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I Encontro Farmale: Uma conversa sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais com a Dra Giovana Zibetti
Keep fighting!
III Encontro Farmale: Ostomia e Doenças Inflamatórias Intestinais
I will beat IBD
Ali Jawad, paratleta do halterofilismo com doença de Crohn: Você é uma inspiração para todos nós!
II Encontro Farmale - Diagnóstico das Doenças Inflamatórias Intestinais: Investigação Endoscópica Palestrante: Dr Flavio Abby
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Aula de Flexibilidade

Aula de flexibilidade toda sexta-feira. Pensa que é fácil??? Não mesmo, mas os benefícios são ótimos! Postura, flexibilidade, distrair a mente... 


Tenho doença de Crohn e mesmo em remissão a cabeça fica a mil quando rola uma diarreia. E com o frio, a espondilite anda nervosa! Então manter o corpo em movimento é muito importante para aumentar a mobilidade/flexibilidade, diminuir a rigidez das articulações, aumentar a força muscular, melhorar a postura, diminuir a dor e a inflamação, SIM, o exercício físico bem orientado tem esse poder.

Viu quantos benefícios? Mas se vc estiver em crise, com muitas dores, o repouso é o mais indicado, siga o tratamento medicamentoso que seu médico prescreveu, mantenha o pensamento positivo e logo você estará se exercitando.


Doença Crônica – os 5 As para melhorar o dia

As doenças crônicas, segundo o Ministério da Saúde (Portaria nº 483, de 1º de abril de 2014), são aquelas que apresentam início gradual, com duração longa ou incerta que, em geral, apresentam múltiplas causas e cujo tratamento envolva mudanças de estilo de vida, em um processo de cuidado contínuo que, usualmente, não leva à cura.

Entende-se que a doença causa desarmonia e conflitos na vida do indivíduo e a maneira como uma pessoa assume o seu destino é uma possibilidade de dar sentido à vida. 


E como encarar de maneira positiva uma doença que não tem cura? 

A forma como encaramos o sofrimento é pessoal e há distintas possibilidades para lidar com esta experiência, seja retirando do sofrimento lições que poderão levar ao crescimento pessoal e a repensar os valores principais da vida, seja se revoltando e caindo em desespero. A doença crônica produz uma série de conflitos emocionais, ansiedade, angústia, que vão desencadear no paciente uma série de mecanismos defensivos múltiplos. Estes mecanismos ou estágios são: negação, revolta, barganha, depressão e aceitação.
  • Negação: esse estágio funciona como uma defesa temporária, em que o sujeito não aceita seu diagnóstico e acredita que seus exames foram trocados e geralmente procurará outro serviço médico para realizar novos exames com a expectativa de que o diagnóstico inicial esteja errado. O diagnóstico de uma doença crônica faz emergir a questão da morte e aí entra mais um motivo para o sentimento de negação. Conforme escreveu Freud em seu texto Reflexões sobre tempos de guerra e morte - no inconsciente cada um de nós está convencido de sua própria imortalidade. 
  • Revolta: nesse estágio o paciente tem um comportamento de pergunta: Porque eu? É difícil lidar com o indivíduo nesse estágio, visto que o paciente projeta a sua raiva aos mais próximos, à equipe de saúde e aos familiares. Não acredita ter que passar pela situação e até questiona se tantas pessoas ruins no mundo não deveriam passar por isso ao invés de você.
  • Barganha: esse estágio acontece em um período de tempo muito curto e há uma tentativa de adiamento, em que muitos pacientes decidem barganhar através de uma meta auto-imposta. Na fase da barganha há uma relação de troca com figuras importantes como Deus ou algum “ser supremo”, havendo a esperança de cura como recompensa a mudança de hábitos e atitudes.
  • Depressão: percebendo que o quadro clínico não melhora, a angústia e a introspecção aumentam. É bastante característico nessa fase a introspecção e o isolamento, comportamentos de choro e tristeza.
  • Aceitação: É a fase quando o paciente consegue olhar de frente a problemática e inicia seu enfrentamento. É uma fase importante, pois o paciente decide tomar as rédeas do tratamento, procura se informar e ser mais participativo de todo o processo.
Diante destes aspectos da experiência de adoecimento, as reações emocionais dos pacientes sobre a notícia de um tratamento médico sem perspectiva de término podem ser diversas. Obviamente estas reações dependerão das características de personalidade, no apoio que poderá receber da família e da equipe e nos recursos internos disponíveis para o enfrentamento de sua nova condição.

Alguns pacientes que recebem o diagnóstico da doença crônica têm atitudes e pensamentos otimistas quanto ao tratamento e em um retorno possível da sua saúde ou com a remissão da doença. Em oposição a isso, há aqueles que apresentam uma atitude de grande pessimismo e isolamento, sobretudo acentuados pelas mudanças de seu papel sócio-familiar.

Você passou esses estágios? 

Eu passei por alguns. Tive raiva, mas esse sentimento me fez lembrar do meu péssimo hábito alimentar e então resolvi me culpar. Então comecei a ler, ler sem parar sobre a doença e descobria as desgraças que o "Dr Google" mostra, então fiquei com medo. Veio a negação, pois me sentia bem e não me via como as imagens que encontrei no "Dr Google". Logo em seguida iniciei a faculdade de Farmácia e parece que tudo estava interligado.

No primeiro semestre eu já sabia qual seria o tema do meu TCC (trabalho de conclusão de curso) – Doença de Crohn, Retocolite Ulcerativa e Atenção Farmacêutica. Como a vontade de iniciar o TCC era muito recente para a grade do curso, tive que solicitar autorização da diretora que imediatamente se ofereceu para ser minha orientadora – seu TCC foi exatamente esse! Nesse primeiro semestre também participei de uma seleção para Iniciação Científica na UERJ e passei. Logo que comecei no laboratório fui contando sobre a doença de Crohn e então, me informaram que havia uma pesquisa acontecendo no ambulatório de Gastroenterologia do HUPE. Fui, virei paciente e a médica que me acompanhava virou minha co-orientadora no TCC.

Voltando aos estágios de aceitação:

Existe uma ordenação desses estágios, mas nem sempre são sucessivos assim como o percurso do doente crônico é também feito de idas e voltas e assim eu me enquadro perfeitamente. As fases de barganha e depressão não vieram, o medo, revolta se foram. A aceitação foi, digamos, continua até hoje e depois das cirurgias, vieram os sentimentos de barganha e depressão. Não foi e não é fácil viver com medo, pois a doença de Crohn não tem cura, mesmo estando em remissão, qualquer mudança no meu trânsito intestinal ou dor me fazem pensar que a doença está em atividade.

Escrevi esse textão para apoiar de alguma maneira quem recebeu o diagnóstico recentemente e também para quem já está na estrada faz um tempo. Eu estou nessa desde 2003 com uma cirurgia em 2013 para retirada de parte do meu intestino e outra no ano seguinte para corrigir a hérnia incisional que se formou devido a rejeição de pontos na primeira cirurgia. Mesmo sendo tão bem assistida pelos profissionais de saúde, pela minha família e pelos meus amigos, ainda tenho medos, mas não deixo que isso tome conta de mim, não sou a doença, ela apenas faz parte da minha vida. 

A maneira como nos posicionamos em relação à doença é fundamental para que o curso seja mais leve. Pratique os cinco “As” diariamente: 


1- Agradecer
2- Acreditar
3- Aprender
4- Alegrar
5- Amar

Agradeça aos que estão ao seu lado, te apoiando, cuidando, ouvindo, aqueles que não te julgam quando os dores chegam e o mau humor é inevitável. Agradeça também pela experiência, mesmo as ruins trazem ensinamentos. Eu aprendi e venho aprendendo muito com a doença, minha alimentação é outra, a maneira de encarar a vida é outra também! Tenho pressa e uma vontade enorme de realizar meus sonhos!

