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I Encontro Farmale: Uma conversa sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais com a Dra Giovana Zibetti
Keep fighting!
III Encontro Farmale: Ostomia e Doenças Inflamatórias Intestinais
I will beat IBD
Ali Jawad, paratleta do halterofilismo com doença de Crohn: Você é uma inspiração para todos nós!
II Encontro Farmale - Diagnóstico das Doenças Inflamatórias Intestinais: Investigação Endoscópica Palestrante: Dr Flavio Abby
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Repelentes

Vamos conversar sobre mosquitos novamente? E vai ter textão novamente, claro! O assunto anda super em alta (infelizmente) e então resolvi tentar reunir em um único texto, todas as informações importantes para nos protegermos dsse mosquito e claro, combatê-lo também!

Nossa primeira conversa sobre mosquitos aqui no blog, foi sobre a possibilidade do vilão Aedes aegypti ser útil para a produção de um medicamento para tratar a doença inflamatória intestinal (DII), você pode ler aqui: http://farmale.blogspot.com.br/2016/03/aedes-aegypti-doenca-de-crohn-e.html. Hoje o assunto é bem diferente, mas sobre o mesmo vilão, o Aedes aegypti e como se proteger com os repelentes e inseticidas. Estamos sempre em busca de maneiras para prevenir as picadas de insetos, seja por meio de práticas naturais ou artificiais, na tentativa de evitar algumas doenças e também suas incômodas picadas. Considerando que uma única picada de um mosquito contaminado pode provocar alguma doença e que vacinas e quimioprofilaxia não estão ainda disponíveis para todos os casos, a importância do uso de repelentes é fundamental. 

Infelizmente além da dengue, agora temos que nos preocupar com o vírus Zika associado a microcefalia, tornando a gravidez um grande risco nesse momento. Portanto, enquanto não existe vacina ou tratamento específico, é muito importante usar repelentes. E qual o repelente permitido para grávidas? E para bebês e crianças? Existe um tipo para cada situação? São muitas dúvidas, muito medo, mas precisamos nos informar para nos protegermos da melhor forma com segurança.

No site da ANVISA você pode encontrar respostas para algumas dúvidas importantes, o link é esse aqui: http://goo.gl/OCiHDB. Abaixo algumas das perguntas que você encontra no link.

- Quais as substâncias existentes em repelentes são eficazes para afastar o Aedes aegypti?
Para os repelentes de pele, classificados pela Anvisa como cosméticos, as substâncias ativas sintéticas registradas são o N,N-DIETIL-META-TOLUAMIDA ou N,N-DIETIL-3-METILBENZAMIDA (DEET), o Hydroxyethylisobutylpiperidinecarboxylate (Icaridin ou Picaridin) e o Ethylbutylacetylaminopropionate (EBAAP ou IR3535).Existem ainda produtos registrados contendo como substância ativa o extrato vegetal ou o óleo de plantas do gênero Cymbopogon (citronela).Já para os repelentes de ambientes, classificados pela Agência como saneantes, há dezenas de substâncias ativas. A maioria delas são piretroides. É importante ressaltar que todos os produtos registrados na Anvisa tiveram sua eficácia comprovada para ação em mosquitos da espécie Aedes aegypti.

- Gestantes e crianças menores de dois anos de idade podem utilizar todos os repelentes registrados na Anvisa?
Não há restrições de uso de repelentes para gestantes, desde que sejam seguidas as instruções presentes no rótulo do produto. No entanto, tais produtos não devem ser usados em crianças menores de dois anos. Em crianças entre dois e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos. 

- A ingestão de vitamina B é eficaz contra o mosquito Aedes aegypti?
Não. Não há medicamentos que tenham comprovação de eficácia como repelentes para mosquitos.

- Plantas e produtos caseiros são eficazes no combate ao Aedes aegypti?
Os “inseticidas naturais”, ou seja, produtos caseiros formulados à base de citronela, andiroba, óleo de cravo, etc. não possuem comprovação de eficácia nem a aprovação pela Anvisa até o momento.

Sobre os repelentes tópicos:

Repelentes são produtos naturais ou sintéticos com a função de evitar o contato de insetos e assim, as suas picadas na pele. Uma dúvida muito comum é sobre o tempo de ação dos repelentes e por esse motivo a ANVISA publicou em seu site (link http://goo.gl/TUcaCM), um alerta para que as pessoas denunciem quando observarem que o repelente não cumpriu o prometido no rótulo ou causar alguma reação alérgica:

Caso você perceba sinais claros de picada de mosquito tais como inchaço, coceira ou mancha avermelhada na pele antes do fim da proteção descrita no rótulo, o repelente pode ter falhado. Nesse caso, denuncie à Anvisa. Faça o mesmo se o repelente lhe causar algum problema de saúde inesperado, como irritação na pele, por exemplo. 

Canais para dúvidas ou reclamações da ANVISA:
Central de Atendimento: 0800 642 9782
Formulário Eletrônico: http://migre.me/ttv7R
Ouvidoria http://migre.me/ttv7f
Disque – intoxicação: 0800 722 6001
Notivisa -  http://migre.me/ttv9s: o cidadão deve acessar o link: Problemas associados ao uso Cosmético, Produto de Higiene Pessoal ou Perfume, preencher o formulário em word, digitalizar e enviar para o endereço eletrônico: cosmetovigilancia@anvisa.gov.br

Todos os repelentes à venda tem de estar registrados na ANVISA. Para isso, a eficácia (efeitos de proteção previstos) e a segurança (evitar males à saúde do usuário) tiveram de ser comprovadas na agência. Assim, o que está descrito no rótulo tem de ser comprovado também pelo consumidor durante o uso. O rótulo deve conter algumas informações obrigatórias e você pode verificar aqui quais são essas observações: http://goo.gl/ImAurY e aqui o link para conferir se o produto que você comprou tem registro na ANVISA: http://migre.me/ttqR5

Frente às dúvidas surgidas recentemente sobre o uso de repelentes de insetos de uso tópico em gestantes, considerando a relação que possivelmente há entre o Zika vírus e os casos de microcefalia diagnosticados no país, a ANVISA esclarece: não há, dentro das normas da Agência, qualquer impedimento para a utilização destes produtos por mulheres grávidas, desde que estejam devidamente registrados na ANVISA e que sejam seguidas as instruções de uso descritas no rótulo. Mais informações aqui: http://migre.me/ttvM4

Muitos fatores diminuem a eficácia dos repelentes, como a presença de inflamação e alergia na pele, ingestão de álcool, vestimentas coloridas e escuras, umidade, calor, perfumes florais, entre outros. Sendo assim, é importante realçar que o repelente não protege igualmente todos os seus usuários. As características ideais de um repelente seriam: repelir muitas espécies simultaneamente, ser eficaz por pelo menos 8 horas, ser atóxico, ter pouco cheiro, ser resistente à abrasão e à água, cosmeticamente favorável e economicamente viável. Alguns fatores podem interferir na eficácia dos repelentes como a predisposição individual de acordo com substâncias exaladas pela pele (ácido lático, suor, CO2). Outra informação importante são os fatores de risco para picadas. Você sabe quais são? 
  • Presença de eczema
  • Sexo masculino, entretanto, o sexo feminino é fator de risco para ineficácia do repelente, independentemente dos níveis de estradiol
  • Idade adulta
  • Ingestão de álcool
  • Vestimentas escuras
  • Umidade, odor, clima quente e úmido 
  • Fragrâncias florais
Para você ter uma noção da complexidade que envolve a eficácia de um repelente, a cada 10ºC a mais na temperatura pode reduzir em até 50% o tempo de proteção do repelente!

