silvestre indicam que naquela área de mata está ocorrendo a circulação da doença. Essas áreas são chamadas de Áreas de Risco para Transmissão da Febre Amarela. Quando as pessoas circulam próximas dessas áreas podem ser picadas por mosquitos infectados e ficarem doentes.
Desde Setembro de 2017, a Secretaria Municipal de Saúde tem realizado a vacinação da população em áreas de risco de transmissão da febre amarela, tendo sido intensificadas as ações primeiramente na CRS Norte onde foram identificados macacos positivos para Febre Amarela. Posteriormente, a vacinação foi ampliada para alguns bairros da região Sul e Oeste, devido à ocorrência de mortes de macacos por febre amarela em municípios vizinhos.
Neste momento, conforme orientação do Ministério da Saúde, a Prefeitura de São Paulo vai realizar uma Campanha de Vacinação contra a Febre Amarela, com doses fracionadas da vacina, no período de 25/01 a 24/02. Essa campanha tem o objetivo de ampliar a vacinação da população em regiões do município que ficam mais próximas às áreas de risco de transmissão da febre amarela.

Nota de esclarecimento do GEDIIB sobre a vacinação de Febre Amarela

A incidência de febre amarela vem se ampliando no Brasil (2016/2017), causando uma epidemia principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espirito Santo, embora existam casos notificados nas regiões Centro Oeste e Norte, cujo impacto foi a necessidade de ampliação do programa de vacinação para febre amarela (VFA) em todo o país.
Segundo a OMS (05/2013) uma única dose da VFA seria o suficiente para conferir proteção ao longo da vida (oposta à recomendação anterior de 10 anos), mas somente a partir de abril de 2017, o Brasil passou a indicar dose única.  A disseminação rápida da doença tornou necessária a ampliação de vacinação em diversos estados e cidades de risco no Brasil e promoveu uma mudança no tipo de vacina ofertada pelo Governo Brasileiro (vacina fracionada), que continua com o mesmo tipo de cepa, mas a manutenção de imunização do indivíduo ocorreria somente até 8 anos após sua realização, sem comprometer sua eficácia e mesmo o possível surgimento de possíveis efeitos adversos.Importante ressaltar que a vacina quando utilizada pela primeira vez (primo vacinação), tem maior chance de desenvolver efeitos adversos do que a dose de reforço. Embora 90% dos casos de febre amarela sejam oligossintomáticos/assintomáticos, a sua sintomatologia pode ser leve, moderada, grave e maligna. Esta última apresenta taxa de mortalidade de cerca de 50% a 60%, semelhante a dos efeitos adversos graves relacionados a vacina.Também é importante sabermos que independente da cepa existente na vacina, a presença de imunossupressão incorre em risco de replicação do micro-organismo atenuado, com infecção invasiva, potencialmente letal, e deve ser evitada.Neste momento muita dúvida tem surgido sobre quais os pacientes com DII que se beneficiariam com a vacinação e em que casos estaria contraindicada. 

O GEDIIB tem participado de discussões com a Sociedade de Reumatologia e integrantes da Sociedade Brasileira de Infectologia visando traçar recomendações conjuntas, e algumas destas serão descritas na nota de esclarecimento. Entretanto, ainda existem situações conflitantes entre as recomendações atuais da OMS e as regulamentações oficiais de diferentes países (Inglaterra, França) e a Sociedade Europeia de DII, a ECCO no que se refere a imunização com vírus vivo atenuado, onde se inclui a vacina para febre amarela.

Transplante de fezes para tratar doença de Crohn e obesidade

Transplante de fezes é testado para obesidade e tratamento de doença de Crohn

A técnica consegue aliviar sintomas de doenças intestinais e ajuda no combate à obesidade

Oficialmente batizado de transplante de microbiota fecal, o procedimento tem a intenção de repovoar o intestino de pessoas doentes com os micro-organismos do corpo de pessoas saudáveis

Talvez essa seja a primeira vez que você ouve falar em transplantar fezes, mas cientistas estão usando esse aparentemente estranho recurso cada vez mais. Hoje, as possibilidades relacionadas à técnica vão de alívio de sintomas de doenças intestinais até a ajuda no combate à obesidade. Oficialmente batizado de transplante de microbiota fecal, o procedimento tem a intenção de repovoar o intestino de pessoas doentes com os micro-organismos do corpo de pessoas saudáveis. As fezes são diluídas e transplantadas.