Acredite que tudo passa, que os avanços na medicina podem trazer a cura! Não deixe de acreditar na remissão, se ainda não chegou, vai chegar, persevere! Acredite que bons hábitos de vida, como uma alimentação balanceada, atividade física regular podem lhe trazer melhoras na sua condição. Acredite no tratamento, na medicação, nos profissionais que estão cuidando de você, você precisa se sentir seguro para que tudo dê certo.

Aprenda com todas as situações, boas e más. Tire proveito de tudo! Leia sobre a sua doença, procure informação segura, procure textos que tenham uma fonte segura de informação. Existem associações que apoiam muito os pacientes, existem também grupos de apoio nos hospitais, existem grupos pelas redes sociais. Interaja com outras pessoas na mesma condição para trocar experiência, mas lembre-se – seja consciente e responsável com o seu tratamento, não faça automedicação, não siga dicas sem antes consultar seu médico.

Alegre-se, procure manter o bom humor! As vezes a dor é enorme e fica difícil mesmo, eu entendo, mas não deixe que os momentos dolorosos marquem você a ponto de tirar seu bom humor para sempre. Um bom senso de humor está associado a uma maior auto-percepção de saúde, maior capacidade de cooperar com o tratamento. Existe um ditado popular que diz -  não damos risadas porque estamos felizes, mas somos felizes porque damos risadas. Isso faz mais sentido ainda quando aprendemos a rir de nós mesmos, o que é um formidável caminho para o autoconhecimento e uma chance única de promover o equilíbrio mental.

Ame a vida, mesmo que ela esteja pesada, lembre-se que tudo passa e com a dor não será diferente, vai passar. Ame aqueles que estão ao seu lado e demonstre seu amor por eles. As vezes ficamos tão revoltados que nos afastamos das pessoas, mas saiba que isso pode piorar a sua situação, ter pessoas próximas que nos querem bem, ajuda muito no tratamento. Não esqueça que a estrada é longa e ter alguém para caminhar junto faz toda diferença. O carinho, o respeito e o amor entre as pessoas são importantes para a qualidade de vida e certamente ajudam na recuperação da saúde, como se fosse parte da prescrição médica.

Fontes:

  • Cadernos de Atenção Básica - Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica http://migre.me/u8HYF
  • Psicologado: https://goo.gl/yTT4TW
  • NASCIMENTO, Fernando A. Figueira do. Uma contribuição às reflexões sobre os aspectos emocionais e o papel do psicólogo na Hemodiálise. Rev. SBPH,  Rio de Janeiro,  v. 16, n. 1, p. 70-87, jun. 2013. Disponível em: http://goo.gl/VtUoQ0
  • Familiare Instituto Sistêmico: http://migre.me/u8Igx
  • Instituto do Cérebro de Brasília: http://migre.me/u8Ins

Intenção não é ação

O mundo está cheio de boas intenções, e precisamos de mais do que isso!

Vemos durante todo o tempo pessoas falando em fazer o bem mas não adianta falar do bem se, na prática, nem mesmo a gentileza é praticada.
Quando praticamos o bem, ficamos com uma sensação de bem-estar, porque o gesto generoso se volta para nós mesmos, deixando-nos mais contentes e satisfeitos com nossa vida.



Determinada a distribuição de macronutrientes e fontes alimentares da população

O estudo científico, publicado na revista científica Nutrients, analisa as quantidades de macronutrientes diferentes que são ingeridas, bem como as principais fontes de alimentos e bebidas que contribuem para o consumo de hidratos de carbono (incluindo açúcares livres), lipídios (entre os quais os ácidos gordos saturados, polinsaturados, monoinsaturados e colesterol), proteínas, fibras, e álcool.

http://cdn.bancodasaude.com/public/23823823.png
Em relação ao açúcar, embora a EFSA não defina um limite máximo de consumo, a OMS recomenda que os adultos e os jovens devem fazer uma ingestão de açúcares livres de menos de 10% da ingestão total de energia diária. Essa mesma entidade propôs uma nova redução para 5%, pois poderia ter benefícios potenciais para a saúde.


O leite e os produtos lácteos, incluindo os subgrupos de leite, queijo, iogurte e leite fermentado e outros são o grupo de alimentos e bebidas que mais contribui para a ingestão de açúcares, seguido pelo grupo de bebidas não-alcoólicas (incluindo subgrupos de sumos e néctares, refrigerantes com açúcar, café e outras infusões, bebidas desportivas, bebidas energéticas, refrigerantes dietéticos, água e outras bebidas não alcoólicas), a fruta, açúcar e doces e cereais e derivados. É importante que cada grupo seja analisado por subgrupos de forma diferenciada pelos tipos de açúcares que eles fornecem.

Fonte: Banco da Saúde - http://goo.gl/W4Qxm8

Bolo de Cenoura Vegano Sem Glúten

A Ariela Furtado, companheira de DII (doenças inflamatórias intestinais) compartilhou essa receita no grupo de receitas que eu sigo no Facebook, achei interessante e resolvi arriscar. Deu super certo! 

Bolo de Cenoura Vegano Sem Glúten:


>Ingredientes:
02 cenouras raladas (Médias)
02 copos de farinha de arroz
04 colheres de sopa de óleo de girassol
08 colheres de sopa de açúcar
1 1/2 copo de água
02 colheres das de sopa de fermento em pó

>Modo de preparo: Bater tudo no liquidificador. Colocar na forma previamente untada.
Assar em forno médio 220 º C. Espete o palito até sair limpo e o bolo estar com aparência de rachado. Deixar esfriar totalmente.

>Ingredientes (cobertura)
07 colheres de sopa de açúcar impalpável (Confeiteiro)
*Usei demerara 
04 colheres de sopa de chocolate do padre
*Usei cacau em pó
Água o suficiente

>Modo de preparo (cobertura): Misturar o açúcar e o cacau, ir colocando água até ficar com aparência de creme grosso. Misture bem para tirar as bolinhas. Passe somente com o bolo totalmente frio e deixe na geladeira por 10 minutos. 
*Não deu para esperar esse tempo na geladeira. Colocamos a calda e logo em seguida comemos.

Olha só que lindão ficou o bolo!




Receita original: Alergia a leite - http://migre.me/u4TSZ




Dor de frio, você tem?

O frio vem chegando e confesso que eu tenho uma relação de amor e ódio com ele. Amo ficar embaixo de um bom cobertor bebendo um chazinho mas odeio as dores pelo meu corpo durante o frio. Dói pescoço, ombro, cotovelo, joelho, coluna, essas dores de frio... ai ai, você também tem dor de frio? Agora me diga, você acha que o frio causa essas dores? Será que não passam de “casos de nossas avós” essas dores de frio? E quando alguém afirma que é capaz de prever o tempo? Busquei algumas informações sobre esse assunto para acabar com essa dúvida.

O Fisioterapeuta Artur Padrão explicou no seu blog Dorterapeuta que mudanças na pressão barométrica articular, rigidez articular e muscular, mudanças no fluxo sanguíneo e a sensibilização dos nociceptores estão entre as explicações mais conhecidas. Mas, a explicação mais legal de todas diz que os neurônios da nossa querida amiga medula espinhal não toleram mudanças pelo frio do ambiente.

Tendões, músculos, ossos e cicatrizes possuem densidades diferentes e a expansão e a retração sofrida por esses tecidos com a alteração da temperatura e a umidade podem resultar em aumento das dores em locais onde já há lesão. Espasmos musculares induzidos pelo frio também podem explicar alguns casos de piora da dor.

Essa semana, por exemplo, minha cicatriz na barriga coçou muito e ontem o tempo virou com frio e chuva. Ah! Já está clareando as idéias? Pois é, se você assim como eu, sente coceira nas cicatrizes e dores pelos corpo, já tem aí a explicação, mas se ainda não ficou muito claro, tenho mais informação.