Você sabe como atuam os repelentes tópicos? Eles formam uma camada de vapor acima da pele, que tem odor repulsivo para os insetos. Eles podem ter várias apresentações como aerossol, gel, loção e spray. Os repelentes tópicos não são indicados para uso em bebês menores de seis meses e devem ser aplicados com restrição entre seis meses e dois anos de idade. 

O tempo e ação dos repelentes tópicos dependem de vários fatores, como a concentração, o tipo de veículo (spray, loção, gel), o inseto a ser repelido e as condições ambientais e da pele. Em geral, os repelentes com DEET e Icaridina a 20% conferem uma proteção de 6 até 10 horas.

Agora vamos conversar sobre os repelentes físicos e ambientais:

O objetivo dos repelentes físicos é evitar o contato com insetos e são sempre indicados como adjuvantes aos repelentes no cuidado das crianças, lactentes, especialmente menores de seis meses. Os bebês são particularmente beneficiados por esse tipo de proteção, pois têm pouca mobilidade e ficam em locais restritos e de fácil proteção (berços, cercados, carrinhos de bebê). Em áreas de alta densidade demográfica de mosquitos, deve-se garantir que portas e janelas estejam bem vedadas e o uso de telas. Manter ambientes refrigerados com ar condicionado é uma forma altamente eficaz de manter mosquitos afastados do recinto. Mosquiteiros simples ou com aplicação de inseticidas (permetrina) são indicados na proteção noturna de adultos e crianças e na proteção diurna de lactentes. Tendas tratadas com inseticidas são altamente eficazes, seguras, duradouras e de acesso relativamente fácil. Os poros das telas de mosquiteiros/tendas não devem ser maiores que 1,5 mm. O uso combinado de repelente tópico e tela tratada com inseticida parece ter o melhor custo-benefício na prevenção de picadas. O uso de vestimenta adequada (meias, blusas de mangas compridas e calças) é desejável, porém de baixa praticidade em um país de clima quente como o Brasil. Dá-se preferência a tecidos claros, devendo-se evitar cores muito chamativas. Muitos repelentes podem ser aplicados sobre roupas (DEET, icaridina), conferindo proteção prolongada e diminuindo o uso tópico das substâncias ativas presentes nos repelentes. 

Você sabia que existem tecidos especiais que já vêm embebidos com repelentes? São mais indicados para a prática de esportes em florestas, parques. Também existem repelentes que são formulados para a aplicação em roupas. 


O uso de repelentes ambientais deve seguir as orientações preconizadas para obtenção da ação esperada. Incensos e velas naturais só têm ação quando aplicados por horas contínuas e iniciados bem antes da exposição da pessoa ao ambiente. Velas e incensos de citronela não têm efeito repelente suficiente para que haja recomendação de seu uso isolado. O uso da vela de andiroba por tempo prolongado (48 horas contínuas) em área com cerca de 27m² previne até 100% das picadas de Aedes aegypti. Inseticidas são substâncias que, além de repelir, matam os insetos. Há diversos derivados piretroides (permetrina e deltametrina os mais comuns) em várias formas de apresentação como spray, serpentinas, impregnados em roupas, mosquiteiros e telas, entre outros. O uso de mosquiteiros e telas com permetrina é altamente recomendado para crianças, sendo seguro também para gestantes. A absorção percutânea é mínima. As telas com permetrina podem ser usadas em ambientes externos para proteção de carrinhos de bebê, berços, redes, bebê-conforto, com produtos comerciais já desenvolvidos e adequados em tamanho para cada um desses objetos. Aerossóis de inseticida têm o objetivo de matar os insetos presentes no local e prevenir a invasão domiciliar. Possuem efeito curto e devem ser aplicados em recintos fechados (de 10 a 20m² ) pelo menos duas horas antes de dormir. Recomenda-se o uso de aerossóis juntamente com serpentinas ou telas. As serpentinas (elétricas ou não) são os inseticidas vaporizados mais conhecidos e, usualmente, contêm um piretroide como princípio ativo. Um aparelho é suficiente para proteção durante a noite em um quarto de tamanho habitual se o ambiente não for muito ventilado. Importante: gestantes e crianças pequenas não devem utilizar inseticidas ambientais, incluindo os de tomada, pela imprevisibilidade de seu efeito quando inalados. 

Para você não ficar gastando rios de dinheiro tentando se proteger das picadas, leia aqui as dicas:

Diversos dispositivos habitualmente utilizados são considerados ineficazes para proteção contra picadas de insetos. Os repelentes ultrassônicos não se mostraram eficazes em diversos estudos, assim como dispositivos elétricos luminosos com luz azul. A luz atrai qualquer inseto, mas não previne definitivamente as picadas, visto que substâncias produzidas pelos indivíduos podem ser mais atraentes aos mosquitos do que a luz. Pulseiras com DEET também não são indicadas, uma vez que a repelência se dá por evaporação do princípio ativo sobre a pele e, comprovadamente, só protege até 4cm da área aplicada. O uso sistêmico de substâncias na tentativa de repelência pelo odor exalado no suor não demonstraram eficácia suficiente para justificar o uso. Nesse item, incluem-se extratos de alho e vitamina B1.

Orientações de uso:

Para iniciar as orientações, não esqueçam que é fundamental a leitura dos rótulos dos produtos. Deve-se, também, guardar a embalagem para acesso fácil (para o adulto, nunca para a criança e animais) no caso de possíveis intoxicações. É importante verificar a concentração do princípio ativo para se certificar de que é adequada para a idade da criança. De modo geral, os principais cuidados para uso de repelentes tópicos são: 
  • Generosidade: a tendência natural é passar menos que o necessário 
  • Homogeneidade: a ação de um repelente limita-se a 4cm; a simples aplicação na bochecha não protege áreas adjacentes como o nariz ou o queixo
  • Seletividade: todos os repelentes irritam as mucosas e, portanto, deve-se evitar passá-los nos olhos, boca e narinas e em áreas não expostas 
  • Repetição: deve-se aplicar o repelente conforme o tempo de exposição aos insetos e as orientações do fabricante
Repelentes devem ser aplicados apenas em áreas expostas, nunca sob roupas, e a pele em que foi aplicado o produto deve ser lavada com água e sabão quando findo o tempo de exposição. Evitar o uso em ambientes fechados (preferir outras medidas já mencionadas). Crianças não devem dormir com repelentes (use roupas compridas e mosquiteiros). A aplicação no rosto deve ser evitada e, se realizada, nunca aplicar o produto diretamente na face (aerossóis). O produto deve ser aplicado nas mãos do adulto e, então, no rosto da criança, evitando-se o contato com mucosas. Sempre lavar as mãos após as aplicações. Nunca permitir que crianças apliquem o repelente sozinhas. Reaplicações são necessárias conforme o tempo, o risco de exposição e a concentração do produto utilizado, leia as instruções no rótulo do produto.

Em locais de alta temperatura e umidade, a duração do efeito do repelente é menor e, portanto, reaplicações mais frequentes são necessárias. Se ocorrerem picadas antes do término do tempo de ação previsto pelo fabricante, já sabe, denuncie à ANVISA. 

O uso de repelentes em crianças entre seis meses e dois anos deve ser de uma aplicação diária; entre dois a 12 anos, até três aplicações diárias. Em caso de alto risco de transmissão de doenças e exposição prolongada, mais aplicações são permitidas, considerando-se o perfil de segurança da substância. Em caso de atividades na água, supõe-se que o produto será removido da pele e uma nova aplicação deverá ser realizada. Bloqueadores solares que contenham repelentes são desaconselhados, pois perdem efeito (a associação com DEET reduz eficácia em 34%). Importante: filtros solares geralmente precisam ser reaplicados em intervalos mais curtos do que repelentes e o uso concomitante desses produtos pode aumentar a absorção sistêmica e a toxicidade deste último. Se necessário, aplicar primeiramente o protetor solar, aguardar a absorção completa do produto pela pele (cerca de 20 minutos) e, então, aplicar o repelente.