A técnica é relativamente recente, com o primeiro estudo mais completo publicado em 2013. Desde então, o transplante se tornou uma forma de terapia reconhecida para casos persistentes de infecção por Clostridium difficile. A bactéria, segundo o Serviço Nacional de Saúde britânico, é encontrada em 1 a cada 30 adultos, e, na maior parte das vezes, é inofensiva.

Em alguns casos — normalmente em pessoas mais velhas que tomam antibióticos —, a C. difficile causa infecção, com sintomas como diarreia, dores abdominais e pode até requerer cirurgia para retirada de partes feridas do intestino.  Com o sucesso do transplante para esse tipo de infecção, os cientistas começaram a estudar o impacto da microbiota fecal em outras doenças. “Somos mais bactérias do que humanos”, resume Henrique Fillmann, presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), ao falar sobre a quantidade de micro-organismos no nosso corpo e sua importância no funcionamento equilibrado do corpo.

Crohn e Obesidade

A doença de Crohn é um das enfermidades que está no horizonte do transplante de fezes como potencial alvo. A professora Gisele Martins, 31, diz que perdeu sua vida social e parou de trabalhar por conta da doença. Foi somente após o transplante de fezes, em 2015, que seus sintomas começaram a melhorar. “Não adianta a pessoa fazer um transplante fecal se ela não tem alimentação saudável.”

Plano Estratégico de vacinação contra febre amarela

SBI endossa nota da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical sobre Plano Estratégico de vacinação contra febre amarela

A Sociedade Brasileira de Imunologia endossa a nota emitida pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical a respeito do  Plano Estratégico de vacinação contra febre amarela.

Leia a nota completa abaixo

A Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) endossa as recomendações do Programa Nacional de Imunização (PNI) publicadas em janeiro de 2018 sob a forma de Plano Estratégico de vacinação contra febre amarela e faz as seguintes considerações: Estudos realizados por Bio-Manguinhos/Fiocruz sugerem que a dose fracionada da vacina contra febre amarela – correspondente a 1/5 da dose padrão, contendo concentração viral maior do que a exigida pela OMS – estimula resposta adequada de anticorpos.
Entretanto até o presente momento, não existem dados sobre a imunogenicidade da dose fracionada em pacientes com comprometimento imunológico e tampouco há evidências de que a dose fracionada cause menos eventos adversos graves pós-vacinação. Dessa forma, a SBMT enfatiza que a vacina contra a febre amarela não deve ser recomendada para indivíduos imunodeprimidos ou imunossuprimidos.
Ainda, a SBMT, em consonância com as recomendações do PNI, não recomenda o uso da dose fracionada para crianças menores de dois anos de idade, gestantes e pessoas com doenças imunodepressoras ou usuárias de medicamentos imunossupressores, em virtude de não haver estudos que demonstrem a imunogenicidade da dose fracionada nesses grupos populacionais.
Excepcionalmente, a indicação da vacina contra febre amarela em indivíduos imunodeprimidos ou imunossuprimidos deve ser cautelosamente avaliada nas situações de elevado risco epidemiológico. Nessa situação, a indicação deve levar em consideração a opinião de especialistas para avaliar o grau de imunodepressão inerente à doença de base; grau de imunossupressão causada pelos medicamentos e o risco de apresentar eventos adversos graves. A dose padrão da vacina deve ser aplicada nesses casos, conforme internacionalmente recomendado pela Organização Mundial da Saúde e preconizado pelo PNI, no Brasil. Os indivíduos vacinados nessas condições devem ser rigorosamente acompanhados quanto à possibilidade de desenvolvimento de eventos adversos graves.
Finalmente, a SBMT entende que a situação epidemiológica atual pode propiciar cenários para o estudo de diferentes estratégias de vacinação, incluindo o uso ou não da dose fracionada em populações específicas. Esses estudos devem ser incentivados e conduzidos dentro dos mais elevados padrões éticos e científicos que permitam a produção de novo conhecimento com a participação voluntária, consentida, equânime e justa dos membros das populações afetadas pelo agravo.