Vamos falar um pouquinho sobre a pressão atmosférica? Ela pode ser representada como a pressão do ar sobre uma superfície, é o peso que o ar exerce sobre a superfície terrestre e ela sofre variações conforme as altitudes e as condições de temperatura do ar. Quimicamente falando (Farmacêutica tem falar de química), quando as substâncias estão mais frias, as moléculas agrupam-se, e quando as substâncias estão mais quentes, as moléculas afastam-se. Por isso, nas zonas da Terra em que as temperaturas encontram-se menos elevadas, as moléculas de ar unem-se, ficando mais densas e, portanto, mais pesadas, aumentando a pressão. Quando as temperaturas se elevam, as partículas se afastam, o ar fica menos denso e a pressão diminui. Agora levando essas informações para o nosso corpo, como ele percebe essas variações, podemos observar que anteriormente à mudança de clima ou a chegada da chuva, há uma diminuição da pressão atmosférica o que leva a uma ligeira expansão dos tecidos articulares provocando uma maior pressão nas articulações. Aí chegam as dores nas juntas, e como doem! Pessoas com artrose e artrite crônicas, fraturas antigas e fibromialgia podem ter mais crises de dor com as mudanças climáticas.

Fonte: http://goo.gl/1jYFWv

No frio as pessoas ficam com os músculos mais contraídos, o que pode levar ao agravamento da dor. O frio tende a causar a contração do corpo, para reter calor. As dores então surgem do enrijecimento dos músculos e articulações.  As pessoas também tendem a ficar mais quietinhas do que se exercitarem e isso é um erro, o ideal é sair do cobertor, jogar a preguiça de lado e praticar alguma atividade física, sempre aliada a um bom aquecimento e um bom alongamento para evitar lesões.

E o aumento de peso comum nessa época? Quanto maior a sensação de frio, maior o apetite, uma vez que em temperaturas extremamente baixas o metabolismo basal pode aumentar em até cinco vezes para manter a temperatura normal do organismo. A fome também é uma resposta do organismo para otimizar o isolamento térmico através do aumento da gordura corporal. Por isso a preferência por alimentos calóricos, principalmente ricos em gordura, como chocolate, queijos, feijoada e etc. Pronto! Não é gula nem olho grande! É somente o nosso corpo querendo aumentar o cobertozinho (gordura) para aquecer nossos órgão. Acontece que o apetite aumenta e a prequiça aumenta junto, deixamos de lado práticas saudáveis como a atividade física regular para ficar embaixo do cobertor até mais tarde. Mas vou te dar um conselho, é preferível mudar os horários a deixar de fazer seus exercícios físicos, vai te ajudar muito com essas dores e evitar a controlar o peso. Lembre-se o excesso de peso compremete as articulações.

O inverno é um período onde as pessoas ficam mais resfriadas, gripadas, as viroses se espalham e isso ocorre muito também porque ficamos em ambientes mais fechados com pouca circulação de ar. Os refriados e as gripes trazem todo um mal-estar, dores pelo corpo que se prolongam mesmo depois de curados. Então evite ambientes fechados, use soro fisológico para limpar as narinas, lave as mães sempre que possível e alimente-se de forma saudável, comendo mais frutas e bebendo mais líquidos.

Agora vamos conversar sobre as doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn e retocolite ulcerativa). Essas doenças podem podem apresentar, além dos sintomas gastrointestinais típicos (diarréia, cólicas abdominais entre outros), sintomas referentes a acometimentos de outros órgãos e sistemas conhecidos como Manifestações Extraintestinais (MEI) das doenças inflamatórias intestinais. Muitos pacientes portadores de doenças inflamatórias intestinais (DII),  cerca de 33% dos pacientes, sofrem de complicações musculoesqueléticas. Alguns mecanismos auto-imunes patogênicos semelhantes são propostos para as DII e para as espondiloartopatias, como por exemplo: susceptibilidade genética à apresentação anormal a antígenos, reconhecimento aberrante do "self ", presença de autoanticorpos contra antígenos específicos compartilhados pelo cólon e outros tecidos extracolônicos e aumento da permeabilidade intestinal. As manifestações reumáticas nas DII são divididas em artrite periférica e em acometimento axial, incluindo sacroileíte com ou sem espondilite. Outros acometimentos periarticulares podem ocorrer como entesopatias (envolvimento da inserção dos tendões), tendinites, periostites e lesões granulomatosas de ossos e articulações.

Eu tenho artrite associada a doença de Crohn e os sintomas mais fortes surgiram depois da minha cirurgia no intestino e quando já estava em remissão. Sempre senti dores na coluna, mas sempre associei à má postura ou excesso de exercícios físicos, até que surgiram duas dores bem agudas, no cotovelo e no pescoço que tiraram meu sono. Procurei uma Reumatologista e iniciamos os exames para o diagnóstico. Exames de sangue normais, mas os de imagem nada bons, sendo assim, após a Reumatologista e meu Gastroenterologista conversarem saiu o diagóstico para artrite relacionada a DII. Já faço uso de um imunobiológico, o Remicade para DII e este é também indicado para artrite, foi incluído então, mais um medicamento modificador do curso da doença (DMARD), o Azulfin. Atualmente me sinto bem, mas já observei que o frio está me deixando com dores no pescoço, nada muito forte como o que senti antes de iniciar o Azulfin. No meu caso, acredito muito que essa dor de frio esteja relacionada ao fato de que fico com os múculos mais tensos, contraídos, sou magra e inevitavelmente sinto mais frio.

Então se o frio dói, como explicar o uso do frio para dor? Busquei essa informação também com o Fisioterapeuta Artur Padrão: O frio diminui a atividade do sistema nervoso, o que reduz a chegada de estímulos nociceptivos (isso se a nocicepção tiver relação com a dor) e ajuda a controlar o processo inflamatório de lesões. O frio intenso é irritativo para o sistema nervoso e tende a aumentar a dor. Talvez por isso a queda da temperatura ambiente seja sentida por muitos. O sistema nervoso sensível fica menos tolerante a mudanças na temperatura, especialmente pelo frio. A pele fica mais sensível que o normal (redução do limiar a estímulos como a temperatura) porque os sensores de temperatura estão mais ativos para captar mudanças.

Espero que nesse texto, mesmo com algumas palavras mais complicadas, você tenha encontrado algumas respostas para as tais dores de frio e claro, como tenho uma doença inflamatória intestinal, não poderia deixar de trazer mais informação sobre elas. Muitos pacientes com DII usam ou já usaram corticoides, é inevitável, sem dúvida o melhor antiinflamatório, mas com efeitos colaterais muito perigosos e desagradáveis como a osteoporose. Alguns pacientes já passaram por cirurgias ortopédicas e muitas vezes o vilão foi o corticóide, mas como você leu aqui no texto, existe uma grande associação entre as DII e artrites o que pode também levar a cirurgias. Então, quando o seu médico lhe disser que o seu problema ósseo pode ter sido pela DII ou pelo uso do cortióide você irá compreender melhor. Paciente informado, educado sobre a sua condição, encara o tratamento com mais tranquilidade, facilita a abordagem dos profissionais de saúde envolvidos no tratamento. 

Fontes:
Artur Padrão, Dorterapeuta - https://goo.gl/AeCThK e https://goo.gl/CJdd7w
Mundo Educação - http://goo.gl/Bflh1N
O Guia do Fisoterapeuta - http://goo.gl/kSzII0
Manifestações Extraintestinais das Doenças Inflamatórias Intestinais - Dra Ana Braunstein Grinman: http://goo.gl/KdU28t


Exame de rastreamento do câncer colorretal: sangue oculto na fezes

A pesquisa de sangue oculto nas fezes é um exame laboratorial feito com o intuito de detectar a presença de quantidades mínimas de sangue nas fezes, pequenas o suficiente para não poderem ser vistas a olho nu, sendo somente detectado através de análises laboratoriais.