Qual é o repelente ideal, seguro e como deve ser usado? A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta como se proteger do Aedes Aegypti.


Gestantes, bebês e crianças devem consultar o Obstetra ou Pediatra para evitar intoxicações ou alergias. 

Medidas socioambientais são as melhores ferramentas para eliminar focos e criadouros de mosquitos. Não deixe água parada! Não seja um criador de mosquitos! 



Fontes:
Sociedade Brasileira de Dermatologia: http://migre.me/ttu3z
Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro: http://migre.me/ttu5E
Revista Paulista de Pediatria: http://www.scielo.br/pdf/rpp/v27n1/13.pdf

Empatia com os ostomizados


Ontem encontrei um desabafo de uma mãe sobre a falta de empatia e educação de uma pessoa com o seu filho. O menino tem uma doença rara chamada doença de Hirschsprung e devido à essa doença ele vive com duas ostomias. Sua mãe criou uma campanha para conseguir um tratamento de ponta com um especialista. Para quem pensa só aqui encontramos dificuldades para tratamento, lá fora também existem as mesmas ou outras dificuldades.
Vou resumir o que ocorreu com a mãe e o seu pequeno. Ela estava em um supermercado e ao pegar o seu filho do carrinho, acabou expondo as duas bolsas de ostomia. Ela até se justifica que sempre procura vestí-lo de forma que as bolsas não fiquem à mostra, mas quem é mãe ou pai, sabe bem que nem sempre na hora de sair, tudo sai conforme planejamos. Uma pessoa que estava na fila comentou com essa mãe que aquilo era repulsivo e pediu que ela mantivesse coberto. Sabe quando você sente um nó na garganta? Eu senti e senti também muita raiva da mulher, da sua atitude de total falta de empatia. Você pode ler tudo aqui: https://goo.gl/4wp3P3

Aqui o link da campanha para o pequeno Jameus: www.gofundme.com/babyjameus e a página no Facebook: facebook.com/jameusjourney

Resolvi aproveitar para falar sobre empatia e encontrei uma definição muito boa em um blog que acompanho, o Papo de Homem:

Empatia não é pena, dó, caridade — todos sentimentos condescendentes. 
Empatia não é amor, simpatia, agrado — todas manifestações de afeto pessoal. 
Empatia não é entendimento, compreensão — todas operações de redução e controle. 
Empatia não é algo que se exerça de fora para dentro, de uma pessoa para outra. 
Empatia é ESTAR dentro de outra pessoa, sentir o que ela sente, pensar o que ela pensa.

No blog Papo de Homem você encontrará uma série com exercícios para praticar empatia, o link é esse aqui: http://goo.gl/EAsL2b Vou compartilhar mais uma parte aqui, pois muitas vezes confundimos entender com aceitar e não são a mesma coisa, veja só:

Entender X" nada mais é do que uma tentativa de simplificar X ao seu mais básico denominador comum, de modo a poder defini-lo e nomeá-lo e, assim, chegar à verdade sobre X. 

Mas esse processo de simplificação é redutor e autoritário: você lança o seu olhar sobre X, ignora inúmeros aspectos relevantes (praticamente qualquer objeto é mais complexo do que sua explicação), constrói uma narrativa explicativa baseada somente nos aspectos específicos sobre os quais você decidiu se concentrar, e, por fim, crava-lhe um rótulo autoritativo, dizendo “a verdade sobre X é isso!” 

Nos exercícios de empatia, vamos tentar perceber, ver, ouvir, e sentir as pessoas à nossa volta não para melhor entendê-las, mas para melhor aceitá-las, de forma mais aberta, mais empática, mais generosa. 
Entender é um gesto de definição e posse, redução e controle. Aceitar é um gesto de amor e generosidade.

Vamos praticar? A sua vida e a de muitas pessoas ficará mais leve, mais amorosa se você realmente conseguir se colocar no lugar do outro, não só entendendo e sim aceitando, acolhendo, apoiando, sendo empático. 

Sobre a doença de Hirschsprung compartilho aqui algumas informações e links para quem se interessar em conhecer mais sobre o assunto.

Encontrei duas definicões, uma clínica e outra de uma mãe brasileira que também criou uma campanha para conseguir tratar seu pequeno.

1- O que é a doença de Hirschsprung?

A doença de Hirschsprung e suas variantes (displasia intestinal, Hipoganglionose, entre outras), acontecem quando a criança não desenvolve uma formação adequada dos neurônios que são responsáveis pela motilidade do intestino. Isso repercute em uma perda significativa da qualidade de vida; absorção inadequada de nutrientes, desnutrição; infecções de repetição (colites) e pode levar ao óbito.

2- Como é feito o diagnóstico? Quais as condutas clínicas mais frequentes?

Toda criança, independentemente da idade, pode vir a ter constipação intestinal que não resolve com medidas simples, isto é, dietas laxativas e laxantes, devem ser referenciadas a um especialista como o Gastroenterologista Pediátrico ou ao Cirurgião Pediátrico para avaliar a necessidade ou não de exames complementares. Normalmente, pede-se um exame contrastado do cólon e do reto da criança (enema opaco) e uma biópsia do reto (feito pelo cirurgião).

3- É comum no Brasil ocorrer esses casos doença de Hirschsprung? 

A doença de Hirschsprung e suas variantes, felizmente, não são comuns. Mas em um hospital de referência em Pediatria como o São Camilo, é frequente atender esse tipo de paciente, sobretudo, os pacientes com displasia intestinal.

4- O tratamento pode ser feito no Brasil? Como é feito? 

A Doença de Hirschsprung possui tratamento  porque geralmente ela é segmentar. Isso permite a remoção cirúrgica do intestino doente e assim o retorno às atividades habituais da criança. Outras variantes da Doença de Hirschsprung como a “Acalasia do Esfíncter Interno” e a “Hipoganglionose”, também possuem tratamento cirúrgico por acometerem apenas uma determinada parte do trato digestivo baixo. A “Displasia Intestinal” que é uma doença na qual a criança possui neurônios, mas esses são dismórficos, possui um tratamento trabalhoso porque acomete, difusamente, o trato digestivo. Nesses casos, tratamos os sintomas normalmente com laxantes. O transplante de intestino não é uma realidade no Brasil e ainda está em evolução em países desenvolvidos pode ser uma alternativa para esses casos mais graves, no entanto, cada caso deve ser avaliado individualmente.

5- Como os pais podem identificar a doença? 

Toda criança com constipação, que está sendo refratária ao uso de medicações deve ser investigada.

6- Após o diagnóstico, quais cuidados os pais devem ter com o filho?

Fazer acompanhamento com o especialista para não atrasar a cirurgia naquelas crianças que possuem indicação.

Dr. Fábio Mendes Botelho Filho, Cirurgião Geral e Médico-residente de Cirurgia Pediátrica, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 


Aqui a definição que eu encontrei no blog que a mãe do Leo criou para dar apoio as famílias que também têm um pequeno com essa doença:  doenca-de-hirschsprung.blogspot.com.br:
O nosso intestino possui músculos que contraem e relaxam de forma a empurrar as fezes pelo reto. Esses músculos são controlados por células nervosas. A doença de Hirschsprung caracteriza-se pela ausência destas células nervosas no intestino. Ela pode afetar desde parte do intestino grosso até todo o intestino grosso e parte do delgado. Quanto maior o trecho afetado, maiores as consequências para a criança. As crianças que têm esta doença ou não conseguem evacuar ou enfrentam muitos problemas de constipação.
Quero deixar um convite para você conhecer a história do Leo que nasceu dia 12 de maio de 2011 e no dia seguinte foi diagnosticado com a doença de Hirschsprung. 