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Tive o diagnóstico da doença de Crohn após ser submetido a uma colonoscopia

Após os trinta anos comecei a ter problemas com alimentação e cólicas, procurei um gastro e exames chegaram a uma gastrite, logo sanada com tratamento, medicamentos e dieta. Algum tempo depois veio uma gastrite hemorrágica e a recuperação já foi mais complicada. Aos 35 anos, casado há quase 10 anos, pai da Júlia na época com 5 anos, tive o diagnóstico de Crohn após ser submetido a uma colonoscopia. Eu havia acabado de retomar os estudos, cursando faculdade de gestão de negócios e logo aconselhado a parar, não parei, mas o impacto da notícia foi bombástico na medida que me informava sobre a doença e, um pouco pior, a forma que as pessoas me questionavam com palavras e olhares (havia perdido 18 kilos em pouco mais de 3 meses. Resolvi encarar e minha rotina foi de superação, já que trabalhava o dia inteiro em uma distribuidora de tecidos e partia para a faculdade a noite, saia de casa às 7 da manhã e só retornava às 23 horas, perdi alguns dias de trabalho e algumas aulas do curso, nada que tenha me impedido de tocar a vida profissional e me formar anos depois, emendando logo uma pós-graduação por mais um ano e meio, ou seja, foi impactante reconhecer limitações desde a alimentação até comportamento, vide a fuga da vida social, porém foi relevante entender que poderia seguir e que preencher o tempo se tornaria um importante aliado pra viver próximo a normalidade. Lá se vão quase 14 anos desde o diagnóstico, nesse período mudei de médico, medicamentos e comportamentos, tornei-me empresário e potencializei o problema em decorrência de pressão, stress e ansiedade, busquei suporte na atividade física e consegui equilibrar as coisas. Posso dizer que hoje, apesar de períodos de fadiga física e mental, alguns efeitos colaterais atingindo as articulações, vivo bem dentro de algumas limitações, a baixa imunidade por exemplo e a companhia da diarréia, parece um contrasenso apresentar essas situações e mesmo assim afirmar que vivo bem, mas é bem por aí.
Gosto de relatar a minha experiência por ter a consciência que posso ser positivo pra alguém, ao longo desses quase 14 anos muitas pessoas me procuraram, amigos, amigos de amigos, filhos de amigos, etc. Sempre afirmei pra todos eles, não esmoreça, coloque na cabeça que é possível viver próximo a normalidade, tente se ajudar física e mentalmente e faça da sua vida a própria receita pra superar.Essa é a minha história, hoje tenho 48 anos, casado a quase 23 anos e pai da Júlia de 18 anos.


Sou o Jorgito, de Nova Friburgo/RJ, tenho 48 anos sou Empresário, tenho Doença de Crohn, meu perfil no Facebook: www.facebook.com/jorgito.pontes.7

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Cientistas da USP utilizam anticorpos produzidos em laboratório que facilitam busca por medicamentos

Anticorpos produzidos em laboratório facilitam busca por medicamentos

Testados no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), os compostos identificam mudanças em células alvo para novos medicamentos

Anticorpos são proteínas do nosso sistema de defesa que neutralizam a ação das substâncias tóxicas produzidas por bactérias e vírus invasores. Por suas características, os anticorpos ajudam a entender a ação de substâncias que influenciam no funcionamento das células e de todo o organismo. Com isso, cientistas da USP estão utilizando anticorpos produzidos em laboratório para identificar mudanças em células que sirvam de alvos para novos medicamentos. O estudo é descrito em artigo da revista científica Plos One, com a participação de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.
O desenvolvimento dos anticorpos presentes na pesquisa começou em 2004, a partir da cooperação com Lakshmi Devi, da Icahn School of Medicine at Mount Sinai (Estados Unidos). “Os anticorpos são ferramentas biotecnológicas importantes, pois reconhecem mudanças estruturais nas células causadas pelos receptores, que são proteínas que regulam a atividade das células, com repercussão em todo o organismo”, relata a pesquisadora Andrea Heimann, da empresa Proteimax Biotecnologia Ltda, que produz os anticorpos utilizados nos estudos. Na época, ela fazia doutorado em Fisiopatologia Experimental na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). “Havia a necessidade de buscar anticorpos diferentes para estudos sobre receptores de substâncias associadas ao funcionamento do sistema nervoso, como dopamina, opioides e serotonina.”
A pesquisadora destaca que o conhecimento sobre os receptores é fundamental no desenvolvimento de novos medicamentos pela indústria farmacêutica. “Por exemplo, cerca de 40% dos fármacos existentes no mercado atuam em um grupo de receptores que estão associados a dor e a doenças como hipertensão arterial, diabetes, obesidade e câncer” , diz. “A partir das informações sobre os receptores, são criados medicamentos que ativam ou inibem sua atividade”.