O exame de sangue oculto é feito através da mistura das fezes colhidas com reagentes químicos específicos. Atualmente há exames mais modernos para a detecção de sangue nas fezes, como os testes imunológicos, que consistem no uso de anticorpos contra hemoglobina humana. Esses testes são mais sensíveis e conseguem detectar sangramentos mínimos, menores que 1ml. Outra vantagem é o fato deste exame só detectar fração globina da hemoglobina humana, não havendo risco de falso positivo com alimentos à base de carne ou com sangramentos do trato digestivo alto (sangue vindo da boca, esôfago, estômago ou duodeno são digeridos e não são detectado com esta técnica). Exames à base de DNA também podem ser usados, mas seu uso ainda é muito recente e não está amplamente disponível.

Um teste de sangue oculto positivo pode ser um sinal de lesão do estômago, como úlcera péptica, entretanto, a principal indicação do exame de sangue oculto nas fezes é para o rastreio do câncer de cólon. 


A pesquisa de sangue nas fezes pode ser usada para investigar anemias de causa desconhecida, mas o seu maior uso é para o rastreio do câncer de cólon. O teste é indicado para encontrar sangue, entretanto não determina nem a causa do problema nem o local do sangramento mas permite que o médico decida sobre qual direção a investigação deve seguir. Para quem tem doença de Crohn ou retocolite ulcerativa, que são doenças inflamatórias intestinais (DII), pode já ter realizado esse exame, pois entre os sintomas das DII  está a anemia.

A doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa são doenças inflamatórias gastrointestinais que aumentam as chances de uma pessoa desenvolver câncer colorretal e este risco aumenta com o tempo de doença. A relação entre essas doenças inflamatórias e o câncer do intestino está em um processo inflamatório contínuo. Devido ao maior risco de desenvolver câncer de intestino, as pessoas com DII deverão fazer periodicamente (a cada dois a três anos) uma colonoscopia, e a partir de dez anos do diagnóstico da doença realizar a colonoscopia anualmente.


Observaçõess importantes:

  • Nos casos em que o paciente é portador de diagnóstico de hemorroidas ou fissura anal e outras condições anorretais em tratamento, a pesquisa de sangue oculto perde o valor. Mulheres em período menstrual não devem colher amostra para o teste. 
  • É bom sempre ter em mente que a pesquisa de sangue oculto nas fezes é um exame inicial de investigação. um resultado positivo não necessariamente indica a presença de um tumor, e um exame negativo não o descarta completamente. Os resultados apenas orientam o médico sobre qual direção a investigação deve seguir.

Mais informações nesse vídeo publicado em 20 de jan de 2016 no canal do Dr Fabio Atui sobre o exame:





Hábitos saudáveis de vida devem ser incentivados para prevenção do câncer colorretal, como:

  • Praticar atividade física regularmente (30 minutos todos os dias)
  • Ter alimentação variada, com pelo menos três porções de frutas e três porções de verduras e legumes ao dia, e consumir, preferencialmente, cereais integrais, como arroz, aveia, cevada, trigos e outros (nutricao.saude.gov.br)
  • Beber pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia
  • Reduzir o consumo de carnes vermelhas (máximo 500g por semana), principalmente na chapa ou na forma de fritura, grelhado ou churrasco
  • Evitar carnes salgadas e processadas, como presunto, mortadela, bacon, linguiça, salsicha e outros embutidos e defumados 
  • Manter o peso adequado para altura
  • Não consumir bebidas alcoólicas 
  • Não fumar

Todas essa dicas sobre hábitos saudáveis de vida você encontra na Cartilha de Prevenção do Câncer Colorretal:


Cartilha de Prevenção do Câncer Colorretal - http://migre.me/u3GYP


Fontes: 
MDSaúde - http://goo.gl/ldLkZQ
Portal Coloproctologia - http://goo.gl/t99zb6
ABRAPECI - http://goo.gl/2HwyiK

Uso Racional de Medicamentos: a receita e o atestado médico têm que ser legíveis e com identificação

O que significa uso racional de medicamentos (URM)? 


De acordo com a Organização Mundial de Saúde, entende-se que há uso racional de medicamentos quando pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade.

A OMS estima que, no mundo, mais da metade de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos inapropriadamente, e que metade dos pacientes não os usa, corretamente. Portanto, é gasto muito dinheiro que, ao invés de benefícios, pode trazer sérios riscos à saúde. 

Todos os profissionais da saúde têm o dever de cumprir o ordenamento jurídico, como o Art. 6 do Código de Defesa do Consumidor - Lei 8078/90, que garante como direitos básicos do consumidor:


I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;
II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;
III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;
IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços.

A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem editado Resoluções que preveem a prática do uso racional de medicamentos, nos estabelecimentos de saúde. Como exemplo, podemos citar a recente Resolução - RDC nº 44, DE 26 de outubro de 2010, que dispõe sobre o controle de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos, de uso sob prescrição médica, isoladas ou em associação e dá outras providências. A edição da RDC 44/10, que já vinha sendo discutida junto a outros órgãos da saúde, diga-se de passagem, foi precipitada pelo assombro causado pela bactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), que matou e contaminou pessoas, no Distrito Federal e em vários Estados, expondo o problema à sociedade e gritando por providências.

O direito à saúde é um preceito constitucional e este direito, como garante a Lei Orgânica da Saúde, é integral, universal e com equidade, que garante inclusive o direito à assistência farmacêutica; a assistência farmacêutica tem como premissa, também, o uso racional de medicamentos, então, temos claramente que inferir que é um direito da sociedade o privilégio à uma medicina baseada em evidencias, assim como à farmacoterapia baseada em evidências, pilares do Uso Racional de Medicamentos.

Falar de URM sem falar das prescrições ilegíveis não dá, pois até eu como farmacêutica tenho dificuldade em ler algumas receitas. Isso é um grave problema porque além de poder comprometer a dispensação correta do medicamento, pode afetar ou piorar o quadro de saúde do paciente. Existem muitos remédios com nomes parecidos que, se não estiverem escritos de forma clara, podem induzir o paciente ao erro prejudicando o seu estado de saúde.

A legibilidade das receitas é obrigatória desde 1973, através da lei Federal n.º 5.991, que diz, no artigo 35, alínea A, que somente será aviada a receita que estiver escrita de modo legível. Além de infringir uma lei federal, ao escrever de forma ilegível também está ferindo o Código de Ética Médica. O capítulo III, artigo 11, veda ao médico "receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível".

No site do Conselho Regional de Medicina da Paraíba encontrei o "Manual de orientações básicas para prescrição médica" e trago aqui em destaque essa parte:

http://portal.cfm.org.br/images/stories/biblioteca/cartilhaprescrimed2012.pdf

Para orientar os médicos e reafirmar a importância da letra legível, o Conselho Regional de Medicina de Roraima (CRM – RR) lançou no dia 16 de março/16, a campanha Letra Legível. “Existem medicamentos com nomes parecidos, que se não estiverem escritos de forma legível, podem induzir o paciente ao erro prejudicando seu estado de saúde. O profissional que não prescrever de forma legível, pode sofre sanção”, disse o presidente do CRM – RR, Alexandre Marques.

Campanha Letra Legível: http://goo.gl/xAyrsL


Fontes: 
A Biblioteca Virtual em Saúde (BVSMS) - http://goo.gl/4lsqLJ
Art. 6 do Código de Defesa do Consumidor - Lei 8078/90 - http://goo.gl/3I3Vxv
Reflexões sobre o Uso Racional de Medicamentos - http://goo.gl/ONJHb6
Manual de orientações básicas para prescrição médica - http://goo.gl/O8dcJ
Campanha Letra legível - http://goo.gl/xAyrsL


Resultado da Promoção Conte Sua História

Demorou mas saiu! Etienne De Assis Martins é a vencedora! Parabéns! Parabéns para todas que participaram! Todas são histórias de encorajamento e superação, todas estão de parabéns!