O assunto ostomia é muito presente para quem tem doença de Crohn ou retocolite ulcerativa e por isso, em breve você encontrará aqui no blog informações sobre o assunto. 

Tem um novo banner aqui no blog do livro de uma amiga muito querida e que eu admiro muito, a Alessandra Vitoriano de Castro, a Leca, que tem doença de Crohn, é ostomizada e conta no livro toda a sua tragetória com a doença. O livro tem muitas imagens e muita informação sobre a doença de Crohn e ostomia. O link para adquirir o seu é esse aqui: http://migre.me/vgb8G.












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Dia Mundial da Saúde - 7 de abril

O Dia Mundial da Saúde foi criado em 7 de abril de 1948 pela Assembleia Mundial da Saúde, essa data foi escolhida para coincidir com a data de fundação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Todos os anos são realizadas campanhas para fomentar a consciência sobre algum tema chave relacionado com a saúde mundial. 

Em 1946, a Organização Mundial de Saúde aprovou um conceito que visava ampliar a visão do mundo a respeito do que seria estar saudável: “A saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade". De acordo com esse conceito, percebemos que a saúde deve ser vista como uma forma de total bem-estar, que é conseguido não só através do tratamento de doenças ou sua prevenção, mas através de qualidade de vida.
Muitas pessoas consideram-se saudáveis quando estão sem nenhuma doença, porém, a falta de enfermidades não significa saúde. Estar saudável requer a análise de um conjunto de fatores, tais como a qualidade de vida e aspectos mentais e físicos.

Você sabe o que é ter qualidade de vida? De acordo com a lei 8.080 de 1990, encontramos a definição de saúde como sendo um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. Quais são essas condições? A alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer, o acesso aos bens e serviços essenciais, ou seja, qualidade de vida. 

Durante a minha graduação em Farmácia o assunto que mais me atraía era Atenção Farmacêutica, tanto que fez parte do meu trabalho de conclusão de curso (TCC) e claro, direcionada aos portadores de doença de Crohn e retocolite ulcerativa. Para a maioria das pessoas, o Farmacêutico é o profissional do medicamento, mas esse paradígma vem mudando cada vez mais, com o foco não mais voltado para o medicamento e sim para o usuário do medicamento. Sempre acreditei nisso, pois o básico para o Farmacêutico é dominar o assunto medicamento, mas devemos ver o Farmacêutico como o profissional do medicamento que cuida das relações dos pacientes com a terapia farmacológica.  A sua atuação não deve se restringir somente aos indivíduos que ele atende, mas também envolver ações relacionadas ao perfil epidemiológico, promover educação em saúde, atuar em ações sobre saneamento básico, programas de saúde, melhorias de condições de vida da população, entre muitas outras frentes. 


Em 2016, o tema da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) é o Diabetes e a instituição lança seu primeiro relatório global sobre a doença. De acordo com a publicação, desde 1980 o número de pessoas vivendo com diabetes quadriplicou e alcançou os 422 milhões de pessoas (em 2014), especialmente em países em desenvolvimento. O crescimento do número de pessoas com o agravo é acompanhado do aumento de casos de obesidade e sobrepeso.

O objetivo da OMS é chamar a atenção para a doença e para o fato de que ações de promoção da saúde, hábitos alimentares saudáveis e práticas de atividades físicas podem reduzir os fatores de risco de desenvolvimento do diabetes. Por outro lado, a instituição internacional também defende a capacitação e instrumentalização dos governos para atenderem às necessidades de tratamento das pessoas com diabetes, especialmente nos países mais pobres.

Relatório da OMS sore o diabetes (em inglês): http://goo.gl/O5uW81
Seção Diabetes do Portal Fiocruz: http://portal.fiocruz.br/pt-br/diabetes


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Vamos conversar sobre alimentação?

Vocês acham que a alimentação pode influenciar na doença inflamatória intestinal?
Vocês fazem alguma dieta?
Acompanhamento com Nutricionista?
Vou fazer um texto no blog sobre esse assunto e gostaria de saber como é a rotina alimentar de vocês.
Podem compartilhar aqui mesmo ou enviar um e-mail para alede75souza@gmail.com


Tofacitinib na Retocolite Ulcerativa: cicatrização da mucosa e remissão

Tofacitinib é um medicamento imunossupressor, da classe dos inibidores JAK*, disponível em forma de comprimido, indicado para o tratamento da artrite reumatoide, moderada e grave em atividade, que não teve boa resposta ao Metotrexate. Tofacitinib apesar de ser em comprimido age de forma semelhante, ao medicamento biológico, é uma molécula pequena que inibe a produção de citocinas e diminuí a reação inflamatória da doença artrite reumatoide. É comercializado como Xeljanz pela Pfizer.

Os pesquisadores da Pfizer estão realizando testes com o Tofacitinibe em portadores adultos de retocolite ulcerativa moderada a grave, previamente tratados com algum anti-TNF e também com aqueles que nunca utilizaram anti-TNF.  Já na segunda semana de testes foram observados melhora nos sintomas, com uma dose via oral de 10 mg duas vezes ao dia, havendo cicatrização da mucosa intestinal além de indução da remissão.

Xeljanz é o primeiro inibidor JAK sendo avaliado para retocolite ulcerativa e também é o primeiro e único inibidor JAK aprovado em mais de 40 países para o tratamento de segunda linha da artrite reumatóide moderada a grave. Até o final deste ano são esperados mais resultados com as pesquisas.

Durante o 11º Congresso da Organização Europeia de Doença de Crohn e Colite Ulcerativa, que ocorreu entre os dias 16 e 19 de março, em Amsterdam, foram apresentados pela Pfizer sete resumos de trabalhos sobre as pesquisas com Tofacitinibe na retocolite ulcerativa e doença de Crohn. Você pode encontrar mais informações sobre esses trabalhos aqui: http://goo.gl/9mYla1

*JAK: é uma família de tirosina-quinases intracelulares que participam da cascata de sinalização de citocinas por associação com receptores de citocinas específicos. Atuam sobre os fatores de transcrição STAT na via de sinalização denominada como via JAK/STAT. É constituída pelas JAK1, JAK2 e JAK3 e pela tirosina quinase-2 (TYK2). A formação do complexo receptor das IL/JAK leva à fosforilação das STAT, proteínas citoplasmáticas latentes, envolvidas na transmissão de sinais extracelulares ao núcleo. As proteínas STAT fosforiladas são então translocadas para o núcleo onde iniciam a transcrição de mais citocinas inflamatórias.

http://goo.gl/HjXqkJ
Quando o Tofacitinib chega ao interior da célula, ele se liga ao sítio ativo da JAK (alvo principal JAK1/JAK3), inibindo a autofosforilação e ativação destas que não podem, então, fosforilar os receptores de citocinas e não ocorre assim, a ligação da via JAK/STAT. Os fatores de transcrição STAT não migrarão para o núcleo e não haverá ativação da expressão gênica - inibição da transcrição de genes e da produção de citocinas. Terapias biológicas, tais como inibidores de TNF e anticorpos monoclonais, inibem citocinas única ou seus receptores fora da célula. 



http://goo.gl/QdIBuR


Sobre a metabolização do Tofacitinib, é 70% pelo fígado e 30% pelos rins. A sua liberação hepática é mediada predominantemente pelo sistema CYP3A4, portanto, uma interação significativa pode ocorrer com outras drogas que inibem o CYP3A4, tais como o cetoconazol e fluconazol.