Dia do Farmacêutico, Meu Dia!

Gratidão pelo carinho minha Associação do coração!
A minha dedicação com a ALEMDII Associação do Leste Mineiro de Portadores de DII é por orgulho do trabalho desenvolvido com muito respeito e dedicação aos pacientes. Colocam sempre o paciente em primeiro lugar e assim deve ser o trabalho de uma associação. Quando o paciente não for mais o foco, não existe mais motivo para que uma associação exista. Tenho orgulho de ser ALEMDII!
"Hoje é Dia do Farmacêutico. Nossa homenagem a todos os farmacêuticos e principalmente a nossa grande colaboradora e voluntária Alessandra de Souza, a Farmale! Agradecemos imensamente todo o carinho e orientações de fontes seguras repassadas a nós, pessoas com doenças Inflamatórias Intestinais e outras patologias. Sua dedicação e carinho com os pacientes são exemplos de competência e comprometimento. Este post é dedicado a todos os farmacêuticos que se desdobram em várias áreas para que possamos ter uma melhor qualidade de vida! Gratidão!" Mensagem da ALEMDII

DIA DO FARMACÊUTICO – 20 DE JANEIRO

A escolha de uma data para a comemoração do Dia do Farmacêutico foi marcada por desencontros e várias propostas. A idéia da criação de um “Dia” partiu do farmacêutico Oto Serpa Grandado, e foi colocada em discussão, pela primeira vez, no dia 7 de janeiro de 1941 quando ele participava de uma reunião na Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF) e fez o seguinte questionamento: “Todas as profissões tem o seu dia, data especial para comemorar o ideal abraçado. Por que não temos o nosso “Dia”? “ Deste questionamento surgiu a proposta para a criação do “Dia do Farmacêutico”.
No dia 20 de janeiro é comemorado o Dia do Farmacêutico. A data foi escolhida em função da fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), em 20 de janeiro de 1916. Na época, era a maior instituição representativa da categoria, no País.
Considerando a necessidade de unificar a comemoração do Dia do Farmacêutico e por ensejar maior visibilidade e reconhecimento, o Conselho Federal de Farmácia, por meio da Resolução nº 460, de 23 de março de 2007, reconheceu o dia 20 de Janeiro como o Dia do Farmacêutico.
Na busca pela valorização e estímulo do profissional farmacêutico, a para que o dia 20 de janeiro seja marcado pelo reconhecimento daqueles que lutam em prol a farmácia, foi criada pelo Conselho Federal de Farmácia, por meio da Resolução nº 323, de 16 de janeiro de 1998, a Comenda do Mérito Farmacêutico que visa distinguir farmacêuticos e autoridades pelos relevantes serviços prestados à profissão. A entrega da Comenda do Mérito Farmacêutico é realizada durante as comemorações do Dia do Farmacêutico.


Fonte: CFF

Foco, força, fé e felicidade

Meu nome é Maria Paula, tenho 33 anos, sou mãe, trabalho na área da saúde, sou portadora de doença de Crohn, e outras doenças autoimunes, tenho as manifestações extra intestinais da doença, eu e ele somos amigos desde 2013. ​​Desde então tenho uma vida diferente, não digo limitada, pois não me sinto limitada, não vejo a doença como algo ruim, eu costumo tirar proveito das situações e levo para um lado mais positivo, e acabei respondendo os meus porquês?! Ah, por que estou doente, por que vou ficar sem comer isso ou aquilo, enfim não deixei esses porquês dominar a minha mente. 

Não vou mentir, conviver com isso não é fácil, porém não é de todo difícil, fui conhecendo com as experiencias e constrangimentos tudo que eu poderia ou não fazer, falar que sou triste porque não posso fazer ou comer tal coisa, não eu não sou triste por isso, eu posso tudo, e quando eu coloquei na minha cabeça isso eu passei a não sofrer com a doença, mas tem aquelas coisas que eu não consumo de jeito nenhum que é o leite puro (copo de leite), pepino, pimentão verde e a famosa melancia, essas são as coisas que não me faz bem de jeito nenhum. Sou triste por isso? Não! pelo contrário sou muito contente em saber o que me faz mal e não me faz a menor falta até mesmo porque tem tantas outras coisas boas que eu posso comer...kkkkkkk, depois que conheci o Crohn tive outros probleminhas, tenho as suas manifestações extra-intestinais, como por exemplo as dores articulares, sim gente o Crohn não é só diarreia, ele também provoca feridas na boca, dores articulares, constipação, vomito e por ai vai. 