Compartilhando as nossas experiência ajudamos outras mães e também aquelas que estão se sentindo inseguras em relação a gravidez e a Dii.

Obrigada pela participação!

Conforme as regras da promoção, a história mais inspiradora foi escolhida pela Marina Ribeiro da Marré Deci, e a premiada receberá uma camisa e mais outra para a sua(s) cria(s).

Link da promoção: http://farmale.blogspot.com.br/2016/05/promocao-conte-sua-historia.html


Significado das Siglas dos Medicamentos

Tenho o costume de acompanhar informações sobre rótulos de alimentos, pois são compostos por muitas siglas que podem esconder substâncias alergênicas por exemplo, então acho muito importante a leitura dos rótulos, mas para isso estes precisam ser claros. Inclusive, sobre esse assunto, a ANVISA publicou no dia 2 de julho/15 no DOU nº 125 a Resolução – RDC n°26 que dispõe sobre os requisitos para rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares. A norma se aplica aos alimentos, incluindo as bebidas, ingredientes, aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia embalados na ausência dos consumidores, inclusive aqueles destinados exclusivamente ao processamento industrial e os destinados aos serviços de alimentação. Essa resolução será aplicada de forma complementar a RDC nº 259/2002. Esse foi o tema exposto pela Engenheira de Alimentos Danielle Oliveira no 1º Piquenique Dii que organizei mês passado aqui no Rio de Janeiro.

Agora quando falamos de medicamentos, vocês conseguem compreender a bula? Ou até mesmo algumas informações que estão na embalagem? 


Vou dar uma pequena explicação sobre conceitos básicos de liberação: o princípio ativo contido em um medicamento precisa sair dele, ser liberado, para tornar-se disponível para absorção pelo organismo e fazer o efeito, então teremos:
  • LIBERAÇÃO CONVENCIONAL: é a liberação regular, comum. Aquela, cujo padrão de liberação não foi por sua vez alterado muito menos passou por modificações. 
  • LIBERAÇÃO MODIFICADA: é aquela cujas características de liberação do principio ativo (fármaco) foram alterados, para conseguir melhor efeito terapêutico, causando menos efeitos colaterais e comodidade ao paciente, diminuindo as doses diárias.

Encontrei um texto bem bacana, super explicativo no blog Farmacêutico Digital e compartilho uma parte aqui:

"Muitas vezes nos deparamos com várias siglas que acompanham as caixas dos medicamentos. Mas nem sempre sabemos o que significam e porque estão lá. Porque encontramos estas Siglas nos medicamentos?
Há vários medicamentos que são desenvolvidos para liberar seu princípio ativo diretamente no intestino, isso acontece porque o princípio ativo (fármaco), pode ser sensível ao ácido do estômago, obter-se uma melhor absorção do medicamento ou ainda para proteger o estômago dos efeitos irritantes do medicamento. Outros medicamentos são desenvolvidos para que o intervalo entre as doses possa ser maior, uma forma de facilitar a adesão ao tratamento pelo paciente. São chamados de medicamentos de liberação modificada por isso, as indústrias farmacêuticas utilizam essas siglas nos momes dos medicamentos para identificar o tipo de liberação ou  mesmo a forma que o medicamento vai agir no organismo.
Existem vários mecanismos utilizados para permitir a libertação prolongada de uma droga no corpo. Em alguns casos, o medicamento é coberto de um revestimento que se dissolve depois de um período de tempo para liberar o princípio ativo. Também há fármacos com diferentes espessuras de revestimento que permitem que o princípio ativo seja liberado aos poucos para ter um efeito gradativo. Em um sistema de difusão, o fármaco é liberado ao longo do tempo através de uma matriz de pequenas aberturas numa membrana externa.
O mecanismo usado para dispersar o fármaco pode variar e este pode afetar como a droga age sobre o corpo. Veja um exemplo de como os efeitos para as diferentes siglas podem influenciar o mesmo medicamento: Wellbutrin SR, sua posologia é feita duas vezes por dia, enquanto Wellbutrin XL é tomado uma vez por dia. Além disso, alguns destes comprimidos não deve ser esmagados, mastigados ou divididos, enquanto outros podem ser divididos de forma segura, mas não esmagado ou mastigado.
Quais as vantagens dos comprimidos ou cápsulas de Liberação Modificada? Algumas doenças, como a hipertensão e diabetes, podem ser controlados de forma mais eficaz com medicamentos de libertação prolongada porque, ao manter o nível constante do fármaco na corrente sanguínea, há diminuição das chances de ocorrência de reações adversas que podem ser causadas por altas concentrações da medicação na corrente sanguínea de uma só vez. Além disso os medicamentos de liberação prolongada também podem ser tomados apenas uma ou duas vezes por dia, o que torna mais fácil para os pacientes seguirem as recomendações médicas gerando maior benefício terapêutico ao tratamento."

Siglas dos Medicamentos - Farmacêutico Digital

Para ler o texto todo basta clicar no link: http://goo.gl/RbBHJf

Outro exemplo de medicamento de liberação modificada é a sulfasalazina, utilizada para doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn e retocolite ulcerativa) e doenças reumáticas. A molécula carreadora é a sulfapiridina, também absorvida no cólon e acetilada no fígado. Foram criadas novas pró-drogas sem a molécula de sulfapiridina, resultando na liberação da droga de maneira semelhante à sulfasalazina, mas sem os efeitos colaterais atribuídos à sulfapiridina.  


7° Encontro RecomeçAR/RJ

O Grupo RecomeçAR/RJ convida a todos para o 7° Encontro no dia 24 de junho às 13h na Policlínica Piquet Carneiro com a Terapeuta Ocupacional Monica Alves da Associação Brasileira Beneficiente de Reabilitação (ABBR).


Assunto: Terapia Ocupacional


RecomeçAR/RJ é um grupo que surgiu de uma grande amizade entre Cátia Figueiredo e Célia Maria. Duas mulheres guerreiras com vida semelhante, ambas com artrite reumatoide. Lutas e barreiras foram cruzadas, vivendo as dificuldades de um portador de doença crônica, dificuldades para o tratamento, falta de informação sobre a doença, entre outras motivou a lutar pelos direitos dos pacientes  junto à sociedade e governo.
As vagas são limitadas - Inscrição através do site: www.recomecarrj.com

7º Encontro do Grupo RecomeçAR/RJ

Remicade para Espondiloartrite Associada à Doença de Crohn

Incialmente o Remicade foi prescrito para manter a doença de Crohn sossegada, mas ela é danadinha e me pegou em outra condição - espondiloartrite associada à doença de Crohn.
Sendo assim, espero que o Remicade trabalhe direitinho e dê um block nessas duas doenças.



Feliz com meu blog Farmale Achou

Se entregar de corpo e alma àquilo que faz. Fazer e realizar com prazer com satisfação até concluir. Quem não gosta do que faz, acaba fazendo apenas por obrigação e não haverá o encanto de algo bem feito. Eu tenho feito o que gosto, como poucas vezes tive a oportunidade de fazer, mas foi uma busca enorme chegar aqui, descobrir o que realmente me encanta, estimula. Encontrar um foco para o meu blog e mesmo estando tudo tão claro eu não via, mas eu tenho amigos que são parceiros e sendo assim veio a dica, a cutucada, aquele toque para você acordar e se encontrar.

Retornei ao blog ano passado, mas vinha percebendo essa falta de foco e isso me incomodava bastante, mas com uma boa conversa, cheia de dicas tudo clareou e hoje, falar, ler, participar ativamente do assunto doenças inflamatórias intestinais tem sido um prazer.