Fontes:
Xeljanz: http://ra.xeljanz.com/
IBD News Today: http://goo.gl/bdgvbs
Pharma Time Digital: http://goo.gl/RtFGTR
Blog Artrite Reumatóide: http://goo.gl/8YSCMI
Biologic agents for IBD: practical insightshttp://goo.gl/QdIBuR
Tofacitinib, an Oral Janus Kinase Inhibitor, in Active Ulcerative Colitis: http://goo.gl/XV5biI

Como sempre tenho feito, disponibilizo meu e-mail, farmaleachou@gmail.com, assim como o blog e página do blog no Facebook para conversamos sobre os textos apresentados aqui. Sintam-se à vontade para compartilhar mais alguma informação ou esclarecer alguma dúvida. Críticas e sugestões sempre bem vindas também. Gostaria de ver algum assunto por aqui? Deixe uma mensagem ou envie um e-mail com a sua sugestão.

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Móveis Inspirados em Montessori

Aqui também tem promoção para os pequenos! Sou mãe de uma pequena que adora Montessori e não poderia deixar de compartilhar com vocês as promoções, dicas e tudo que for relacionado ao método de ensino que sou fã.

Esses móveis são inspirados em Montessori porque não limitam as crianças e bebês. Observem a altura de tudo, estante, cama, tudo sempre à altura dos pequenos, facilitando a locomoção e permitindo que a criança possa chegar onde deseja, ou alcançar aquilo que deseja sem necessitar da interferência de um adulto.

Mais um detalhe interessante nesses móveis, você mesmo pode montá-los sem a necessidade de um técnico para isso. Comprou, recebeu e em instantes você mesmo monta.

Uma obs: o único móvel que não está de acordo com o método é a mesinha com cadeira, pois são interligados. 

Quer conhecer mais? Clica aqui neste link: http://goo.gl/3PZay8


Campanha de Conscientização do Câncer de Intestino em Governador Valadares (MG)

Vocês provavelmente já viram imagens do intestino, principalmente quem tem doença inflamatória intestinal. Acho que é um dos órgãos que mais temos intimidade do nosso corpo, certo?

A ABRAPRECI (Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino) levará para Governador Valadares, em abril, um intestino gigante onde as pessoas poderão observar reproduções das doenças, além de 4 vídeos de 1,5 minutos, falando sobre a prevenção do câncer e sobre as doenças que são visualizadas durante o percurso.

Aqui estão as informações sobre a exposição:

"O Intestino Gigante (IG) é uma réplica estilizada do intestino grosso, inflável de grandes dimensões, que reproduz lesões como o pólipo, tumor responsável pelo aparecimento do câncer, quando não diagnosticado e extraído em tempo hábil. Outras lesões como a retocolite ulcerativa, doença de Crohn, hemorroidas também são visualizadas no modelo, enquanto os visitantes podem ver as lesões receber mensagens por vídeo de curta duração no interior do modelo e que informam sobre a prevenção do câncer do intestino e cuidados gerais de saúde. Folhetos informativos sobre o tema serão distribuídos a todos os visitantes.
“Nosso objetivo é ressaltar a importância da prevenção da doença ou mesmo a detecção ainda no seu início e informá-las sobre as formas de tratamento”, explica a Dra. Angelita Gama, presidente da ABRAPRECI.
A exposição do Intestino Gigante já foi feita em numerosas capitais brasileiras: Rio de Janeiro, Recife, Goiânia, Maceió, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília, Vitória, Manaus, Belém, Campo Grande, Porto Alegre bem como em diferentes cidades do interior dentre as quais: Campinas, São José do Rio Preto, Santa Cruz das Palmeiras, Bauru, Cascavel, Juiz de Fora, Caratinga dentre outras.
Também foi exibida a pedido do Presidente da Associação Internacional de Câncer Digestivo (IDCA) e em seguida em três das maiores cidades canadenses, permanecendo naquele país por um mês.
No total, mais de 200.000 pessoas já visitaram o IG e receberam informações sobre a prevenção do câncer do intestino.
Saiba mais sobre a doença
O tumor de intestino, em geral, cresce de forma silenciosa. Os sintomas só aparecem quando o câncer já está mais desenvolvido. São eles: sangramento nas fezes, alteração do hábito intestinal (diarreia e constipação alternados), necessidade frequente de ir ao banheiro, com sensação de evacuação incompleta, dor ou desconforto abdominal ou anal, fraqueza, anemia, sensação de gases ou distensão e perda de peso sem causa aparente.
Alimentação e hábitos de vida saudáveis são os principais aliados para a prevenção da doença. Dieta rica em fibras, frutas e vegetais frescos parecem ter efeito protetor sobre a doença enquanto que o consumo de gordura animal e de álcool são fatores de risco reconhecidos. A obesidade e sedentarismo, o tabagismo, são também fatores de risco para o aparecimento do câncer de intestino Exames mais complexos como a colonoscopia são de grande importância, principalmente nos indivíduos considerados de risco ou com sintomas intestinais específicos. Este tipo de exame pode fazer o diagnóstico e em alguns casos permite a remoção de pólipos, que são lesões precursoras do câncer do intestino. Entre os exames fundamentais para o diagnóstico precoce está a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, que permite detectar a presença de pólipo no intestino ou mesmo tumores nos estágios iniciais. As pessoas com antecedentes pessoais ou familiares de pólipos benignos, câncer do intestino, retocolite ulcerativa, câncer de mama, ovário ou útero devem procurar um médico para orientação sobre possíveis formas de prevenção e diagnóstico precoce do câncer do intestino.
Funcionamento da visita
Os visitantes assistem a um vídeo (2m) de introdução ao tema.
Em seguida são conduzidos para o interior do IG em grupos de 6 a 7 pessoas acompanhadas de monitores. No interior do IG eles poderão observar reproduções das doenças, além de 4 vídeos de 1,5 minutos, falando sobre a prevenção do câncer e sobre as doenças que são visualizadas durante o percurso.
Ao final da visita, os visitantes são questionados se têm dúvidas e, em caso positivo, encaminhados de acordo com a natureza de sua dúvida, às nutricionistas, enfermeiras ou médicos de plantão.

Campanha Conscientização sobre o Câncer de Intestino
Governador Valadares:
Data: 1 a 3 de abril
Horário: 10:00hs às 22:00hs
Local: GV Shopping
Rua Sete de Setembro, 3.500 – Centro/Governador Valadares"


Fonte: http://goo.gl/Mm3Nnq

PROJETO DE LEI - Institui a Semana de Sensibilização e Defesa dos Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais e dá outras providências

Está aberta em MG a votação para um projeto de lei que irá beneficiar todos os portadores de DII. Eu sou do Rio de Janeiro e já votei! Não poderia deixar de apoiar os amigos mineiros, estamos na mesma luta e sabemos a importância de conscientizar mais e mais pessoas sobre a DII.
Vá até o site, faça um cadastro bem pequeno e dê o seu voto! Juntos Somos Mais Fortes Que a Doença!

Link para votar: http://www.almg.gov.br/atividade_parlamentar/tramitacao_projetos/interna.html?a=2016&n=3327&t=PL

PL 3327 2016 - PROJETO DE LEI: 

Institui a Semana de Sensibilização e Defesa dos Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais e dá outras providências.

Compartilhem e tragam mais pessoas para a votação!


Eu entendo você e quero conhecer a sua história

Muitos de nós, não apresentamos manifestações físicas aparentes da doença inflamatória intestinal e por isso, algumas pessoas tendem a ignorar as nossas dores, acham que estamos exagerando. Quantos de vocês já não passaram por isso?