Deve ta se perguntando será que ela demorou muito para descobrir, foi mais ou menos 1 ano sentindo fortes dores, dias sem ir ao banheiro, já bati o recorde de 15 dias, dias indo ao banheiro a cada copo de água, feridas horríveis na boca, muitas colonoscopia, biopsias inconclusivas, e por ai vai... 

Uso imunossupressores, como a azatioprina e o infliximabe e hoje estou bem, não vou dizer que não tenho os meus desarranjos mas nada que me faça ficar chateada. Mas a diferença está em como eu me adaptei e parei de me culpar, porque o stress e preocupação faz com que a doença fique ativa, claro também não vai sair por ai dizendo que quem tem Crohn é estressado, não o stress não é causa da doença, o stress faz com a doença que já existe por uma questão autoimune entre em atividade, ou vai dizer que você nunca teve aquele "piriri" ou cólicas antes de fazer uma entrevista, é mais ou menos isso que acontece com o portador de Crohn, porém com a diferença que existe a doença autoimune. 

Acabei descobrindo também que tenho anemia perniciosa por não absorver B12, tenho gastrite atrófica autoimune por isso não absorvo a b12, tenho neurite intercostal, que é uma inflamação no ultimo nervo da costela no meu caso do lado direito, por isso tenho o neuromodulador medular, que tirou minha dor totalmente, claro ele não pode desligar, isso faria com que a dor volte, e mais alguns probleminhas que eu vou contando aos poucos. Além disso sofri com neuralgia do trigêmeo (nervo da face), onde passei por 3 cirurgias de craniotomia, pois tive complicações como fístula liquórica e também osteomielite de crânio. Enfim.....

Então meu recado para vocês que estão lendo é que não abaixe a cabeça para os problemas que a vida te apresentar, não permita ser dominado pela tristeza de que está passando por uma situação ruim, a melhor forma de tratar esse "medo de que vai dar errado" é acreditar que você pode tudo, falar... falar... fale bastante, mas saiba escolher com quem você irá fazer isso (nem todos são preparados para ouvir), não se sinta limitado, não faça disso um peso, ande lado a lado com a dificuldade, acredite uma hora ela vai cansar de te acompanhar, porque você já vai está evoluído, porque quem evolui em meio aos problemas passa a ter uma visão diferente e dar passos largos em direção da felicidade. 

Eu acredito em você, acredito que irá chegar um momento em que tudo não passou de uma fase... apenas uma fase de um jogo chamado vida, onde você chegará vitorioso, com vários troféus e medalhas e nelas estará escrito: Foco, força, fé e felicidade é só disso que eu preciso pra viver e eu CONSEGUI.....


Sou a Mary, moro em São Paulo/SP, tenho 34 anos sou Técnica de Enfermagem, tenho Doença de Crohn, meu perfil no Instagram: @mary_4fpraviver. Tenho um blog, o 4F Pra Viver e um grupo no Facebook "4F pra viver... doenças autoimunes, dor crônica, eu consigo, eu supero!!!" . Deixo um convite para que vocês participem! 

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Adalimumab tem nova apresentação em Portugal