Satisfação

Meu objetivo é informar, divulgar, educar, apoiar, empoderar, conscientizar sobre as doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn e retocolite ulcerativa) que mesmo não sendo raras ainda são bastante desconhecidas. E vejo que isso tem acontecido, o blog vem crescendo e outros profissionais estão se interessando em participar, somar nessa corrente de instruir o paciente. O tratamento não deve ficar somente por responsabilidade do médico, nós como pacientes precisamos ter responsabilidade com o tratamento e os outros profissionais devem colaborar também, o tratamento de uma doença crônica têm maiores benefícios quando é multiprofissional. E por isso tenho feito parcerias para que o blog possa ser um canal de instrução e educação, pois quando compreendemos a nossa condição o caminho fica mais claro.

Estou feliz com o caminho que eu escolhi, que estou trilhando com dedicação e sei que o valor disso tudo é representado pelo que eu faço. Para você que ainda não se encontrou, lembre-se que o seu sucesso é o espelho e resultado da sua dedicação. Dedique-se de corpo e alma àquilo que faz, e terá saído da fileira das pessoas medíocres, e com certeza desfrutará das recompensas que tanto deseja.


José Ingenieros, em seu livro O Homem Medíocre, descreve a limitação afetiva como sintoma de mediocridade: “O medíocre limita seu horizonte afetivo a si mesmo, à sua família, aos seus camaradas, à sua facção; mas não sabe estendê-lo até a Verdade ou a Humanidade, que apenas pode apaixonar ao gênio.”

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Material educativo esclarece principais dúvidas sobre zika vírus

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, e a Coordenadora do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Rosana Richtman, elaboraram uma cartilha com perguntas e respostas sobre o zika vírus.Entre elas estão a origem da doença, sintomas, transmissão, prevenção e consequências. 

O download está disponível aqui: http://migre.me/tZzG6
Se preferir, veja as informações no vídeo abaixo:

Flixabi - Segundo Biossimilar Anti-TNF-α

Nos últimos anos, a indústria farmacêutica mundial vem passando por mudanças importantes no perfil de demanda, nas competências tecnológicas requeridas e no cenário competitivo, que motivaram as empresas do setor a adotar novas estratégias. Apesar de se caracterizar como uma indústria baseada em inovação de produto, observa-se maior dificuldade das empresas líderes para lançar medicamentos de alto impacto no mercado, os chamados blockbusters. Além disso, o tempo e o custo para lançar uma nova molécula têm crescido substancialmente, aumentando a incerteza inerente aos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento.

A pressão pela reposição de portfólios se agrava diante da expiração das patentes e da popularização dos medicamentos genéricos, particularmente nos países emergentes. Por ser um segmento com menores barreiras à entrada, os genéricos representam uma oportunidade para a inserção competitiva de empresas provenientes dessas regiões. 

As empresas da Big Pharma dependem cada vez mais de diversos produtos-chave, pela falta de produtos para dar seguimento àqueles importantes cujas patentes vão expirar, e de um esforço orquestrado ao longo dos últimos anos de concentrar as vendas ainda mais nos negócios de crescimento mais rápido e mais rentável. O desinvestimento de divisões farmacêuticas de marcas negociadas no mercado de balcão (Over the Counter ou OTC em inglês) foi uma grande tendência na década de 1990: produtos de lento crescimento e baixa margem não se encaixavam nas estratégias de ações de alto crescimento e de valor aos acionistas de muitas empresas. Isso concentrou as vendas em produtos de margens mais altas e mais voláteis. A Johnson & Johnson é um exemplo de como evitar esse padrão de desinvestimento e de concentração excessiva. Um grande risco é que os modelos de negócios da Big Pharma dependem sistematicamente da produção de novos blockbusters, o que é uma proposição cada vez mais complexa, onerosa e arriscada. Depender de blockbusters (e de uma falta de diversificação de produtos) leva à volatilidade acima da média da receita.

Com a perda de patentes importantes, as indústrias estão em busca de novos modelos para se manter, mas o processo de inovação enfrenta exigências cada vez maiores do FDA. O órgão regula o setor de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos e cobra amplos estudos para comprovação da eficiência e segurança dos medicamentos. Outro grande problema para a indústria é que muitos medicamentos falham no caminho, uma parcela expressiva dos fracassos tem acontecido na terceira fase dos estudos, justamente a mais cara de todas, por agrupar centenas de voluntários. Sendo assim, investir em novos medicamentos, de fato, tem se mostrado um negócio arriscado. Em média, um medicamento custa US$ 1,3 bilhão e leva 15 anos para chegar ao mercado. E apenas três de cada dez conseguem pagar seus custos de desenvolvimento e pesquisa.

Além dos desafios regulatórios, outro grande problema é a falta de voluntários. Filmes de sucesso no cinema, como “Jardineiro Fiel” (2005) e “O Fugitivo” (1993), retratam o setor farmacêutico de forma negativa e contribui para a formação de uma imagem desfavorável, assim como na imprensa, as maiores repercussões são das notícias negativas. O reflexo de toda essa publicidade negativa se manifesta na dificuldade em conseguir voluntários para testar novos medicamentos, especialmente quando são necessários pacientes saudáveis. 

Os medicamentos biológicos chegaram ao mercado e revolucionaram os tratamentos, para você ter uma idéia, em oncologia, dada a sua complexabilidade e grande número de indivíduos afetados, esses biológicos têm sido o principal campo terapêutico de atuação dos biofármacos. No período de 1990-2005, 18% de todo o arsenal terapêutico destinado à área oncológica tiveram como origem os produtos biotecnológicos. Os mesmos representam uma nova classe terapêutica com características diferencidas (quando comparados aos medicamentos de síntese química) não somente pela sua origem (são proteínas, basicamente), mas também por sua estrutura química e por suas propriedades farmacêuticas e farmacológicas. 

O Remicade (infliximab), uma droga de sucesso usada para o tratamento de doenças autoimunes, foi o primeiro anticorpo monoclonal quimerico anti-TNF aprovado em 1999 e a Johnson & Johnson, a empresa-mãe de Janssen Biotech, tem um rendimento anual de $ 4,5 bilhões nos EUA. Remicade é único medicamento que utilizo atualmente para a doença de Crohn e estou em remissão desde 2013, sendo assim, me sinto segura com ele, mas como é uma doença autoimune tudo fica mais complexo e as reações são diferentes em cada indivíduo, pode causar efeitos colatareis assim como qualquer outro medicamento.

A busca por terapias menos custosas e efetivas é um dos grandes desafios do sistema de saúde. Com o desafio de reduzir custo e buscando a mesma qualidade dos biológicos originais, após o vencimento das patentes de diversos medicamentos biológicos ditos blockbusters (medicamentos campeões de vendas), as opções de biossimilares vem crescendo no mercado.


A Celltron em 2012 já havia aprovado o primeiro biossimilar do infliximab (Janssen-Cilag), o Remsima, na Coreia do Sul. Desde 2009, a  empresa americana Hospira, companhia global a qual oferece especialidades farmacêuticas e sistemas para administração de medicamentos, tem um acordo com a empresa sul-coreana, para o desenvolvimento de biossimilares de anticorpos monoclonais. Sob os termos do acordo, a Hospira obteve os direitos do biossimilar do infliximab, o Inflectra (nova denominação do então remsima), na Europa, Estados Unidos, Canadá, Australia e Nova Zelândia. O Inflectra foi aprovado pela EMA, em 2013, para o tratamento da artrite reumatoide, doença de Crohn, doença de Crohn em crianças, colite ulcerosa, espondilite anquilosante, artrite psoriásica e psoríase. 

No dia 1 de abril/16, a Samsung Bioepis Co., Ltd. anunciou que o Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) adotou um parecer positivo sobre Flixabi® – uma versão biossimilar do Remicade® (infliximabe), também conhecido como SB2 - para o tratamento de artrite reumatoide, doença de Crohn, colite ulcerativa, espondilite anquilosante, artrite psoriática e psoríase. Flixabi® é o segundo biossimilar anti-TNF-α desenvolvido pela Samsung Bioepis a receber uma recomendação positiva para aprovação na Europa.