Desmarcamos compromissos, mudamos ou abandonamos planos e com isso, quem não entende a nossa doença, imagina que somos preguiçosos. Ah! Mas se soubessem das nossas dores... pois saiba que eu estou me dedicando a mudar isso! Como? Pesquisando, estudando e trazendo informações seguras para o blog. Eu sou Farmacêutica e sempre fui apaixonada por Atenção Farmacêutica, pelo cuidado em deixar o paciente seguro com a sua condição e assim contribuir com a sua adesão ao tratamento. 

Vocês encontrarão por aqui textos sobre a DII, sobre o tratamento, o que está acontecendo em outros países, receitas simples e saudáveis, divulgação do trabalho das associações e muito mais. O blog foi criado em 2003, mas eu nunca havia me dedicado em conscientizar as pessoas sobre a DII, mas a vida, ou melhor, a doença (eu tenho Crohn), modifica os nossos planos, então desde o ano passado venho fazendo mudanças no blog para que ele seja útil de alguma maneira para todos que têm alguma DII ou que conhecem alguém com essas doenças. 

Gostaria de contar com a participação de vocês! Com suas histórias de vida, com suas dicas sobre temas, vamos trocar mais aqui! Deixem comentários ou se preferirem, podem enviar e-mail: alede75souza@gmail.com, também podem deixar mensagem na página do blog no Facebook: www.facebook.com/FarmaleAchou Conto com a participação de vocês!

Vamos mudar esse cenário e mostrar para as pessoas que somos confiáveis, a doença que não é! 



Feliz Dia Mulheres Com DII!

Desejo para todas nós, mulheres com a doença de Crohn ou a retocolite ulcerativa, dias com mais respeito, empatia, apoio e compreensão.



Poema Sobre a Doença de Crohn

Encontrei esse poema em uma página no Facebook que eu sigo, o link é esse aqui: https://goo.gl/6kYA37 

Achei que se encaixa bem na nossa realidade quando a doença está ativa, concordam? Quais os maiores problemas que vocês encontram quando estão em crise? Para mim a diarréia, como não tem hora marcada, algumas vezes me fez chegar atrasada em alguns compromissos. 

Quem tem doença de Crohn (eu tenho) ou retocolite ulcerativa, sabe bem que durante as crises, são horas sem fim no banheiro, são compromissos adiados, dores que levam ao cansaço físico e mental, mas somos muito fortes, temos que ser fortes! Coloque na sua cabeça que você não é a doença, ela apenas faz parte da sua vida.

Conheça a página no Facebook: www.facebook.com.br/FarmaleAchou
Siga no Twitter: https://twitter.com/Farmale

Compartilho informações sobre saúde, alimentação, hábitos de vida saudáveis, vamos trocar informações sobre a DII. Tem algum assunto que você gostaria de ver no blog? Escreva aqui nos comentários! 


Bolo de Cacau com Abobrinha

Achou estranho um bolo de cacau levar abobrinha? Pois é, também achei, mas resolvi experimentar, e já te adianto que ficou muito gostoso, macio e molhadinho. Hum... ficou com vontade? Então vamos fazer! Depois me conta o que achou. Ah, é sem lactose!

Agora, se você acha que vou ficar falando abobrinhas, está muito enganado! Para dar uma levantada na moral da abobrinha, convidei a minha prima Danielle Oliveira que é Engenheira de Alimentos, pós-graduada em Gestão de Segurança Alimentar, Supervisora de Segurança de Alimentos/ABNT NBR 15048 e Auditora Líder de Certificação ISO 9001:2008. Viu? Aqui no blog não tem achismos não, eu procuro informação correta e quando necessário convido profissionais qualificados para compartilharem seus conhecimentos. Então vamos as informações que a Danielle Oliveira tem sobre a abobrinha?

Farmale: Como a abobrinha pode enriquecer essa receita nutricionalmente?
Danielle Oliveira: A abobrinha dá uma textura úmida e macia ao bolo, além de deixar mais nutritivo, rico em fibras, com vitamina A, selênio, fósforo, potássio, magnésio, vitaminas do complexo B, celulose e cálcio. Sim, cálcio! Não leva lácteos mas a abobrinha enriquece a receita com esse mineral. Esse alimento é um aliado do coração e da uma forcinha para os ossos.

Farmale: A abobrinha pode ajudar na prevenção de doenças?
Danielle Oliveira: A abobrinha é uma aliada na prevenção do câncer, pois as suas fibras ajudam nos movimentos intestinais saudáveis e regulares. Essas fibras colaboram na prevenção de possíveis toxinas cancerígenas se estabalecerem no cólo. Com a correria do nosso dia, as vezes apelamos para os industrializados, que em sua maioria, contém aditivos alimentares e outras substâncias prejudiciais ao nosso organismo, então, a ingestão de fibras, pode ajudar na eliminação desses venenos. Quanto menos tempo essas toxinas ficarem dentro da gente melhor! A vitamina C, vitamina A e o ácido fólico encontrados na abobrinha, atuam como antioxidantes, combatendo o estresse oxidativo que pode levar à diferentes tipos de cânceres.

Farmale: E a celulose? O que é isso?
Danielle Oliveira: É uma fibra insolúvel, sua função é diminuir o tempo do trânsito intestinal, aumentar o bolo fecal, prevenindo a prisão de ventre e hemorróidas. Dica: se estiver com diarréia, evite esse bolo, pois além das fibras insolúveis tem cacau que contém teobromina e cafeína (irritantes gástricos). Agora, se está tudo bem, pode comer sem culpa!

Vamos aos ingredientes e ao preparo?

Ingredientes:
1 abobrinha* pequena
1/2 xícara de óleo (usei girassol)
1/2 xícara de açúcar mascavo*
2 ovos*
2 colheres de sopa de cacau* em pó
1 xícara e 1/2 de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó 
*ingredientes orgânicos

Preparo: Bater no liquidificador a abobrinha picada, o óleo, açúcar mascavo, os ovos e o cacau. Despejar numa tigela e acrescentar a farinha de trigo e o fermento em pó, bater (com um fouet ou batedeira) a massa até ficar homogênea, usar uma forma pequena e levar ao forno por 15 minutos (o tempo pode variar, fique de olho qdo chegar aos 15 minutos). Faça o teste do palito ou garfo espetando a massa, se sair seco está pronto. Não abra antes dos 15 minutos, pode solar. 


Algumas observações sobre a receita:

Pode usar o óleo que você preferir. O óleo de coco foi utilizado na receita original, mas eu acho que deixa um sabor marcante, então como já fiz esse bolinho diversas vezes, gosto de ir modificando alguns igredientes e assim ter um novo sabor. 

A receita original levou menos açúcar, somente 1/3, mas como eu usei dessa vez o cacau, que é um pouco amargo, preferi adoçar um pouco mais. Não tem açúcar mascavo em casa? Ok! Use o que você tiver aí, mas lembre-se que com o mascavo, você agrega mais nutrientes à sua receita. Ainda sobre a receita original, foi utilizada a alfarroba. Você conhece? Segundo a Danielle Oliveira,  o pó ou a farinha de alfarroba, derivados da polpa da vagem torrada e moída, são utilizados para substituir o cacau. A alfarroba é uma vagem de cor marrom escuro e adocicada, é um alimento de elevado valor nutritivo: contém vitamina B1, vitamina B2, vitamina A, cálcio, magnésio, ferro, potássio, sódio, também conhecida como "chocolate saudável".  A alfarroba não possui qualquer agente alergênico ou estimulante tais como, a cafeína e a teobromina presentes no cacau. Embora apresente um alto teor de açúcares, possui um baixo teor calórico devido à quantidade quase imperceptível de lipídeos (gorduras) e a alta quantidade de fibras naturais são um benefício para a flora intestinal.