Já disponível adalimumab 80 mg/0,8 ml como terapêutica de indução alternativa
A AbbVie anunciou recentemente o lançamento de adalimumab 80 mg/0,8 ml, uma apresentação concebida como alternativa no início da terapêutica nas indicações aprovadas - psoríase, hidradenite supurativa, doença de Crohn, doença de Crohn pediátrica, colite ulcerativa e uveíte.
Tal como com a formulação de adalimumab 40 mg/0,4 ml, que a AbbVie lançou em 2016, também os excipientes e o citrato foram eliminados. A nova formulação contém o dobro do volume e da dosagem de adalimumab 40 mg/0,4 ml e a mesma substância ativa, adalimumab. A eficácia e o perfil de segurança mantêm-se inalterados. Adalimumab 80 mg/0,8 ml está agora disponível em Portugal.
"O lançamento da formulação de adalimumab 80 mg/0,8 ml salienta o nosso empenho constante em melhorar a oferta para os doentes através da investigação e do desenvolvimento”, afirma o Dr. Carlo Pasetto, diretor geral da AbbVie Portugal. “Continuamos empenhados na inovação na área da Imunologia e na exploração contínua de diversas tecnologias e dispositivos cujo objetivo último é melhorar a experiência terapêutica em que doentes e médicos confiam há mais de 14 anos”.
Graças a avanços tecnológicos, a AbbVie eliminou em 2016 o citrato da formulação de adalimumab 40 mg/0,4 ml, depois de os resultados de estudos principais terem revelado uma redução média de 84% da dor no local da injeção imediatamente após a administração de adalimumab 40 mg/0,4 ml em relação a adalimumab 40 mg/0,8 ml. Embora o atual regime posológico aprovado se mantenha igual, adalimumab 80 mg/0,8 ml constitui um avanço planeado, concebido especificamente para ser usado como dose de carga durante o período de indução, nas indicações aprovadas. O uso desta apresentação reduz para metade o número de injeções necessárias, na indução, para as indicações aprovadas.
“Adalimumab 40 mg/0,4 ml permitiu uma redução da dor no local da injeção e é consistente com o historial de eficácia e o perfil de segurança de adalimumab”, explica o Dr. Eduardo Ribeiro, diretor médico da AbbVie Portugal. “Ter atualmente acesso à formulação 80 mg/0,8 ml como dose inicial significa que os doentes irão precisar de menos injeções no início da terapêutica”.
Fonte: NEWSPHARMA

Frutas de Janeiro

@Regranned from @cfn_nutri - #AgriculturaFamiliar| A safra de #Janeiro contém excelentes opções de frutas para quem deseja começar o ano se alimento bem e de forma deliciosa . Que tal procurar o agricultor familiar mais próximo e adquirir alimentos da nossa listinha?
👍Abacate, Abacaxi, Carambola, Cupuaçu, Figo, Goiaba, Graviola, Jaca, Laranja, Limão, Mamão, Manga, Maracujá, Marmelo, Pinha, Pitaia e Sapoti são as opções do mês! 😍 🍍🍊 😋 📍Via: Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário - #regrann

Continue sendo uma boa pessoa


Continue sendo uma boa pessoa, apesar de tudo. 
Continue...

História da Endoscopia

Sempre bom saber um pouco mais sobre os exames que podem ser necessários para cuidar da nossa saúde. Essa informação é do Instagram da SOBED - Sociedade Brasileira de Endoscopia.

@Regranned from @sobednacional - Você sabia que o termo “endoscopia” surgiu pela junção de duas palavras de origem grega? Endo (dentro de) e skopien (procurar com um propósito). Para alcançar esse nível de excelência que possuímos, a endoscopia teve que se aperfeiçoar durante os anos. O exame chegou ao Brasil na década de 50, porém só se consolidou nos anos 70. Graças a esse avanço da endoscopia, hoje conseguimos identificar com precisão e de forma precoce tumores no esôfago, estômago e cólon.
--A partir de hoje iniciamos a série “História da Endoscopia”. Para acompanhá-la utilize a hashtag #HistóriaDaEndoscopiaSOBED - #regrann

Férias com a minha cria


Boa Noite! Como foi o dia por aí? Aqui a cria está de férias, mas já tem ensaio no Ballet.

Amor meu😍 Minha florzinha

Comedouro para Pássaros

Vamos ver se vai dar certo. Ela viu isso em um vídeo no YouTube Kids e decidiu fazer. É uma caixa de ovos que virou um comedouro para pássaros. Agora vamos aguardar! Já temos muitas visitas de pássaros pois colocamos água para eles, então acredito que irão gostar.

 


Aceitação: assumir verdadeiramente a doença para conviver melhor com ela

Aceitação: assumir verdadeiramente a doença para conviver melhor com ela.
"Contei às pessoas que conviviam comigo sobre a doença, mas, observando melhor, não havia ainda assumido a doença de Crohn como uma doença que faria parte da minha vida para sempre. Mesmo que ela estivesse em remissão, heveria sempre a necessidade de controle para que não entrasse em atividade. E sabia também que, quanto mais rapidamente eu a assumisse verdadeiramente, mais rapidamente conviveria melhor com ela." Registros de uma Crohnista

Pioderma gangrenoso


Pioderma gangrenoso é uma doença inflamatória da pele, crônica, de causa desconhecida que provoca a formação de grandes ulcerações na pele. 
Surge em associação a outras doenças como a doença inflamatória intestinal , doenças reumáticas, doenças hematológicas, malignidades ou isoladamente. Também pode se manifestar em áreas da pele que sofreram lesões ou cirurgias recentes.

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