Ontem, dia 30 de maio, a Samsung Bioepis Co., Ltd. anunciou a aprovação do Flixabi® pela Comissão Europeia.  A aprovação do Flixabi® pela Comissão Europeia aplica-se a todos os 28 Estados-membros da União Europeia (UE), bem como aos Estados-membros do Espaço Econômico Europeu (EEE) da Noruega, Islândia e Liechtenstein. Em conformidade com um acordo de comercialização assinado em 2013 entre a Samsung Bioepis e Biogen, a Biogen vai comandar a comercialização e a distribuição do Flixabi® nos Estados-membros da UE e do EEE.

Já escrevi um texto sobre medicamentos de referência, genéricos e similares, você pode ler aqui nesse link: http://farmale.blogspot.com.br/2016/04/medicamentos-de-referencia-genericos.html. Ainda estou devendo um texto sobre medicamentos biológicos e biossimilares, mas em breve estarei colocando aqui no blog para que você se sinta seguro em utilizar os medicamentos prescritos por seu médico. Como eu sempre digo, paciente que entende a sua condição e é educado sobre o seu tratamento tem maior adesão e consequentemente mais chances de sucesso com o tratamento. Estou aqui como Farmacêutica para ajudar nessa tarefa de empoderar, infomar e apoiar os pacientes.

Fontes:
Biofarmacos - http://goo.gl/LbzYxJ
Business Wire - http://migre.me/tZx1z
Business Wire - http://migre.me/tZx2d
Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP) - http://goo.gl/SYkmQb
Revista Exame - http://migre.me/tZx2B
Farmacovigilância in Foco (FIF) - https://goo.gl/v6Ffmy
Food and Drug Administration (FDA) - http://goo.gl/T2nziV
Hospira: https://goo.gl/2iel5c
O novo cenário de concorrência na indústria farmacêutica brasileira (BNDES Setorial) - http://goo.gl/535fq3
Saúde - http://goo.gl/26d5FN
Standard & Poor's Ratings Services - http://goo.gl/PSIbbJ

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1º Piquenique Dii - mais imagens

Meu objetivo é informar, divulgar, educar, apoiar, empoderar, conscientizar sobre essas doenças que mesmo não sendo raras ainda são bastante desconhecidas. E vejo que isso tem acontecido, o blog vem crescendo e outros profissionais estão se interessando em participar, somar nessa corrente de instruir o paciente.
Se entregar de corpo e alma àquilo que faz. Fazer e realizar com prazer com satisfação até concluir. Quem não gosta do que faz, acaba fazendo apenas por obrigação e não haverá o encanto de algo bem feito. Eu tenho feito o que gosto, como poucas vezes tive a oportunidade de fazer, mas foi uma busca enorme chegar aqui, descobrir o que realmente me encanta, estimula.
Obrigada!
Obrigada Érica Coelho ficou lindo!

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Nesse o link o texto inicial sobre o 1º Piquenique Dii: 
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Mais imagens desse dia lindo do 1º Piquenique Dii:
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31 de Maio, Dia Mundial Sem Tabaco - Prepare-se para a embalagem normalizada

O Dia Mundial Sem Tabaco 2016, que se comemora a 31 de maio, tem este ano como lema “Prepare-se para a embalagem normalizada”. A Organização Mundial de Saúde (OMS) convida assim todos os países a prepararem-se para a implementação da embalagem normalizada dos produtos do tabaco. De acordo com a OMS, a embalagem normalizada é uma medida importante para a redução da procura, porque diminui a atratividade dos produtos do tabaco, reduz a utilização das embalagens como suportes de publicidade e promoção do consumo, limita a informação enganosa e aumenta a eficácia das advertências de saúde.

O que é uma embalagem padronizada?

Ter embalagens padronizadas significa que todas as embalagens de cigarro e outros produtos de tabaco passam a ser iguais, seguindo um padrão definido pelo governo, que determina forma, tamanho, modo de abertura, cor, fonte, mantendo-se apenas o nome da marca. A embalagem padronizada é livre de logotipos, design e textos promocionais. São mantidas as advertências sanitárias sobre os malefícios do tabagismo, exigidas pelo Ministério da Saúde, e o selo da Receita Federal.

Por que padronizar embalagens?

Como os países avançaram na proibição da publicidade e da promoção de produtos de tabaco na mídia e nos pontos de venda (PDVs), a embalagem tornou-se o principal veículo de comunicação entre a empresa e os potenciais consumidores, especialmente crianças e adolescentes. Atualmente, embalagem é o grande instrumento de publicidade da indústria, que investe no seu aprimoramento visual, formato, localização estratégica no PDV, entre outras estratégias de atratividade. Lançadas em edições limitadas, com brindes, em diferentes formatos, as embalagens de produtos de tabaco estão cada vez mais sedutoras.

A utilização de tons mais claros, como branco, azul, prata ou dourado nas embalagens, leva o público a acreditar que tais cigarros possuem teores menores de alcatrão e nicotina e, por isso, implicariam em menos riscos à saúde e causariam menos dependência ou, ainda, seriam uma opção para reduzir e conseguir deixar de fumar, o que não é verdade - o mal é o mesmo. é justo que as embalagens também sejam.

Em dezembro de 2012, a Austrália tornou-se pioneira ao determinar a retirada dos logotipos, imagens de marca, símbolos e outras figuras, cores e textos promocionais das embalagens dos produtos de tabaco. Os pacotes receberam uma cor única (marrom escuro em acabamento fosco) diferenciando-se umas das outras somente pelo nome da marca e do produto. As advertências sanitárias passaram a ocupar 75% da face frontal e 90% da face posterior das embalagens.

Para a adoção da medida, o governo australiano baseou-se no relatório elaborado pelo Cancer Council Victoria, contendo uma análise de pesquisas sobre embalagens padronizadas realizadas em cinco continentes por mais de duas décadas. O relatório incluiu mais de 25 pesquisas experimentais que estudaram a probabilidade do impacto das embalagens padronizadas sobre jovens e sobre fumantes. O primeiro estudo abrangente sobre o impacto das embalagens padronizadas na Austrália foi publicado no início de 2015 no British Medical Journal.

As principais constatações informam que a padronização:
  • Reduz o apelo dos produtos de tabaco, principalmente entre jovens e adolescentes, uma vez que o tabagismo é uma doença pediátrica;
  • Não leva ao aumento no consumo de cigarros contrabandeados;
  • Encoraja a cessação do tabagismo.

Em fevereiro de 2016, o Departamento de Saúde do governo australiano apresentou um relatório amplo que demonstra que as embalagens padronizadas de tabaco foram responsáveis por 25% da queda na prevalência de fumantes, que caiu de 19,4% para 17,2% nos últimos três anos. A análise conclui que os efeitos dessa política sobre a prevalência do tabagismo e o consumo de tabaco tendem a crescer ao longo do tempo.

Diversos países estão seguindo esse movimento iniciado pela Austrália: em 2015, a França, o Reino Unido e a Irlanda do Norte aprovaram leis adotando as embalagens padronizadas a partir de maio deste ano. A Nova Zelândia anunciou sua intenção de introduzir uma legislação semelhante, e países como a Índia, e a África do Sul, além da União Europeia consideram criar leis de padronização das embalagens de produtos do tabaco.


A padronização no Brasil:

No Brasil, três projetos de lei tramitam no Congresso Nacional para instituir embalagens padronizadas de produtos de tabaco. O primeiro, o Projeto de Lei do Senado nº 103/2014, do senador Rodrigo Rollemberg, propõe que as embalagens e os maços de cigarros, cigarrilhas, charutos, fumo para cachimbo ou de qualquer outro derivado de tabaco não conterão dizeres, cores ou outros elementos gráficos além da marca do produto e da logomarca do fabricante, em letras de cor preta sobre fundo branco, e advertência sobre os malefícios do tabagismo, segundo frases estabelecidas pelo Ministério da Saúde, acompanhada de imagens ou figuras que ilustrem o sentido da mensagem.