Com todos esses benefícios, tenho certeza que você vai utilizar mais vezes a alfarroba na sua dieta. Só não utilizei dessa vez, pois como eu escrevi, já fiz muitas vezes esse bolo com alfarroba e resolvi experimentar com cacau.

Essa receita é bem simples, um bolinho saboroso e nutritivo para o seu lanche. Compartilho aqui com vocês o link do canal As Delícias do Dudu, que muito me ajuda com receitas que simplificam o dia a dia. Esse canal faz parte do site da Thais Ventura uma mãe super dedicada à alimentação da sua cria. São receitas com baixo teor de açúcares e gorduras, indicadas para crianças e tem receitas para os bebês também. 

Descobri As Delícias do Dudu quando estava grávida em busca de uma alimentação saudável e longe de industrializados para a minha filha. Um ano e meio depois do nascimento da minha filha, fiz uma cirurgia onde parte do meu intestino foi retirada (eu tenho doença de Crohn) e assim entendi, com a ajuda de uma Nutricionista, que a alimentação pode nos ajudar ou prejudicar muito. Algumas receitas da Thais Ventura também começaram a fazer parte da minha nova rotina alimentar, pois antes da cirurgia, somente me preocupava com a alimentação da minha filha. As vezes precisamos levar uns sustos para dar valor a vida, não é mesmo?


Aqui o video com a Thais Ventura ensinando a fazer o bolo, o dela é com alfarroba:


Com as mudanças aqui no blog, para quem ainda não observou, alguns textos irão contar com a contribuição de alguns profissionais para enriquecer os textos com informação segura. Hoje contei com a contribuição da Danielle Oliveira que é formada em Engenharia de Alimentos/Estácio de Sá. Pós-graduada em Gestão de Segurança Alimentar/SENAI. Certificação: Supervisora de Segurança de Alimentos/ABNT NBR 15048. Auditora Líder de Certificação ISO 9001:2008. Contato: danioliveira@osite.com.br


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O Farmale é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre temas relacionados com saúde, nutrição e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

Aedes aegypti, Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa




Essa semana, o Aedes aegypti, passou de vilão à mocinho: ele pode ser útil no tratamento da doença inflamatória intestinal (DII) - doença de Crohn (DC) e retocolite ulcerativa (RCU). Boa notícia, concordam? Mas não adianta você fazer criação de mosquito e deixar ele sugar seu sangue, ok? É só uma pesquisa, muito promissora, ainda sendo realizada em modelos animais (camundongos). Continue eliminando criadouros com água parada, usando repelente, continue a guerra ao mosquito, pois ele transmite doenças graves e, para nós que usamos imunossupressores pode ser maior a gravidade. Então vamos entender como o mosquito transmissor do vírus da dengue, zika, chikungunya, febre amarela pode ser útil na DII. Segundo a notícia divulgada pelo telejornal da Rede Record, pesquisadores descobriram que a saliva do Aedes Aegypti possui moléculas com potencial farmacológico para atuar como imunomoduladores na DII.
Primeiramente quero conversar com você sobre o mosquito, especificamente sobre a sua alimentação, pois assim ficará mais fácil entender como pode haver esse potencial farmacológico, ou seja, a possibilidade de ser utilizado na fabricação de um medicamento.
Os mosquitos possuem mecanismos bem complexos para sugar o sangue da sua vítima e por isso, escolhi algumas partes de um texto da biblioteca on line do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Entomologia Molecular (INCT – EM) da UFRJ, para você entender o porquê do grande interesse dos pesquisadores nos mosquitos.


"Uma vez que um artrópodo hematófago pousa ou escala até um ponto onde é possível efetuar a perfuração da pele do hospedeiro, vários estímulos locais são usados para identificar a posição adequada onde será feita a refeição. Quimioreceptores localizados na extremidade das partes bucais ou nas antenas inspecionam a pele na busca de “sabores” adequados. Mecanoreceptores, por sua vez, presentes nas extremidades das partes bucais indicam qual a melhor posição para a penetração da pele. Os hematófagos têm necessidade vital em driblar os mecanismos hemostáticos, inflamatórios e imunológicos dos seus hospedeiros e obter com sucesso o seu repasto sanguíneo. Uma vez que a penetração da pele ocorra, será despejada no sítio de alimentação uma série de moléculas que irão modificar localmente a fisiologia do hospedeiro vertebrado. Tais modificações favorecem o artrópodo hematófago na medida em que aumentam as chances de aquisição de sangue cujas propriedades hemostáticas estão alteradas. Para isto, a saliva de animais artrópodes sugadores de sangue e eventualmente o intestino são verdadeiros arsenais de moléculas com funções anti-hemostáticas. Adicionalmente, a saliva da maioria dos animais hematófagos, também apresenta moléculas que interferem no controle da resposta imune e inflamatório do seu hospedeiro.
(...)
Os animais hematófagos desenvolveram ao longo do processo evolutivo, mecanismos diferentes para se opor a hemostasia do hospedeiro durante a refeição sanguínea como: a inibição de agregação plaquetária, a utilização de vasodilatadores, a inibição da coagulação sangüínea e a ativação do processo fibrinolítico. As estratégias antihemostáticas utilizadas pelos animais hematófagos são muito variadas, sendo baseadas em inúmeras substâncias que interferem em diferentes pontos da hemostasia. Diversas substâncias provenientes de animais hematófagos têm sido descritas, sendo grande parte delas provenientes da saliva desses animais. É interessante notar que a saliva dos hematófagos possui substâncias que atuam sobre vários alvos no sistema hemostático do hospedeiro e, em algumas espécies, a saliva possui mais de uma substância que inibi uma mesma enzima envolvida na hemostasia. Esta redundância faz com que os animais hematófagos sejam extremamente eficientes.
(...)
O volume de sangue do hospedeiro vertebrado ocupa cerca de 5% do volume da pele, tornando difícil a localização imediata de vasos sanguüíneos pelo animal hematófago durante a picada. Para facilitar a localização dos vasos sanguíneos, os hematófagos utilizam substâncias capazes de dilatá-los facilitando a localização dos mesmos, e consequentemente diminuindo o tempo de busca para uma alimentação rápida (por exemplo) o que resulta em um tempo menor de interação com o hospedeiro, aumentando assim a chance de sobrevivência do ectoparasita. Outra vantagem da utilização de vasodilatadores é o aumento do aporte sanguíneo."

O texto todo, você encontra aqui: Anti-Hemostáticos da Saliva e Intestino de Animais Hematófagos: Estrutura e Função - http://goo.gl/cEVGS4

Esse coquetel salivar, com um arsenal de moléculas imunomoduladoras, que os mosquitos utilizam para vencer as dificuldades encontradas ao picar a sua vítima, também é alvo de pesquisas sobre o vírus da zika e outras doenças transmissíveis por esses vetores. "A glândula salivar é também o local onde os parasitos (vírus da dengue, plasmódios) se reproduzem e/ou alojam para novamente infectar um novo hospedeiro. É durante a picada que o mosquito, injetando a saliva infectada com parasitos, transmite doenças como a dengue e a malária ao hospedeiro vertebrado." Fonte: http://migre.me/t9Tn3. Podemos entender então, que é um local favorável para os parasitas se instalarem, pois se aproveitam das substâncias que formam a saliva para infectarem as suas vítimas efetivamente. Muita organização e cooperação, concordam?