O segundo, PLS nº 769/2015, do senador José Serra, veda a propaganda de cigarros ou qualquer outro produto fumígeno e o uso de aditivos que confiram sabor e aroma a esses produtos, bem como estabelece padrão gráfico único das embalagens de produtos fumígenos. Também transforma em infração de trânsito o ato de fumar em veículos quando houver passageiros menores de 18 anos.

O terceiro, o Projeto de Lei 1744/ 2015, do deputado Darcísio Perondi, que dispõe sobre a embalagem de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco comercializado no País.

A indústria do tabaco tem contestado esta medida com processos em tribunal contra os governos que a aprovaram, alguns ainda a decorrer. Contudo, até hoje, as decisões têm sido favoráveis à saúde pública.

A OMS definiu como objetivos do Dia Mundial Sem Tabaco 2016:
  • Destacar o papel da embalagem normalizada como parte de uma abordagem abrangente para o controlo do tabaco;
  • Facilitar o desenvolvimento, pelos Estados-Membros, de políticas que permitam a implementação mundial da embalagem de tabaco normalizada, através da divulgação de informação significativa, convincente e persuasiva sobre os benefícios desta medida para a saúde pública;
  • Incentivar os Estados-Membros a reforçar as restrições relativas à rotulagem e embalagem, designadamente no que respeita à publicidade, promoção e patrocínio dos produtos do tabaco, à medida que avançam no sentido da adoção da embalagem de tabaco normalizada;
  • Apoiar os Estados-Membros e a sociedade civil no seu esforço contra a ingerência da indústria do tabaco nos processos políticos relativos à adoção de leis que aprovem a embalagem de tabaco normalizada. 

Fontes: 
Serviço Nacional de Sáude - https://goo.gl/Q7sGAC

#DiaMundialSemTabaco
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#FarmaleAchouSaúde 

Benefícios da meditação

A meditação pode ser entendida como uma prática de auto-regulação do corpo e da mente, a partir de um conjunto de técnicas que treinam a focalização da atenção e da mente, capaz de produzir maior integração entre mente, corpo e mundo externo e capaz de produzir efeitos psicossomáticos. Quando praticamos a meditação, estamos treinado a nossa mente para que ela se torne serena, mesmo nas situações mais adversas. Examinando as nossas vidas, iremos, provavelmente, descobrir que a maior parte do nosso tempo e energia são orientados para a conquista de metas mundanas, tais como buscar segurança material e emocional, desfrutar dos prazeres dos sentidos, ter boa reputação, etc. Embora tais coisas possam trazer alguma satisfação temporária, elas são incapazes de prover a felicidade profunda e duradoura que tanto almejamos. Mais cedo ou mais tarde essa felicidade converte-se em insatisfação e surpreendemo-nos novamente envolvidos na procura de mais prazeres mundanos. 

Onde encontramos essa satisfação verdadeira? Quando descobrimos que a felicidade é um estado mental, entendemos que a verdadeira fonte de felicidade não pode residir em condições exteriores, mas sim na mente, sendo assim, se tivermos uma mente pura e serena, estaremos felizes, independentemente das nossas circunstâncias externas. Ao contrário, se tivermos uma mente perturbada, nunca encontraremos felicidade, por mais que tentemos mudar as nossas condições externas.

O objetivo da meditação é cultivar os estados mentais que são conducentes à paz e à felicidade, e erradicar os que trazem confusão e sofrimento. Apenas os seres humanos podem trazer isto. Os animais podem desfrutar comida e sexo, encontrar abrigos, armazenar provisões, subjugar os seus inimigos e proteger as suas famílias, mas não podem eliminar o sofrimento, nem conquistar felicidade duradoura. Seria uma causa de profundo arrependimento se usássemos a nossa vida humana preciosa para obter resultados que até os animais podem obter. Porém, podemos evitar tal desperdício e tornar a nossa vida verdadeiramente significativa se treinarmos a nossa mente através de meditação.

Meditação não tem, necessariamente, ligação com religião, sugere-se que a meditação pode ser entendida e vivenciada a partir de duas perspectivas, que podem se complementar. A prática pode ser o reflexo de um contexto religioso-espiritual, através da qual são cultivados os ensinamentos transmitidos pelos preceitos filosóficos característicos da tradição e/ou a meditação pode ser uma atividade inserida no âmbito da saúde, na condição de técnica capaz de produzir determinados benefícios, promovendo maior saúde física e mental. Uma visão não exclui a outra e de alguma forma podem estar necessariamente interligadas, constituindo tanto uma prática espiritual quanto analisada a partir de seu potencial psicossomático, gerando respostas físicas e psicológicas que promovem a saúde e o bem estar não apenas físico, mas também o crescimento espiritual da pessoa. Então nada de preconceito para inciciar a prática da meditação. 

Todos sabemos que os nossos sentimentos, nosso estado emocional, a forma como lidamos com situações adversas e estressantes podem desencadear doenças. Para nós que passamos por períodos de crise e remissão com as doenças inflamatórias intestinais, é sempre muito importante manter a calma e uma vida mais tranquila, então, acredito que a prática da meditação possa ajudar nesse ponto. Não custa tentar! Você pode inclusive praticar alguns exercícios simples de meditação em casa mesmo, na imagem abaixo, um passo a passo de como eu pratico na minha casa:


No Brasil, desde 2006, a meditação é oferecida nas unidades básicas de saúde como um suporte no tratamento de doenças da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), do Ministério da Saúde e foi instituída em 2006, através da Portaria nº 971 de 03 de maio do mesmo ano. A referida política tem como finalidade inserir no SUS uma vasta gama de práticas medicinais alternativas, como a Acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia, Yoga, Meditação entre outras. De modo mais específico, a PNPIC está dividida em cinco eixos, de acordo com recomendação do Ministério da Saúde que: “estimula e recomenda a adoção por parte dos Estados, Distrito Federal e Municípios, sendo elas: Medicina Tradicional Chinesa – Acupuntura, Homeopatia, Plantas Medicinais e Fitoterapia, Termalismo – Crenoterapia e Antroposofia em Saúde.


Esse assunto é um pouco extenso e eu gostaria de compartilhar mais informações aqui no blog, então, combinamos para outros textos a continuação e espero que essa primeira conversa já sirva de incentivo para você experimentar levar um pouco dessa prática para o seu dia. Você já pratica meditação? Gostaria de compartlhar a sua experiência? Ou ficou alguma dúvida? Envie um e-mail para alede75souza@gmail.com colocando no assunto "meditação".

Vou aproveitar e compartilhar com vocês esses encontros com práticas de meditação e yoga que serão oferecidos semanalmente pelo Prajna – Núcleo de Pesquisa em Saúde Integral, Comunidades e Ambiente do Programa EICOS da UFRJ.


O Prajna – Núcleo de Pesquisa em Saúde Integral, Comunidades e Ambiente do Programa EICOS da UFRJ, oferece semanalmente, de forma gratuita, práticas de meditação e yoga como atividade de extensão.
Quando: Inicio dia 01/06/16, todas as quarta-feiras, de 8:00 às 9:00 horas
Local: Campinho (atrás do IPUB) , Campus da Praia Vermelha, UFRJ
Inscrições e mais informações: por e-mail (prajna.eicos@gmail.com) ou no local

OBS: Leve o seu tapetinho de yoga ou uma canga.

Link no Facebook: https://www.facebook.com/events/1015468355195440/

Fontes:
Budismo Tibetano: http://migre.me/tVhbF
Portal Consciência Politica: http://goo.gl/xKdSak
Portal Consciência Politica: http://goo.gl/vn3m4e