Ficaram assustados, confusos ou otimistas? Assusta saber que um bichinho tão pequenininho possa ter tanta complexidade só para se alimentar. Confunde porque algumas palavras usadas no texto podem ser desconhecidas, mas sem problemas, você pode deixar sua dúvida nos comentários que terei o maior prazer em responder, combinado? Otimista em saber que todo esse mecanismo que o mosquito usa para se alimentar está sendo estudado em nosso favor, quem sabe um novo medicamento vai surgir dessa pesquisa? Quem sabe a cura? Então nada de subestimar os mosquitos! Toda essa complexidade encontrada neles, vem sendo estudada há anos e hoje, o Aedes aegypti tem sido o destaque nas pesquisas devido ao vírus zika, transmitido por esse mosquito.

Vou deixar aqui uma pequena explicação sobre a DC e a RCU, pois quem vem acompanhando o blog, sabe que eu tenho DC e estou sempre trazendo assuntos relacionados para o blog. Essas doenças são caracterizadas por inflamação crônica e exacerbada na mucosa intestinal, que persistem por períodos prolongados e existem os perídos de remissão quando controladas. Na retocolite ulcerativa, a inflamação é superficial, atingindo a mucosa do intestino grosso e o reto, enquanto que na doença de Crohn, pode acometer qualquer parte do tubo digestivo, atravessando a mucosa e penetrando as camadas da parede intestinal, podendo provocar também fístulas gastointestinais. A DC e a RCU não têm cura, sendo os objetivos do tratamento, a redução do processo inflamatório quando as doenças estão em atividade ou nas recidivas e o prolongamento do período de remissão.




Agora que você já sabe o que tem na saliva do mosquito, você pode compreender a sua, possível, utilidade farmacológica e o porquê dos pesquisadores estarem trabalhando nessa relação mosquito/DII.  Sobre o artigo, que eu já li, eu posso resumir para você que os pesquisadores, da USP, encontraram um coquetel de substâncias na saliva do Aedes aegypti com potencial terapêutico e imunomodulador em doenças inflamatórias e autoimunes como a DC e RCU. Essa pesquisa foi realizada em camundongos com inflamação intestinal (induzida), e os resultados foram publicados em maio de 2015 na revista científica International Immunopharmacology, com o titulo "Aedes aegypti salivary gland extract ameliorates experimental inflammatory bowel disease". Como resultados, os pesquisadores observaram a redução da gravidade da doença, assim como uma melhora na evolução clínica da doença sem sinais de toxicidade, além de modular as respostas inflamatórias. Isso é um excelente achado! Sendo mais simplista nas palavras, a saliva do mosquito pode ser usada para a criação de um medicamento antiinflamatório, imunossupressor. A ausência de toxicidade também é muito bom, pois algumas vezes ao encontrarem moléculas com potencial farmacológico, elas podem ser tóxicas em um ponto que inviabilisa seu uso terapêutico. Não posso deixar de fazer uma observação aqui, sobre toxicidade, todo medicamento é tóxico, a dose correta e a sensibilidade do indivíduo é que diferencia um veneno de um medicamento.

Quando poderemos ver esses resultados em humanos? A pesquisa científica precisa cumprir alguns protocolos para iniciar os testes em humanos, mas com um achado tão significativo como esse, certamente o trabalho já deve estar em andamento. Desse extrato da saliva do Aedes aegypti, os pesquisadoes deverão extrair e identificar as moléculas com atividade farmacológica e sintetizá-as em laboratórios para então, resumidamente, iniciar os testes em humanos.

O link para o artigo é esse aqui: https://goo.gl/hPTPFe. Ele está em Inglês, caso você tenha interesse em saber mais adetalhes do artigo, tiver alguma dúvida ou quiser expor a sua opinião deixe seu comentário aqui. Vamos trocar ideias, informações! Pode enviar um e-mail também: alede75souza@gmail.com

Ontem, no site da USP, saiu uma notícia completa sobre o artigo, o link é esse aqui: http://www.ribeirao.usp.br/?p=6452 com o título "Saliva do Aedes aegypti pode tratar doenças inflamatórias intestinais". Não deixe de ler! Complementa o que você leu aqui no blog.

Essa notícia é muito boa e renova a nossa esperança para a cura ou um tratamento mais eficiente dessas doenças! Um tramento que nos deixe em longo, longo perído de remissão. Não desista de se cuidar, mantenha seu tratamento em dia, não falte às consultas com seu Médico, alimente-se de forma saudável, não abandone o tratamento medicamentoso quando você se sentir bem, a DII não tem cura.

Procure ajuda em associações relacionadas a DII, você não está sozinho! Muitas pesquisas estão em andamento sobre a DII, acompanhe pelos sites de referência no assunto, como CCFA - Crohn's & Colitis Foundation of America e a ABCD - Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn.

Você também pode buscar apoio em associações de pacientes pelo Brasil, aqui o link de algumas:
Conhece outras associações ou organizações que não citei aqui? Compartilhe a sua informação nos comentários ou envie um e-mail para que eu possa atualizar essa informação. Meu e-mail: alede75souza@gmail.com

Juntos somos mais fortes!

Hoje é o Dia Mundial das Doenças Raras!

Hoje no mundo todo as pessoas que possuem alguma doença rara, seus familiares, amigos, médicos e todos os profissionais envolvidos no tratamento dessas doenças (muitas vezes invisíveis e esse é o motivo para divulgarmos esse dia) estão unidos em ser a voz dessas enfermidades, para que mais e mais pessoas saibam que elas existem. Conscientizar! São mais de 80 países aderindo a campanha, a cada ano esse número cresce e isso só acontece com a nossa divulgação.


O tema, Voz do Paciente, visa reconhecer o papel crucial dos pacientes em expressar as suas necessidades e instigar a mudança, melhorando as suas próprias vidas, a de suas famílias e cuidadores. E o slogan "Junte-se a nós para que a voz das doenças raras seja ouvida", visa abranger à todos, convidando aqueles que não possuem doenças raras ou mesmo não conhecem ninguém que possui, para unir-se ao grupo dessas pessoas afim de conhecer mais sobre o assunto. Conscientizar!



No Brasil, muitos eventos aconteceram durante o mês e hoje outros estão acontecendo. Espero que a cada ano mais e mais pessoas possam compreender a importância da divulgação dessas doenças, da união, da conscientização e assim o movimento seja gigante! Porque #juntossomosmaisfortes





No blog tem um texto sobre essa data com um vídeo emocionante sobre o evento desse ano, o link é esse aqui: http://farmale.blogspot.com.br/2016/02/29-de-fevereiro-dia-mundial-das-doencas.html

Esse é o site para você acompanhar os eventos pelo mundo todo: 

Esses são os links para você acompanhar os eventos pelo Brasil: 
AFAG - Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças: https://www.facebook.com/afagbrasil

Veja quantos paises envolvidos, quantas pessoas unidas em ser a voz das doenças raras!


#solidariedade #vocênãoestásozinho #youarenotalone

#conscientizardii #rarediseaseday #rarediseaseday2016 #farmaleachousaúde


São muitos leões por dia

Com doença inflamatória intestinal é assim, mesmo em remissão seguimos lutando. Medicação, alimentação, hábitos saudáveis, buscando o melhor para ficarmos bem.
Deveria ser até simples, matar somente um leão por dia, mas o nosso sistema de saúde, os nossos governantes, têm colocado em nossas vidas muitos leões. Tenho acompanhado a falta de medicamentos e não é algo pontual, é praticamente no país todo. Muito descaso, falta de compromisso e respeito com a vida.
Tenho uma dica, participem dos grupo no Facebook, sempre tem alguém doando uma medicação, e de repente pode ser a que está faltando pra vc. E quem tem medicação para doar, também procure os grupos para doar ou as associações, como a ALEMDII - Associação do Leste Mineiro de Portadores de DII , por exemplo. Existem muitas pelo país, caso você não conheça, deixe uma mensagem que lhe dou esta informação, ou se você conhece alguma, deixe uma mensagem.